reuters1 Cuca pode começar a se arrepiar. Alexandre Kalil, empolgado, já revela articular para a final da Libertadores ser no Independência. E já avisa que, nas oitavas, o ingresso ficará ainda mais caro. Para o dirigente pagar entre R$ 40,00 e R$ 600,00 é muito barato para o atleticano...
Empolgação tem preço.

Não faz nada bem no futebol.

É preciso serenidade nas derrotas.

Muitas vezes, ainda mais nas vitórias.

A campanha do Atlético Mineiro na Liberadores é empolgante.

A melhor entre todos os 32 clubes da Libertadores.

São quatro jogos, quatro vitórias.

Elas são representativas.

Tanto fez Belo Horizonte, Argentina, Bolívia.

O time se impôs diante da cobrança de sua torcida.

Envergonhou os torcedores do Arsenal, goleando em Sarandi.

E se superou no ar rarefeito de La Paz, vencendo o The Strongest.

A equipe de Cuca já está sendo cantada em verso e prosa.

O treinador faz o possível para seus jogadores não se empolgarem.

Embora rodados, Ronaldinho, Tardelli, Jô, Victor estão confiantes.

Percebem que o time encaixou e descobriu sua maneira de disputar a Libertadores.

Com um futebol solidário, com os setores agrupados, em bloco.

São pelo menos nove jogadores atrás da linha da bola quando é atacado.

E a velocidade nos contragolpes leva pelo menos três jogadores como opção para quem tem a bola.

As vitórias seguidas vão mostrando que há espaço para o sonho.

O desejo do título inédito na sua história.

Uma coisa bem diferente é ter o sonho.

Acalentá-lo entre os seus.

Outra é expor, avisar como ele será.

Esse costuma ser um erro fatal.

Porque, caso não se concretize, a cobrança virá.

Forte, pesada.

No caso da Libertadores, pior ainda.

É esta falta de visão que atingiu em cheio Alexandre Kalil.

O presidente do Atlético Mineiro está desesperado pelo título.

Tem ao seu lado em Belo Horizonte um vizinho incômodo.

O Cruzeiro com suas duas Libertadores.

E o novo Mineirão remodelado, como palco, com capacidade para 62 mil pessoas.

Kalil mantém um time que vale pelo menos o dobro do que o rival.

A folha salarial já ultrapassa R$ 6,5 milhões.

O dirigente quer fazer matar duas raposas com uma cajadada.

Ganhar a Libertadores e ter um lucro inédito, usando a empolgação de seus torcedores.

Transformar 23 mil lugares em 62 mil.

O truque é uma saída bem desagradável.

E usado pelo Corinthians desde que trocou de vez o Pacaembu pelo Morumbi.

Aumentar ao máximo o preço dos ingressos.

Ou seja, fazer com que cada torcedor pague por três, por quatro atleticanos.

De uma maneira discreta, o clube já cobra caro para quem vai à Libertadores.

Os preços vão de R$ 40,00 a R$ 600,00.

Com a classificação antecipada às oitavas, veio a novidade.

Os ingressos vão aumentar.

siteatleticomineiro Cuca pode começar a se arrepiar. Alexandre Kalil, empolgado, já revela articular para a final da Libertadores ser no Independência. E já avisa que, nas oitavas, o ingresso ficará ainda mais caro. Para o dirigente pagar entre R$ 40,00 e R$ 600,00 é muito barato para o atleticano...

O presidente quer muito mais do que arrecadou nos primeiros jogos da competição.

Contra São Paulo e The Strongest, foi em média, pouco mais de R$ 950 mil.

O que já é interessante, porque o público pagante foi de 18 mil torcedores.

A meta é atingir pelo menos R$ 1,2 milhão.

Kalil deixa escapar algo que não deveria.

Que seu departamento jurídico já estuda algo que deveria ser secreto.

Uma maneira de levar a final da Libertadores para o Independência.

Mesmo com a Conmebol avisando que só estádios com mais de 40 mil acolhem a decisão do torneio.

Uma meia verdade.

Já que o Santos decidiu em 2011 no Pacaembu contra o Peñarol.

Foram 37.984 santistas.

E uma renda de R$ 4.266.670,00.

E o Corinthians em 2012, diante do Boca Juniors.

Com 40.186 presentes e 37.959 pagantes.

Arrecadação de R$ 2.580.912,00.

Números que mexem com o coração do dirigente atleticano.

Ele deseja uma façanha.

Virar as costas com gosto para o novo Mineirão.

Principalmente para a nova administração do estádio.

No programa Alterosa no Ataque declarou sem meias palavras.

Sobre a pressão de levar o Atlético para o Mineirão na fase decisiva da Libertadores.

"Eu não ligo para pressão.

Não é Minas Arena, empresa de fora que fará pressão.

Eu não sofro pressão nem do governo, imagina de empresa de fora.

Se ela quiser sentar com bons modos financeiramente, o dobro do que está no contrato, não me interessa.

Eu não vou arcar com 70% de despesas no ar-condicionado de camarote que eu tenho zero.

Não sou retardado mental."

Toda essa conversa antecipada até sobre decisão de Libertadores é prematura.

Ainda mais para Cuca, um treinador traumatizado.

Basta se lembrar de 2011.

Ele fez uma campanha sensacional na primeira fase da competição.

Foi o melhor entre todos os times.

Era o treinador do Cruzeiro.

A empolgação da diretoria e da torcida era enorme.

Chegou logo primeiro mata-mata, contra o Once Caldas.

E o time foi eliminado.

Por isso, é preciso bom senso.

Sangrar os próprios torcedores já virou moda no Brasil.

Mas falar em final de Libertadores depois de quatro jogos é demais.

Até mesmo para Alexandre Kalil.

Pressão desnecessária sobre um time que está empolgante...

siteatleticomineiro2 Cuca pode começar a se arrepiar. Alexandre Kalil, empolgado, já revela articular para a final da Libertadores ser no Independência. E já avisa que, nas oitavas, o ingresso ficará ainda mais caro. Para o dirigente pagar entre R$ 40,00 e R$ 600,00 é muito barato para o atleticano...

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