1efe18 Daniel Alves não quer jornalistas cobrindo a Seleção. Sonha com torcedores. Confunde pessimismo, com questionamento. Um país que teve cinco gerações campeãs do mundo não se contenta com derrotas...
Rio de Janeiro...

"Acho que a Seleção sempre vai ser difícil ser candidata a alguma coisa.

O tempo passa, algumas pessoas crescem, evoluem...

Mas a imprensa do Brasil continua igual e pessimista.

Deveria ser mais otimista com a Seleção, parar de criticar tanto.

Já que se fixam na Espanha como exemplo...

Por que vocês (jornalistas) não se fixam nos jornalistas espanhóis?

É incrível o amor que eles têm pela seleção espanhola.

Tenho seis anos na Seleção e nunca vi o Brasil ser favorito.

Não pelos brasileiros."

Esse foi Daniel Alves.

Comprou briga de graça com a imprensa brasileira.

Ele cobrou patriotismo e não jornalismo dos repórteres.

E criticou as cobranças, que chamou de pessimismo.

Desde que ele fez sua estreia pela Seleção em 2006...

Diz ser a mesma coisa.

Pessimismo de jornalista negativo.

Talvez ele não tenha parado para pensar.

O Brasil não tem dado motivos para favoritismo.

Tanto que ganhou a última Copa em 2002.

Há 11 anos.

Ou seja, desde 2006, com Daniel Alves, a Seleção não consegue seus objetivos.

Nem mesmo ele.

Na última Copa do Mundo, foi mero reserva de Maicon.

Sua vida, como a de outros tantos jogadores, foi muito sofrida.

Plantava cebola e caçava aves para melhorar sua alimentação na infância.

Hoje é jogador consagrado no Barcelona.

Mostra ressentimento como se a imprensa tivesse culpa do passado difícil.

Até porque se ele continuasse a plantar cebolas em Juazeiro não seria notícia.

Daniel Alves em momento algum de sua coletiva foi atacado.

Ele resolveu demonstrar sua indignação.

Desaprendeu no Barcelona a ser questionado.

Ganhou todos os títulos com o clube.

2efe1 Daniel Alves não quer jornalistas cobrindo a Seleção. Sonha com torcedores. Confunde pessimismo, com questionamento. Um país que teve cinco gerações campeãs do mundo não se contenta com derrotas...

Na Espanha há outro estilo por parte dos jornalistas.

Os de Madrid costumam defender o Real Madrid até por sobrevivência.

Quantos mais títulos o clube conseguir, melhor para a capital do País.

Lembrando sempre a séria crise financeira ibérica.

O mesmo acontece em Barcelona.

Com o agravante que os catalães querem a separação do restante da Espanha.

A cobertura é sim engajada por boa parte dos veículos de comunicação.

É disto que Daniel Alves sente falta.

O apoio dos jornalistas.

Não as cobranças

Mas jogador de Seleção precisa ter estrutura psicológica.

Mostrar força para as cobranças.

A Espanha disputou apenas 13 das 19 Copas.

Venceu apenas uma.

O Brasil disputou todas as 19.

Venceu cinco.

Vencer é algo novo aos espanhóis.

3efe3 Daniel Alves não quer jornalistas cobrindo a Seleção. Sonha com torcedores. Confunde pessimismo, com questionamento. Um país que teve cinco gerações campeãs do mundo não se contenta com derrotas...

Por isso a proteção.

O futebol brasileiro tem o currículo brilhante.

Jogadores de suas seleções merecem e precisam ser cobrados.

Por mais que possa doer a Daniel Alves.

A postura da imprensa brasileira nunca foi a de ficar batendo palmas.

Não a séria, independente.

Sem interesses.

A imprensa nacional não tem nada de aprender com ninguém.

Talvez a ensinar.

Mostrar seu eterno questionamento.

Um país que teve a sorte de ter Pelé, Romário, Didi, Leônidas...

Ronaldo, Rivaldo, Tostão, Jairzinho, Rivellino, Sócrates.

Na posição de Daniel Alves é covardia.

Carlos Alberto Torres, Cafu, Djalma Santos.

Pelo Barcelona é um dos grandes vencedores da história.

Pelo Brasil, longe disso.

A imprensa espanhola tinha de se contentar com a 'fúria'.

Uma seleção que tinha como característica lutar, brigar em campo.

E acumular derrotas e frustrações.

É até natural o carinho de certos jornalistas com a atual.

E só alguns, não todos.

O normal nesta profissão é a cobrança.

Querer vestir a camisa da Seleção e não ser questionado é utopia.

Ainda mais quando o último título mundial aconteceu há 11 anos.

Desde então, todas as seleçoes formadas deram motivos de sobra para cobrança.

E pessimismo.

Tanto que o Brasil não conseguiu chegar nem à semifinal em 2006 e 2010.

Daniel Alves tem o direito de dizer o que quiser.

Mas não irá conseguir impor aos jornalistas a maneira de agir.

De cobrar.

Daniel Alves já tem 30 anos.

Deveria conhecer a cultura do seu país.

Jogador do país mais vencedor da história terá cobrança diferenciada.

Principalmente de quem conseguiu ganhar só depois de 19 Copas.

A evolução que Daniel Alves defende é o fim das cobranças.

Deixar o lado torcedor assumir o teclado, o microfone.

Chamar o Brasil de 'nossa seleção', 'nosso time'.

A partir que um jornalista toma essa postura, a cobertura está comprometida.

Se o Brasil vencer, excelente.

Se perder, a cobertura precisa ser igualmente honesta.

Daniel Alves não pensou antes de reclamar do pessimismo.

Nos últimos sete anos não houve razão para otimismo.

Alguém precisa lhe ensinar a diferença entre jornalista e torcedor.

Há muita e ela é enorme.

Ainda mais no Brasil, campeão mundial cinco vezes.

Nenhuma com a geração de Daniel Alves...
 Daniel Alves não quer jornalistas cobrindo a Seleção. Sonha com torcedores. Confunde pessimismo, com questionamento. Um país que teve cinco gerações campeãs do mundo não se contenta com derrotas...

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