divulgacao98 Diretoria do Corinthians apavorada e arrependida. Não quis Gomes e nem tentou comprar Fábio. Ouviu Tite e deixou Júlio César como goleiro titular absoluto da Libertadores...
"Errei, mas faltou matar o jogo.

Não matamos e aí aconteceu isso.

Não fujo do meu erro, tinha de ter espalmado para o lado, mas faltou a equipe se ajudar.

Faltou concentração, atitude, mais gana de vencer.

O jogo estava em nossas mãos.

O goleiro é sempre culpado.

E o resto do time?"

Júlio César está indo pelo caminho errado.

E sem volta.

Para justificar as suas falhas no Corinthians ele começou a repassá-las para os companheiros.

Como ele poderiam evitar que rebatesse uma bola fácil para frente e proporcionar o empate ao Mogi Mirim?

Só se o amarrassem em uma das traves...

O time andar em campo, não se dedicar ao jogo, neste longo e modorrento Campeonato Paulista é uma coisa.

E é um problema secundário para Júlio César.

O seu é não falhar.

Infelizmente como havia previsto parte da diretoria corintiana, que desejava um goleiro muito melhor para a Libertadores.

Júlio César ganhou toda as chances possíveis desde a saída de Felipe.

O antigo goleiro corintiano conseguiu a antipatia de todos no Parque São Jorge.

Seu ego era insuportável.

Foi um dos únicos goleiros da história do futebol mundial que exigiu aumento com seu time rebaixado.

Marcos no Palmeiras não teve coragem de fazer isso no Palmeiras, mesmo tendo combinado antes, desculpa de Felipe.

E ele tinha sido campeão do mundo quando a equipe caiu para a Série B.

Teve vergonha de pedir mais dinheiro.

Felipe, não.

Sabia que seus saltos desnecessários haviam cativado parte da imprensa e que tinha a torcida a seu favor.

A diretoria se sentiu chantageada.

Mesmo os companheiros de time não suportavam o egocentrismo de Felipe.

Durante a Copa, Andres Sanchez disse que ele não jogaria mais no Corinthians, depois de abandonar a concentração.

Foi despachado para o Braga e depois chegou ao Flamengo, onde se sente em casa.

Com tantos problemas criados por Felipe, até José Maria Marin, com sua medalha, seria bem-vindo.

Júlio César era a personificação da humildade.

Goleiro formado na base, campeão da Copa São Paulo e de personalidade dócil.

Quando Felipe estava no Parque São Jorge, treinava melhor do que o titular.

Goleiro discreto, sem os saltos ornamentais para defesas fáceis tão usados pelo agora goleiro flamenguista.

Corintiano de coração, ganhou todas as chances possíveis.

As mereceu, apelando até a atos heróicos, como ficar em campo chorando com o dedo quebrado.

Contra o Botafogo, na vitória por 2 a 0 no Brasileiro, o seu dedinho torto exposto o consagrou.

A resposta populista sobre como teve forças para continuar em campo ganhou a complacência de todos.

"Aqui é Corinthians."

Logo acertou a compra de uma loja sua de material do clube.

No Mooca Plaza Shopping...

Mais corintiano impossível.

Mas os jogos se passaram, as falhas esporádicas se tornaram mais constantes.

A altura de 1m86 é considerada abaixo do ideal para os goleiros de times grandes.

E sua insegurança aumentou.

Passou a reclamar dos companheiro, xingar, quando o time adversário chuta ou cruza a gol.

A tensão é transparente e péssima para a posição.

Teve a colaboração de Tite quando ganhou concorrência.

O clube contratou o jovem Renan do Avaí.

O São Paulo e o Inter o queriam.

Mas ele fez apenas três partidas pelo clube.

Tite logo o queimou em praça pública.

Desprezou o fato de ter apenas 20 anos.

Não suportou o fato de não o ter indicado ao clube.

Júlio logo voltou com o seu dedinho desentortado.

Nas férias, o assunto goleiro foi muito discutido.

Mas Tite fez questão de dar força a Júlio César.

Andres Sanchez, culpado de quase tudo, desta vez estava certo.

Ele foi voto vencido.

Queria um goleiro mais experiente.

Teve nas mãos, o rodado Gomes.

Estava disposto a fazer uma proposta milionária por Fábio do Cruzeiro.

Mas Tite logo avisou que havia um goleiro de potencial para ficar na reserva de Júlio César.

E que estava sem clube, viria de graça.

O Corinthians contratou Cássio, que surgiu nas categorias de base Grêmio...

E de fraca passagem pelo PSV.

Ele estava treinando no Sul do País esperando por uma chance.

Não esperava que fosse tão boa.

E aceitou com toda a alegria a reserva de Júlio César.

Cássio tem o mesmo nível do titular corintiano.

A diferença é que é mais alto.

Com as falhas seguidas de Júlio César, os dirigentes estão tensos.

Comentam entre eles.

Mas acreditam que o Corinthians vai disputar a Libertadores com um goleiro instável.

Que perdeu a confiança irrestrita dos dirigentes.

E que provoca medo na torcida.

A escolha foi feita.

E há um responsável por Júlio César ser o goleiro da Libertadores.

Ele se chama Tite...

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