1reproducao3 Cuca volta ao Palmeiras. Fará tudo para ganhar a Libertadores e o Mundial. E se credenciar para o grande sonho. Ser o principal candidato à Seleção Brasileira, quando Tite deixar o cargo...
Há um grande motivador que fez Cuca aceitar voltar ao Palmeiras. Vai muito além dos R$ 450 mil, livres de impostos. Seus auxiliares repartirão R$ 150 mil. O técnico quer realizar o sonho e levar o clube ao título campeão da Libertadores, depois de um jejum de 18 anos. Sim, isso é muito importante.

Ele terá duas tentativas, até o final de seu contrato, em dezembro de 2018.

O desejo é levar a equipe para a disputa do sonhado Mundial de Clubes.

E vencê-lo, lógico. Colocando um fim na provocação dos rivais corintianos, são paulinos e santistas. Eles desconsideram a Taça Rio, conquistada em 1951, considerada por dirigentes e torcedores palmeirenses como o 'primeiro Mundial.'

Cuca deseja aproveitar o potencial financeiro do maior patrocínio da América Latina. Montar um grande time para acumular títulos. Ganhar notoriedade, respeito até entre torcedores adversários. Usufruir de toda a visibilidade para realizar seu grande sonho profissional.

Treinar a Seleção Brasileira.

Essa é grande motivação que o levou de novo ao Palestra Itália.

Ele acredita que o Palmeiras pode ser o atalho até a CBF.

"Tenho o sonho de ser treinador da Seleção. E sei que estar aqui é um prejuízo para mim (ficar na China). Mas foi a escolha que fiz", desabafou em julho de 2015, ao jornal Extra. Foi uma das poucas vezes que admitiu publicamente sua meta na vida profissional. Cuca evita repetir o que fez, por exemplo, Vanderlei Luxemburgo. Ficar se oferecendo para o cargo, desrespeitando quem está comandando o Brasil.

Sua avaliação é que Tite está muito bem na Seleção. A ponto de ter grande chance de vencer a Copa da Rússia. Se isso acontecer, o que fará o treinador brasileiro? Seguirá na Seleção ou assumirá uma equipe europeia, desejo antigo de Adenor?

Se isso acontecer, Cuca se enxerga com potencial para brigar pelo cargo de Tite.

Para isso, precisa estar em um clube de grande apelo popular, se possível ter o melhor elenco. E não só disputar. Ganhar títulos importantes.

Ocupar um lugar de destaque na 'vitrine'.

Cuca tem a plena noção que há um hiato entre os técnicos brasileiros. Os medalhões estão ultrapassados, desacreditados. Como Vanderlei Luxemburgo, Parreira. Problemas cardíacos transformaram Muricy em comentarista. Mano Menezes deixou péssimo ambiente na CBF. Assim como Felipão e Dunga, que não pisam mais na luxuosa sede da entidade, na Barra da Tijuca. Paulo Autuori é inimigo declarado de Marco Polo del Nero.

Dorival Júnior é atrapalhado pela instabilidade de resultados.

Abel Braga completará 65 anos.

Restam os iniciantes. Fábio Carille, Roger, Zé Ricardo, Rogério Ceni, Antônio Carlos.

O cenário inspira Cuca a sonhar substituir Tite.

Basta fazer um trabalho convincente no Palestra Itália.

Sabe que o sonho pode virar realidade.

Aos 53 anos, tem situação financeira confortável. Resultado de 12 anos de trabalho com jogador, em 11 clubes; mais 19 anos como técnico, em 22 equipes. Tinha acordo verbal para assumir o Changchun Yatai, a partir do próximo semestre. O time que venceu o Flamengo na disputa por Marinho. A equipe é apenas a 11ª colocada no Campeonato Chinês.

Poderia fazer um novo contrato milionário.

Como o que desfrutou no Shandong Luneng.

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Ao deixar o Atlético Mineiro, campeão da Libertadores, em 2013, o técnico fechou contrato por dois anos. Recebia R$ 1 milhão por mês, livres de impostos. Poderia voltar à China por salário idêntico. O título brasileiro de 2016 foi valorizado por empresários que representam clubes asiáticos no país.

Só que ele não resistiu ao convite para voltar ao Palmeiras.

Preferiu ficar mais perto da família.

As doenças que afetavam dois parentes próximos estão controladas.

As desavenças com Dudu e Rafael Marques não preocupam. São contornáveis com conversas francas. A mais difícil, com jogador, foi com Lucas Barrios, que já está no Grêmio. Cuca não se conformou quando ele foi reclamar da reserva na televisão.

