Elano teve uma conversa definitiva com Luís Álvaro.

Sua influência no clube é maior do que todos imaginam.

Discreto, ele participa das maiores decisões no futebol do clube.

Sua palavra não é questionada nem pelos atletas e muito menos pelos dirigentes.

Como líder do time santista, era ele quem apoiava e sustentava Marcelo Martelotte como interino.

E até já defendeu a sua efetivação.

Mas vieram as partidas e o jogador percebeu que o time não reagia.

Era fácil alvo de equipes com menor potencial técnico.

Martelotte conseguia enxergar os erros, principalmente de marcação.

Na hora de mostrar, pedir, exigir dos atletas uma mudança de comportamento durante o jogo, não havia resposta.

Vivido, Elano percebeu que o elenco precisa de uma pessoa que imponha muito mais respeito.

Com currículo que lhe dê respaldo para gritar e ser ouvido.

Não ter suas ordens questionadas.

Mesmo que no subconsciente.

Com o risco de jogar a Libertadores fora ainda na primeira fase.

E foi por isso que virou o principal cabo eleitoral de Muricy Ramalho.

Mesmo sem nunca ter trabalhado com ele.

Elano percebeu a reação de Neymar, Ganso, Arouca e os demais atletas quando souberam que Muricy pode assumir o Santos.

E tratou de levar essa posição ao presidente Luís Álvaro.

O dirigente que já estava disposto, ficou convencido.

E depois de tentar barganhar, acabou aceitando pagar os R$ 700 mil que o representante Márcio Rivellino está pedindo.

Luís Álvaro conversou com Martelotte e foi direto dizendo que não o efetivaria, mas não abriria mão dele.

O quer como auxiliar de Muricy, ao lado de Tata, que trabalha com o treinador.

O dirigente quer o encontro se possível ainda hoje.

Muricy já foi convencido por Rivellino que não há cabimento na quarentena sem trabalhar que o técnico desejava.

A contratação caminha firme para ser efetivada.

Com a bênção de Elano, o grande cabo eleitoral de Muricy...

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