divulgação00221 Dunga, Mano, Scolari, Tite, Roth. A decepção com os gaúchos que mandaram no futebol brasileiro em 2010...

São de todos os tipos.

O que veio a peso de ouro, maior salário da América Latina pago a um treinador de futebol.

Com o currículo pesadíssimo de pentacampeão mundial, bicampeão da Libertadores da América.

Foi tratado como um rei.

Mandou os jogadores se calarem; eles se calaram

Ordenou o fechamento dos treinos; os treinos foram fechados.

Até a turma do amendoim passou a se comportar como tietes enlouquecidos.

Tudo isso deu em nada na prática.

O Palmeiras continuou sendo motivo de tristeza.

O clube perdeu a semifinal da Copa Sul-Americana em casa, jogando como time pequeno, contra o Goiás.

No Brasileiro fez uma campanha pífia.

Culminando nas derrotas que ficaram para a história por falta de empenho, contra Fluminense e Cruzeiro.

Luiz Felipe Scolari foi uma grande decepção até para fãs de carteirinha.

O outro abriu mão do Campeonato Mundial de Clubes.

Esperto, sabia que o fraquíssimo Al Wahda não tinha condições de vencer ninguém.

Aceitou correndo a proposta para treinar Ronaldo.

E ganhar o Brasileiro.

Estava fácil.

Pensou que não iria frustrar mais uma torcida no seu centenário, como fez com o Inter.

Mesmo com os pontos que o boicotado Adilson Batista desperdiçou, era muito possível fazer o Corinthians ganhar o Brasil.

Mas a falta de coragem tática na partida contra o Vitória em Salvador custou o campeonato.

Pior ainda foi empatar na última rodada com os reservas e juniores do Goiás.

Como bem um leitor escreveu: quer disputar campeonatos de forma digna, contrate Tite.

Quer vencer, busque outro técnico.

Essa é a imagem que Tite, o homem que só sabe contragolpear, consolidou no Brasil.

O outro parecia haver exorcizado seus demônios.

Ter aprendido a ganhar.

Já que venceu a Libertadores.

Se tornou mais leve, dócil com a vida, com os jogadores, com a imprensa.

A direção do Inter comemorava até a evolução de Celso Roth como técnico.

E ele teve toda a permissão de cumprir o seu plano de abrir mão do Brasileiro.

A intenção era vencer o Mundial.

Estava tudo planejado para vencer a Inter de Milão, que capenga nas mãos de Rafa Benítez.

Só que o Mazembe acabou com o sonho.

E de forma convincente, desmoralizadora.

Os africanos dançaram em cima dos planos de Roth.

Poucas vezes um treinador ficou tão envergonhado dando uma coletiva para explicar uma derrota.

Perdeu a chance de passar de patamar de técnico de times médios para top no Brasil.

O melhor deles assumiu o São Paulo.

Depois de ótima campanha no surpreendente Atlético Paranaense.

Finalmente parece ter aprendido que os jogadores não têm a genial leitura da partida que ele tinha em campo.

E simplificou seus esquemas táticos.

Parou de criar táticas que não treinou durante os jogos.

Está conseguindo se reinventar.

Passa confiança aos torcedores.

E para a diretoria.

A sensação de submissão que havia com Ricardo Gomes foi embora.

Paulo César Carpegiani está conseguindo resgatar a sua carreira no Morumbi.

De tanto apanhar, aprendeu que o simples funciona.

E o último que merece ser citado está exilado.

Fez o que fez com a Seleção Brasileira na África do Sul.

E até agora está tentando entender o que aconteceu.

Sua marca registrada é a da intolerância, da raiva de tudo e de todos.

Até o seu nome provoca pé atrás: Dunga.

Só dirigentes que pensavam em punir seus jogadores o sondaram.

Como o São Paulo.

Mas depois a diretoria desistiu.

Viu que o time não merecia alguém agressivo como um feitor.

E sim um técnico.

Foi substituído pelo político Mano Menezes.

Tirou o Corinthians das Trevas da Série B.

Conseguiu por um semestre domar Ronaldo e ganhou o Paulista e a Copa do Brasil.

Só que depois naufragou no planejamento para a Libertadores.

Viu, a contragosto, a diretoria fazer o péssimo negocio de vender Douglas, André Santos e Cristian.

Sua base foi embora, quebrada no vértice.

Na Libertadores faltou coragem na partida do Rio de Janeiro.

Perdeu uma partida fundamental, com um homem a mais.

E foi eliminado em casa, no Pacaembu.

Diante do Flamengo, time inferior tecnicamente.

Dirigida por treinador interino.

Mas a maior derrota mereceu um prêmio.

Politicamente, Andres Sanches o colocou na Seleção Brasileira.

Ganhou dos fracos e perdeu o único amistoso contra uma equipe do mesmo nível: a Argentina.

2011 será fundamental para mostrar se terá fôlego para chegar até a Copa de 2014.

Mano não termina o ano seguro, não.

Porém o melhor, disparado, em 2010 foi aquele que leva Gaúcho como sobrenome.

Justamente o mais desacreditado.

Aquele que posava de óculos escuros na Barra da Tijuca.

Resolveu sair do Rio e se descobriu treinador de verdade no Bahia.

E com o apoio até do Minuano, levou o Grêmio da zona do rebaixamento para a Libertadores.

Montou um time competitivo, rápido objetivo.

Só ele mereceu as bombachas que veste.

A grande maioria dos gaúchos que dominou o futebol brasileiro em 2010 precisa se reciclar.

Deixou muito a desejar.

Que em 2011 os chimangos e maragatos consigam reagir.

A felicidade de milhões de pessoas está nas mãos desses gaúchos...

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