Porém o grande entrave era o ex-presidente Paulo Nobre. Os dois se desentenderam quando Cuca reclamou do gramado da arena. Depois de uma série de shows, o time foi eliminado da Copa do Brasil jogando em casa, contra o Grêmio. O dirigente o avisou que não toleraria mais reclamações públicas. Cuca ficou irritadíssimo.

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Chegou a escrever carta de demissão para Alexandre Mattos. O executivo de futebol conseguiu contornar a situação. Mas avisou a Cuca que ele deveria respeitar a hierarquia. E evitar uma briga que poderia custar o título nacional. O treinador concordou, mas também se desgastou com o apoio de Mattos a Nobre.

A partir do incidente, Cuca não mais falava com Nobre. Situação que fez o dirigente aceitar a alegação que o treinador não seguiria no clube porque precisava cuidar de parentes adoentados. Situação verdadeira. Mas que não revelava todos os motivos que o fizeram não renovar. Nobre quis, como uma das últimas missões como presidente, assegurar que o técnico não ficaria. E fez questão de tirar Eduardo Baptista da Ponte Preta. Com o aval de Mauricio Galiotte.

Sem Nobre, Cuca voltará ao Palmeiras mais leve. Para montar o time como ele quiser. Com a promessa de Galiotte que, sempre que o gramado da arena estiver ruim por causa de shows, o time atuará no Pacaembu. Principalmente se isso ocorrer na Libertadores. A competição será, sem dúvida alguma, a prioridade para o técnico. Só que, como ela foi esticada até novembro, há também como o clube, com o grande elenco que possui, também disputar com mais afinco a Copa do Brasil e o Brasileiro. Porque, pelo planejamento, o clube terá de estar na Libertadores de 2018, de qualquer maneira.

Um dos principais erros de Eduardo Baptista no Palmeiras foi tentar enterrar a imagem de Cuca. Para isso, tratou de aposentar o esquema 4-3-3, que levou o time à conquista do Brasileiro. Impôs o 4-1-4-1. Mexeu com a movimentação de jogadores importantes como Dudu, Tchê Tchê, Roger Guedes, Jean, Zé Roberto, Egídio, Vitor Hugo. Houve uma queda drástica das atuações individuais desses atletas.

O Palmeiras perdeu também força nas bolas paradas. A força física, as cabeçadas de Mina, Vitor Hugo, Edu Dracena, Rafael Marques, Alecsandro foram desprezadas pelo demitido técnico. O chamado 'Cucabol' foi abandonado de propósito. O que se mostrou grande erro.

Cuca está animado porque terá um elenco mais reforçado do que tinha há cinco meses. Lamenta a saída de Gabriel Jesus, mas foi corrigida a ausência de meio campistas pensantes. A contratação de Guerra é algo que ele havia recomendado. Assim como a busca por Borja, atacante que admirava e com quem desejava trabalhar.

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A sua chegada trouxe alívio e ânimo à Crefisa.

A patrocinadora bancará os bônus em caso de conquista de títulos por parte do técnico. Principalmente a Libertadores. Mas Cuca também terá direito a prêmios especiais por qualquer campeonato vencido pelo Palmeiras.

O casal bilionário Leila Pereira e José Roberto Lamacchia já avisou Galiotte. Se Cuca precisar de outros jogadores, basta pedir. O técnico segue admirando muito Everton Ribeiro, que atua no Al Ahli, nos Emirados Árabes. Não será surpresa, para quem conhece o técnico, se este for o seu primeiro pedido.

A verdade é uma só.

Depois do desalento com Eduardo Baptista, Cuca sabe.

Ele chega ao Palmeiras com toda moral.

Apoio do presidente, patrocinador, conselho e torcida.

Tanta confiança pode fazer toda a diferença na busca da prioridade.

A conquista da Libertadores da América.

Cuca sabe o caminho.

Foi o último treinador brasileiro a conseguir essa conquista.

Em 2013, com o Atlético Mineiro.

E precisa de um novo troféu.

Não só para o Palmeiras.

Mas por causa do sonho que acalenta.

Um dia treinar a Seleção Brasileira... 61 Cuca volta ao Palmeiras. Fará tudo para ganhar a Libertadores e o Mundial. E se credenciar para o grande sonho. Ser o principal candidato à Seleção Brasileira, quando Tite deixar o cargo...

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