1reproducao1 Desde que nasceu, nenhum jogador humilhou tanto o Palmeiras como o desaparecido Valdivia. Para desviar o foco do chileno, a diretoria tenta transformar na Fifa um torneio em Mundial. Conquistado 63 anos atrás. Triste centenário...
Nunca em toda a sua quase centenária história, o Palmeiras foi tão humilhado por um jogador. Valdivia fez e faz o que quer com o clube. Já xingou diretor, mostrou a genitália para a Mancha Verde, ficou tanto tempo sem jogar que inaugurou um deprimente chinelômetro. Priorizou descaradamente a Seleção Chilena ao clube. E agora está sumido. A última notícia do jogador que, fará 31 anos em outubro, é interessante. Se divertia na terra do Pateta, na Disneylândia. Desde então nem Jack Bauer sabe dele.

Somando as duas passagens do atleta pelo Palmeiras são seis anos de decepção. Ele ganhou um Campeonato Paulista em 2008, uma Copa do Brasil em 2012 e o bi brasileiro da Segunda Divisão, em 2013. Foi rebaixado com o time de Felipão e Kleina há dois anos.

Valdivia enganou corações e mentes. Apesar do seu talento, importante no pobre cenário brasileiro, ele nunca se envolveu com o Palmeiras. Sempre foi amor de um lado só. O Palestra Itália foi parada obrigatória de um meia que não servia para os grandes clubes europeus. Individualista, egoísta, nunca se preocupou em se modernizar. Ser uma atleta capaz de entender a necessidade de recomposição, preenchimento de espaço. Sempre quis apenas a bola nos pés. Mostrar o que sabe fazer. Com o restante do time correndo para ele.

Belluzzo é um homem que ganhou fama no Palmeiras por ter trazido o dinheiro da Parmalat no início da década de 90. Conselheiro econômico de Sarney, Fernando Henrique Cardoso e até de Lula. Deveria revolucionar não só o clube como o próprio futebol brasileiro. Mas ao assumir a presidência, se deixou envolver por seu amor de torcedor. E foi acumulando erros e mais erros.

O péssimo acordo com a W Torre para o novo estádio é um bom exemplo. Mas o pior foi a sua relação com jogadores. Belluzzo se revelou um saudosista da pior espécie. A que acreditava que os ídolos que passaram pelo clube deveriam voltar. A receita não haveria como dar errado. Trouxe de volta Kléber, Vagner Love, Luiz Felipe Scolari. E Valdivia. Apesar de vários conselheiros implorarem, o presidente ofereceu o que poderia ser de pior ao egocêntrico meia: um contrato de cinco anos.

2reproducao Desde que nasceu, nenhum jogador humilhou tanto o Palmeiras como o desaparecido Valdivia. Para desviar o foco do chileno, a diretoria tenta transformar na Fifa um torneio em Mundial. Conquistado 63 anos atrás. Triste centenário...

A contratação foi caríssima para um jogador sem mercado nos grandes clubes europeus. Foram R$ 14,6 milhões ao Al Ain dos Emirados Árabes. Mais R$ 3,8 milhões em comissões. Ganharam o empresário Rodolfo Forte, o pai do jogador. E até quem convenceu o arrependido Osório Furlan a investir no atleta. "Ele é um mau caráter, não vale nada", já resumiu o dono de 36% dos direitos do chileno.

Com cinco anos de compromisso, o Palmeiras ficou de joelhos para Valdivia. Teria de pagar cerca de R$ 475 mil de junho de 2010 até junho de 2015. Para se livrar dele, precisaria indenizá-lo como se tivesse trabalhado até o último dia do compromisso. Negócio espetacular.

Valdivia deitou e rolou. Sempre demorou mais do que o normal para se recuperar das contusões mais simples. E durante o tratamento cansou de ser visto saindo à noite. Luiz Felipe Scolari chegou a escrever um documento junto com o então dirigente Wlademir Pescarmona. Nele, Valdivia se comprometeria a se cuidar nas férias. Ele não só se recusou, como ridicularizou Pescarmona e ainda ameaçou procurar o sindicato dos atletas. O clube desistiu da ideia.

