222 Desleixo de árbitro de vídeo tirou pênalti do Grêmio, contra o Lanús, na final da Libertadores
Foram cerca de R$ 50 mil. Mais o ar de justiça, de olhares eletrônicos espalhados por todos os espaços possíveis do gramado. Com oito câmeras dando detalhes das grandes áreas, onde acontecem os lances que decidem os jogos. A primeira partida da final da Libertadores, entre Grêmio e Lanús, estaria sob o manto do VAR (sigla em inglês de video assistant referee ou árbitro assistente de vídeo).

Tranquilidade para o acovardado juiz chileno Júlio Bascuñan, em Porto Alegre. Ele poderia jogar para cima dos árbitros de vídeo os lances que a falta de coragem impedia de apitar. Como a covardia que impediu que expulsasse pelo menos dois atletas de cada lado. A maldade nas divididas estava liberada.

Só que no lance fundamental, que ele está sendo crucificado, não teve culpa. Aos 49 minutos do segundo tempo, Alejandro Silva empurra de maneira acintosa Jael na grande área. Pênalti escandaloso. Bascuñan estava perto da jogada. Só que seguiu paralisado pelo medo, com em todo a partida. Mas o responsável pelo VAR, não. Estava tranquilo, longe da pressão dos atletas, da torcida. O combinado é, quando acontecer uma irregularidade, ele avisar pelo rádio o árbitro. Chamá-lo para ver o que as câmeras mostraram.

Mas por puro desleixo na conexão das câmeras, o árbitro não tinha acesso ao que milhões de pessoas viram. E se revoltaram. A denúncia é do narrador da Globo, Galvão Bueno. Foi feita no seu programa Bem, Amigos, no Sportv.

O gerente de operações do Grupo Globo, Julio Bueno, revelou que os árbitro de vídeo não quis ter acesso ao ângulo invertido das grandes áreas. Exatamente o que o juiz não tinha. Por ele é que fica nítida a penalidade. É algo inadmissível.

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O árbitro de vídeo no jogo era o venezuelano Jesus Valenzuela. Ele é chegou ao mais alto grau que um juiz pode almejar. Faz parte do quadro da Fifa. Ele trabalhou nas Eliminatórias. Comandou quatro partidas, entre elas Colômbia e Brasil, em Barranquilla.

"Um membro da comissão do árbitro de vídeo foi ao caminhão de externa do Grupo Globo perguntar, “por que eu não tinha essa imagem do replay?”. O motivo é que ele plugou várias imagens das emissoras que estavam gerando, e a imagem da câmera de baixo, que mostra o pênalti, ele não plugou para ter o replay. Ele errou na formulação do equipamento dele, e isso custou caro. Eles foram contratados por um dinheirão e não conseguiram ajudar.

"Várias câmeras que apresentavam o lance e, por opção dele (Valenzuela), não pegou uma das nossas câmeras. Eram 24 que ele tinha, a transmissão no total tinha mais. Ele não pegou essa nossa que mostrava o ângulo invertido, que era o mais esclarecedor. Nós colocamos à disposição deles, mas eles não utilizaram as imagens."

Valenzuela não quis contar com as imagens oferecidas pela Globo. Ficou com as geradas pela Fox Sports, dona dos direitos da transmissão da Libertadores. Ou seja, o venezuelano não quis ter o recurso a mais. Por isso, o Grêmio deixou de ter a penalidade marcada.

Caso fizesse o gol, os gaúchos teriam a vantagem de dois gols na decisão de amanhã. Ela mudaria completamente a dinâmica, o aspecto psicológico da decisão.

Não é por acaso a revolta gremista.

"É inadmissível, o árbitro estava a 3 metros do lance. Não estava encoberto por ninguém. O Stevie Wonder não precisaria do vídeo. Ele levou o apito na boca e não deu. Não vou falar mais de arbitragem, a única pergunta é: por que não foi usado o árbitro de vídeo? Eu quero que vocês façam essa pergunta, por que não foi usado? Aliás, nem precisa de vídeo neste lance", reclamou Renato Gaúcho.

Ele não terá dois gols de vantagem por desleixo do venezuelano Jesus Valenzuela.

Até mesmo a imagem de celular de um torcedor atrás do gol deixa claro.

Pênalti, aos 49 minutos do segundo tempo para o Grêmio...

(imagens Internet)

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