1reproducao25 Duas sensações após a vitória do Inter. Alegria pelo 2 a 1 contra o Tigres, na semifinal da Libertadores. E o desperdício de ficar 35 minutos com um jogador a mais. E não conseguir ampliar a vantagem...
Torcedores se dividiam ao final do grande jogo no Beira-Rio. Muitos comemoravam a vitória diante do Tigres por 2 a 1 e a vantagem na primeira partida da semifinal da Libertadores. Outros, não. Lamentavam, se preocupavam com o que o Internacional poderia ter feito e não fez. O time de Aguirre jogou 35 minutos com um jogador a mais no segundo tempo. Mas não soube tirar vantagem. Os realistas sabem que basta uma vitória simples por 1 a 0 dos mexicanos em Monterrey, na próxima quarta. Ou seja, a passagem para a final está perigosamente aberta.

"Nós não aproveitamos a vantagem de um a mais. O placar foi muito apertado", desabafou o ótimo Rodrigo Dourado.

"A sensação que ficou é que, se não tivéssemos um jogador a menos, iríamos não só empatar, mas tínhamos tudo para vencer. Mas saímos daqui com um resultado que posse ser revertido no México", dizia Rafael Sóbis. Ele sabe que basta 1 a 0 para o Tigres e pronto, final de Libertadores.

O Internacional começou a partida de maneira arrebatadora. Empurrado por sua apaixonada torcida e pelo esquema corajoso de Diego Aguirre. Os gaúchos não queriam deixar oxigênio para os mexicanos respirarem. A marcação na saída de bola era fortíssima.

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D'Alessandro e Valdivia começaram a semifinal inspirados, confiantes, com personalidade. O argentino tocava, driblava, abria espaços na zaga mexicana. Já a revelação do Intr pegava a bola e partia para cima dos seus marcadores. Ele conseguiu destruir a forte marcação montada pelo técnico brasileiro que comanda o Tigres, Ricardo Ferreti.

Os mexicanos montaram as famigeradas duas linhas de quatro. A intenção era conter o ímpeto gaúcho. Mas aos quatro minutos houve uma enorme bobagem. Ríos tenta recuar a bola, mas Nilmar foi mais esperto. Ele conseguiu dar um toque na bola. O suficiente para desfiar sua trajetória e pegar a defesa desarmada. Caiu nos pés D'Alessandro. O chute foi mortal, violentíssimo. 1 a 0 Internacional...

Diante do choque dos mexicanos, os brasileiros seguiram na pressão. E o acaso ajudou. Valdivia começava tomar pontapés, quando Nilmar tentou invadir a área. O zagueiro brasileiro do Tigres, Juninho, cortou e ao perceber que a bola cairia com Valdivia, deu o carrinho. O chute desviou e a bola encobriu o goleiro Guzmán. 2 a 0 aos dez minutos de jogo.

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A torcida gaúcha ensandecia. Parecia que tudo seria resolvido no primeiro jogo. E em uma goleada. O Inter continuou muito melhor, criando e desperdiçando chances. Até que o futebol mostrou mais uma vez porque ele fascina. Bastou um lance e tudo ruiu. Rafael Sóbis, justo ele, acertou cruzamento perfeito na cabeça de Ayala. A testada saiu firme, indefensável para Alisson. 2 a 1, aos 23 minutos de jogo.

A partir daí os mexicanos ganharam confiança e as intermediárias. O Tigres adiantaram a forte marcação para a saída de bola do Internacional. Rafel Sóbis era o grande jogador. Coordenava os ataques. O francês Gignag mostrava seu talento, com dribles secos e chutes fortes ao gol.

No intervalo, se esperava que Aguirre tivesse mais ousadia. Mas o treinador resolveu apostar no time e no esquema que havia preparado. Foi aí que o destino ajudou novamente. Ayala já havia tomado um cartão amarelo besta, de graça. Deu entrada desnecessariamente violenta em Geferson. Na expulsão, acertou de novo no lateral do Internacional. Cartão vermelho.

Aí seria vez de o Internacional passar a atacar. No futebol moderno, um a mais é grande vantagem. Mas faltou ousadia para explorar um jogador a mais. Em vez de usar as laterais, os gaúchos forçaram pelo meio. Inutilmente. Abriram espaço para contragolpes. Foram 35 minutos de desperdício.

Daí as sensações. A alegria pela vitória. Mas o medo de a vantagem ter sido pequena. A tensão de pensar que a vitória por apenas 1 a 0 pode dar a vaga à final da Libertadores aos mexicanos. A vitória foi ótima. Mas o placar foi apertado demais.

E não se desperdiça boas chances na vida. Diego Aguirre tem direito a noite de insonia, pensando que teve um jogador a mais contra os mexicanos. E não soube aproveitar...
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