216 Das lágrimas, por se tornar jogador do Palmeiras, às revelações que vendeu salgadinho e carregou sacolas em supermercados para sobreviver.  A apresentação do autêntico Deyverson no Palmeiras. Tipo de jogador que os paranoicos assessores de imprensa mataram...
Não foi Diego Souza, o sonho de Cuca.

Deyverson se apresentou ao Palmeiras.

Para ser o homem de referência no ataque.

E ele quebrou todos os protocolos.

Foi como se transportasse a sala de imprensa repleta de logotipos da Crefisa, empresa que bancou os 5 milhões de euros da sua contratação, R$ 18,5 milhões, para a década de 70. Quando os jogadores eram autênticos. Se mostravam por inteiro. Não eram doutrinados por paranoicos assessores de imprensa, que anulam as personalidades dos atletas.

Deyverson emocionou não só os jornalistas, mas torcedores e quem teve a oportunidade de acompanhar sua chegada ao Palmeiras.

Ele se mostrou sem máscara.

Não teve vergonha de tudo que fez para sobreviver.

Para virar jogador de futebol.

"Se eu for contar a historia eu vou chorar. Eu não sou santinho, nem anjinho, o tadinho que todo mundo vai ter pena. Todo mundo já sofreu aqui. Mas na vida...", disse ele, para depois chorar. "É primeiramente Deus e depois meu pai. É um cara que batalhou por mim, está no futebol...

"Ele deixava de dar comida lá em casa para eu poder treinar, é um cara que eu tenho bastante carinho e pedi a Deus pela vida dele. Sofria muito, acordava 4h da manhã para fazer testes e nunca tive oportunidade de passar. Bati muitas vezes e voltei. E o sonho do jogador é mostrar o futebol. Mas tenho muito orgulho do meu passado. Eu vendi salgado na barraquinha e não estaria aqui se não tivesse feito isso.

"Isso não é tristeza, é orgulho. Acordava 4 horas da manhã para fazer teste, bati e voltei em vários clubes, mas nunca desisti. Se não ajudasse as pessoas a levar sacola no mercado, não tirasse entulho do portão não estaria aqui. É na dificuldade onde encontramos os guerreiros. Me sinto como se tivesse derrubado um gigante. Sofri bastante para estar aqui."

 Das lágrimas, por se tornar jogador do Palmeiras, às revelações que vendeu salgadinho e carregou sacolas em supermercados para sobreviver.  A apresentação do autêntico Deyverson no Palmeiras. Tipo de jogador que os paranoicos assessores de imprensa mataram...

As confissões regadas a lágrimas verdadeiras.

E abraços do pai orgulhoso.

Depois, a sensação de ter sido contrato pelo Palmeiras.

"Desde quando eu soube que o Palmeiras tinha interesse em me contratar, deixei tudo de lado. Pela história que sei, pelo clube que é. Eu dei uns 10 passos à frente, não um passo atrás. A estrutura que o Palmeiras tem é de clube europeu.Não tem porque falar disso, estou aqui no Palmeiras e não vou voltar atrás".

Deyverson estava pertencia ao Levante e estava emprestado ao Alavés.

Voltou ao Brasil aos 26 anos para tentar vencer na sua terra.

Por aqui, só atuou no Mangaratibense, quando tinha 20 anos.

E foi levado por empresários para o Benfica B.

De lá, o Belelenses, o Köln, o Levante, depois o Alavés.

Sonhava em atuar em clube grande.

Chegou a pensar em trocar o sonho.

Virar cantor de pagode.

4reproducao3 1024x576 Das lágrimas, por se tornar jogador do Palmeiras, às revelações que vendeu salgadinho e carregou sacolas em supermercados para sobreviver.  A apresentação do autêntico Deyverson no Palmeiras. Tipo de jogador que os paranoicos assessores de imprensa mataram...

E não teve vergonha em cantar.

"Para ver o Sol Brilhar", de Belo.

"Eu cantava. Depois que passou essa turbulência, vender salgado não deixou. E eu falei. Pô, vou virar pagodeiro, vou para o mundão. Toquei no Boa Influência, Juventude de Samba. Tocava para ganhar mocotó, guaraná e caldo de ervilha. Tinha medo dos bichinhos que ficava na luz e eu fiquei empolgado e começou os bichinhos. Meti o 'migué' e fui para casa e não voltei mais."

Deyverson tem o estilo de Liedson, ex-Corinthians.

Só que mais alto.

Vem para a reserva de Borja.

Contrato assinado de cinco anos.

"Fiquei cinco anos na Europa, que tem um futebol totalmente diferente (do praticado no Brasil). Aprendi muito lá fora a tática, a me posicionar bem, a saber o timing certo das jogadas. Agora é fazer tudo o que eu aprendi lá fora para ajudar o Palmeiras."

Três verdades.

A primeira, Cuca pediu sua contratação.

A segunda, Cuca preferia Diego Souza.

A terceira, não há mais jogadores como Deyverson.

Os assessores de imprensa acabaram com todos.

Os transformaram em ídolos de isopor...

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