Por anos, o Palmeiras agiu como se tivesse um dos maiores meias do futebol mundial. O que nunca foi verdade. Ele é um atleta talentoso mas improdutivo. Jorge Sampaoli ficou decepcionadíssimo com ele. O treinador argentino assumiu o Chile e teve como obsessão recuperá-lo. Valdivia estava esquecido. Por um bom motivo.

O jornal El Mercurio o acusou de se apresentar bêbado para um treinamento da seleção, em 2011. Foi banido das convocações. Sampaoli teve de implorar para dirigentes chilenos. Conseguiu o perdão. Mas o desempenho de Valdivia foi pífio. Não se enquadrou no futebol tático, de sacrifício individual que o argentino impôs no país andino. E acabou na reserva do reserva na Copa do Mundo. Acabou desistindo oficialmente da seu selecionado pelo twitter. Só que não tinha mais chance alguma de ser chamado por Sampaoli ou por quem estiver à frente do Chile.

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Sucessivas diretorias palmeirenses foram humilhadas pelo jogador. Mas a atual, a de Paulo Nobre e Brunoro, foi onde o clube passou mais vergonha. O presidente rompeu com a Mancha Verde por causa de uma briga entre o meia e a principal organizada do clube. Torcedores cobravam mais empenho do jogador na Argentina. Ele se irritou e mostrou a genitália a membros da organizada. Seguranças o protegeu. Mas eles se encontraram no aeroporto em Buenos Aires. Se não fossem os atletas, Valdivia seria espancado. Fernando Prass sofreu um corte na orelha no conflito.

Nobre rompeu com a Mancha Verde. Comprou uma briga que traz muitos problemas na sua administração. Mas Valdivia não mostrou o menor reconhecimento. Pelo contrário. Deixou claro que iria se dedicar para voltar à Seleção Chilena e disputar a Copa do Mundo. Foi sua meta. O Palmeiras ficou em segundo plano.

A humilhação final vem agora. Já empresariado por Wagner Ribeiro. O clube estava estourando foguetes. Havia conseguido vender o meia ao Al Fujairah dos Emirados Árabes. Eram nada menos do que R$ 16,6 milhões. Ele foi para lá, posou com o cachecol do time. Mas na hora de assinar o contrato, pediu mais dinheiro do que o combinado. Irritou os dirigentes árabes. E sumiu.

Wagner Ribeiro diz que não consegue falar com ele. Mas manda avisar pela imprensa que tem uma proposta de um clube francês da primeira divisão. O próprio pai do jogador também não sabe dele. E diz a jornalistas: quem falar com Valdivia pedir que ele telefone.

Os dirigentes expões o Palmeiras mais uma vez ao escárnio público. Brunoro foi ontem na TV Gazeta. Não confirmou se sabe ou não sabe onde está o meia. E avisa que ele tem mais sete dias para resolver sua situação com Al Fujairah. Enquanto isso, seu régio salário está sendo pago.

É uma situação descabida, inaceitável. Conselheiros palmeirenses estão revoltados. Querem que Paulo Nobre se livre de Valdivia o mais rápido possível. Cresce o número dos que defendem a saída também de Brunoro e Omar Feitosa.

Atuação tão amadora com seu principal jogador desestimula ainda mais investidores. Não é por acaso que o clube está há um ano e três meses sem patrocínio master de sua camisa. O centenário será comemorado no dia 26 de agosto. O time despenca no Brasileiro. Já há a sombra de novo rebaixamento. A diretoria tenta transformar a Taça Rio de 1951 em título mundial. Um título de gabinete de 63 anos atrás é tudo o que Paulo pode ofertar nos cem anos palmeirenses. Além de mais de R$ 100 milhões que emprestou ao clube.

Não é por acaso que Valdivia faz o que quer no Palestra Itália. Ele que continue acumulando seus R$ 475 mil a cada trinta dias. E que continue se divertindo com o Pateta, Clarabela, Minie. Quando cansar, escolha entre Emirados Árabes, França ou Palestra Itália.

De braços abertos e humilhados, os dirigentes palmeirenses o esperam. Parecem hipnotizados. Não sabem para quem dar a mítica camisa 10 verde. O chileno já percebeu isso. Deita e rola. Tem sido assim desde 2010. Triste Palmeiras, refém de um jogador. E que não tem a menor ideia de onde esteja...
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