16 Cuca tenta fazer do início do Brasileiro, a pré temporada do Palmeiras. Cada jogo uma escalação. Não é por acaso que está cada vez pior. O Coritiba venceu por 1 a 0, sem sofrimento. Oportunista, Valdivia se oferece para voltar ao Palmeiras...
Algo muito perturbador domina o Palmeiras no início do Campeonato Brasileiro. Cuca não para de fazer testes, buscar novas formações. Trata jogos importantes como se fosse pré-temporada. Não há o mínimo de entrosamento. Firmeza dos jogadores. Nenhuma confiança.

Foi assim, inseguro, bipolar, inconstante, afobado que os palmeirenses perderam para o Coritiba, por 1 a 0. A partida no Paraná foi a terceira derrota do atual campeão brasileiro. Para uma vitória e um empate. Os pontos vão sendo desperdiçados.

O grande resumo da falta total de entrosamento foi o gol que o Palmeiras sofreu. Bastou um chutão e a zaga ficou se olhando, enquanto Matheus Galdezani surgiu livre. Fernando Prass também titubeou. E o volante não teve o menor trabalho para tocar a bola para as redes, aos seis minutos do segundo tempo.

Um gol infantil, inaceitável.

Ainda mais para quem sonha ganhar a Libertadores, disputar o Mundial.

O time será ainda mais pressionado com mais esse fracasso.

Já são quatro jogos sem uma vitória sequer.

Pior, sem conseguir marcar sequer um mísero gol.

Se não fosse Cuca o treinador, conselheiros já estariam pedindo sua cabeça.

Afinal, o Palmeiras está cada vez pior, para o milionário elenco que montou.

Não ocupa 16ª posição por acaso.

Seu futebol é de décimo sexto colocado.

Oportunista, Valdivia se oferece para o Palmeiras.

Mas a diretoria e Cuca não querem o problemático meia de 33 anos.

Em compensação, o Coritiba, montado com limitações financeiras, mostrou que o time sabe o faz. Não é por acaso, que já soma quatro vitórias e uma só derrota. Pachequinho soube organizar uma equipe competitiva, intensa na marcação. E que tem tudo para fazer uma ótima campanha neste Brasileiro. Venceu com justiça o badalado Palmeiras. Poderia ter marcado até mais gols.

Ao final da partida, irritado, o técnico palmeirense deu um chutão na bola.

Mas o que Cuca precisa fazer é criar coragem.

Definir um time.

E se tiver de deixar medalhões no banco, paciência.

É o que se espera de um grande treinador, contratado a peso de ouro.

Foi amarga demais a noite do seu 54º aniversário.

Por sua culpa.

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"Tem que ter paciência, persistência, em cima do trabalho. Eu tenho observado todos os jogadores. Não sou de achar justificativa em derrota, mas hoje não tínhamos cinco, seis jogadores importantes, que fazem diferença. Tem que ter equilíbrio, não adianta achar culpado. Culpado é o treinador, que escala, desabafava Cuca.

O Palmeiras não teve Mina e Borja convocados pela Seleção Colombiana. Guerra para a Venezuelana. E Dudu e Jean que se recuperam de contusões. Isso é verdade, só que Cuca mudou radicalmente a maneira com que seu time entrou em campo.

Contra o Atlético Mineiro, apostou no 4-3-3. Já hoje, fez com que seus atletas atuassem no 4-4-2. O motivo? Felipe Melo. Para não aumentar a tensão que foi deixado o maior ídolo da torcida e da diretoria na reserva contra o Atlético Mineiro, Cuca voltou atrás. E o colocou no jogo. Mas ao lado de quem considera mais útil na marcação: Thiago Santos.

Ao lado dos dois, Tchê Tchê e Michel Bastos.

Na verdade, o Palmeiras tinha quatro volantes no meio de campo.

Jamais começou uma partida nesta formação.

E, teimoso, Cuca não quis começar a partida com Raphael Veiga ou Hyoran. É como se os meias não fizessem parte do elenco palmeirense. Um grande erro. Porque, desde os primeiros minutos do jogo, seu time se ressentia de neurônios, técnica na parte pensante do gramado. E onde o Coritiba tratava de colocar cinco atletas. Pachequinho superpovoava a intermediária. Sabia que não tinha jogadores tão talentosos quanto o endinheirado rival. Mas compensava com uma estrutura tática sólida. Com os jogadores podendo atuar de olhos fechados, porque sabiam onde estavam os companheiros.

O plano de Cuca era muito simples. Fazer com que seu time pressionasse por 15, 20 minutos. Até quanto cansasse. O sonho era sair na frente no placar. E passar a jogar nos contragolpes com muita correria, pouca troca de passes, quase uma prova de 50 metros rasos entre os atacantes e zagueiros.

Nesta blitz, o Palmeiras criou apenas uma grande chance. Com Felipe Melo. Ele bateu forte e Wilson fez ótima defesa.

Cuca, com se estivesse na pré-temporada, optou por um losango no meio de campo. Testou Thiago Santos como primeiro volante. Tchê Tchê aberto na direita, Michel Bastos na esquerda e Felipe Melo mais à frente. Tentando servir Willian e Keno. Mayke e Egídio tinham liberdade para atacar. Mas complicavam lances fáceis, fizeram mais uma partida ruim.

A partida foi muito corrida, mas fraca tecnicamente. O Palmeiras só teve uma outra chance no primeiro tempo. Felipe Melo tocou para Michel Bastos. O chute saiu forte, da entrada da área. Wilson fez outra grande defesa.

Tiago Real, que teve uma passagem-relâmpago pelo Palmeiras, deu o troco. Cobrou muito bem uma falta da entrada da área. E Fernando Prass fez ótima defesa.

Porém, mal começou o segundo tempo e veio o gol do Coritiba. O lance de total desentrosamento de Fernando Prass, Mayke, Antônio Carlos e Juninho. Um mero chutão da zaga do Coritiba acabou chegando atrás da zaga. Ninguém acompanhou o volante Matheus Galdezani. Ele se aproveitou do titubeio do goleiro palmeirense, que também demorou a sair. E Galdezani marcou com toda a tranquilidade. Coritiba 1 a 0, aos seis minutos.

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Com coragem, mas sem a menor coordenação tática, o Palmeiras buscou o empate. Tinha só vontade e raiva. Faltava a mínima organização. E ficou à mercê de contragolpes do Coritiba. Como aos 34 minutos, quando Tiago Real desceu livre para a esquerda e cruzou. A bola chegou para Iago, que dentro da pequena área, livre, teve a coragem de chutar para fora.

O Palmeiras seguiu tentando pressionar.

Mas, bem postado, e consciente, o Coritiba segurou a vitória.

Venceu o desentrosado, desorganizado Palmeiras de Cuca.

Se o técnico do time verde fosse Eduardo Baptista seria apedrejado.

Enquanto o Palmeiras sofre, Valdivia se aproveita.

E deixa claro, nas redes sociais, que deseja voltar.

Os dirigentes juram que não vão contratá-lo.

Aprenderam com os inúmeros problemas que criou.

Mas os torcedores pressionam conselheiros.

Querem Valdivia.

Pelo jeito, será Cuca quem definirá a questão...

 Cuca tenta fazer do início do Brasileiro, a pré temporada do Palmeiras. Cada jogo uma escalação. Não é por acaso que está cada vez pior. O Coritiba venceu por 1 a 0, sem sofrimento. Oportunista, Valdivia se oferece para voltar ao Palmeiras...

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