gettyimages9223 Decepcionado com o Palmeiras, Kléber pensa em voltar para o Cruzeiro...
O triângulo amoroso entre Kléber, Palmeiras e Cruzeiro é inexplicável.

Quando o atacante estava pela primeira vez no Palmeiras, ele foi desprezado.

Vanderlei Luxemburgo convenceu Belluzzo que era melhor deixá-lo ir embora.

Tinha um garoto que seria "mil vezes" melhor do que ele.

Keirrison.

O garoto realmente teve uma excelente fase no Palestra Itália.

Mas não pensou duas vezes em virar as costas ao clube seduzido pelo Barcelona.

Foi contratado e nunca jogou pelo clube catalão.

Talvez atingido pela maldição de Luxemburgo, que perdeu o emprego com sua saída e nunca mais foi o mesmo.

Perambulou por clubes médios da Europa e agora está desprestigiado, escondido na reserva do Santos.

Enquanto isso, Kléber ganhou espaço no Cruzeiro.

Se tornou o grande líder da equipe.

O jogador que acabou com a postura politicamente correta dos mineiros.

Distribuiu cotoveladas e gols.

Foi vice da Libertadores.

Mas nunca escondeu a saudade do clube que o tratou melhor na carreira: o Palmeiras.

Os torcedores amaram o atacante raçudo.

Era uma reencarnação do espírito indomável de Edmundo.

Kléber nunca teve uma torcida que o colocasse como ídolo.

Mesmo no Cruzeiro, comparecia à sede da Mancha Verde e falava do seu sonho em voltar.

Seu empresário, Giuseppe Dioguardi, incentivava esse desejo.

Ele é ligado não só de coração, mas também politicamente ao Palestra Itália.

Há chance até de se tornar diretor de futebol se Paulo Nobre ganhar a eleição presidencial.

Giuseppe e Kléber tanto insistiram com Belluzzo e Zezé Perrella que o jogador voltou ao Palmeiras.

O negócio foi excelente para o Cruzeiro: três milhões de euros por 50% dos direitos federativos de um jogador de 27 anos.

E que fez uma importante cirurgia de púbis.

Tudo isso é levado em conta pelo especialista em vendas, Zezé Perrella.

Kléber voltou para o Palmeiras.

Beijou a camisa verde com vontade.

Tinha no coração as promessas de Belluzzo de jogar em uma grande equipe que seria montada.

E ainda mais um carro, sócio remido do Palmeiras e salário diferenciado, sem nunca atrasar.

Kléber voltou e se decepcionou.

Encontrou uma equipe fraca.

Felipão, irritado com o potencial do time, tratou de comandá-lo com mão de ferro.

Proibindo os jogadores de dar entrevistas, deixando o clima pesado, de cobrança exagerada.

Jogadores com fama de bons moços, como Marcos e Marcos Assunção, detestam trabalhar nessa ditadura.

Pior ainda Valdivia e Kléber, comandos sob esse regime autoritário.

Kléber não se conforma com as multas aos jogadores que resolverem falar aos jornalistas.

E com o técnico que fica com todas as explicações sobre a partida para ele mesmo.

O atacante não suporta os gritos de Felipão nos vestiários.

Ainda mais com o clube devendo salários, não lhe dando o carro prometido e nem a simbólica carteirnha de sócio remido do Palmeiras.

Mesmo com a proteção dos torcedores que ainda o amam, ele não está satisfeito no Palestra Itália.

Não é o ambiente que sonhava.

Acompanha diariamente o noticiário sobre as contratações e sabe que a responsabilidade continuará sob os seus ombros.

Assim como a postura controladora de Felipão.

Essa falta de liberdade sufoca Kléber.

Até mais do que os atrasos de salários.

A direção do clube está irritada porque sabe que não tem como calar a boca do jogador.

Fosse qualquer outro que assumisse os atrasos cairia em desgraça com a diretoria e Felipão.

Como foi o caso de Valdivia.

Enquanto isso, vivendo a eterna calmaria financeira, o Cruzeiro sente falta de Kléber.

Os comportados e instáveis Welligton Paulista e Thiago Ribeiro só fizeram aumentar a saudade do briguento artilheiro.

O sonho é ter na Libertadores uma nova dupla: Kléber e Rafael Moura.

Zezé Perrella sabe que o Palmeiras só pagou €$ 1,5 milhão (R$ 3,33 milhões).

E o clube paulista está vivendo uma grave crise financeira.

Fez uma proposta para lá de tentadora.

Ofereceu o atacante argentino Farias, o meia Bernardo e a liberação do pagamento de €$ 1,5 milhão.

Tudo para ter Kléber de volta.

A proposta abalou o atacante.

Seu empresário, envolvido no processo eleitoral do Palmeiras, tenta acalmá-lo.

Giuseppe promete que se for diretor de futebol, acalmará Felipão, fará com que os salários não atrasem e trará grandes jogadores ao Palmeiras.

O empresário promete milagres.

Só que Kléber e os torcedores palmeirenses estão cansados de promessas vazias.

O Gladiador sabe que terá vida de rei se retornar a Belo Horizonte.

Disputará a Libertadores em uma equipe muito mais forte do que a palmeirense.

Receberá até aumento sobre o ótimo salário que negociou no Palestra Itália.

Sabe que, se insistir com Belluzzo e com Felipão, será liberado.

Ele está tentado.

Zezé Perrella promete até aumentar a proposta aos palmeirenses, oferecendo mais dois jogadores.

Este triângulo amoroso está perto de mais uma reviravolta.

O Palmeiras fez tudo errado depois de reconquistar o atacante.

E está por um triz de perder Kléber outra vez.

E para o mesmo rival...

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