1reproducaopalmeiras Cuca não prometeu publicamente. Mas fez um pacto com os jogadores pela conquista da Libertadores. Com ele, acabou a indefinição. O time terá uma identidade em campo. Confiante, a torcida vai lotar a arena contra o Vasco. O Palmeiras renasceu...

Cuca não se atreveu a prometer a Libertadores publicamente. Mas na intimidade, na primeira conversa que teve com os jogadores, foi direto. A meta é ganhar a principal competição da América do Sul. E chegar ao Mundial.

Seu discurso foi muito mais direto e firme do que o de Eduardo Baptista. Ao contrário do demitido treinador, Cuca preza a cumplicidade com o time que dirige. Fez questão de cumprimentar, abraçar Dudu e Rafael Marques, atletas com os quais se desentendeu em 2016.

Zé Roberto e Fernando Prass fizeram questão de saudar o treinador, falaram pelo grupo. Da necessidade de uma fraternidade, de 'fechar o grupo' como no ano passado. Evitar desgastes. 'Baixar a temperatura.' O time precisa ser firme, corajoso, mas não entrar em novas batalhas campais como a contra o Peñarol, que poderia ter custado muitas expulsões. Obrigar a equipe a jogar sem sua maior arma, a torcida. E precisar atuar na arena vazia, como punição.

Felipe Melo seguirá sendo um dos líderes palmeirenses. Mas deverá se conter, escapar de polêmicas desnecessárias. Sua promessa infantil de 'dar tapa na cara de uruguaio no Uruguai', custou três jogos de suspensão ao volante. Cuca detesta confusões evitáveis. E sabe que o clima na Libertadores, como visitante já é pesado, tudo fica pior com seu jogador mais famoso provocando um país. A postura do volante mudará. Para o bem do time.

O treinador utiliza muito o seu irmão Cuquinha. Principalmente para conversas íntimas com jogadores que estão vivendo momentos difíceis. E ele já entrou em ação com Borja. Sua primeira missão será tranquilizar o atacante. Ele quer tirar o peso da contratação mais cara da história do Palmeiras. O colombiano segue tenso, irritadiço, sem confiança.

Sua personalidade é retraída, tímida. Ao contrário de Mina, não quer saber de dança, brincadeiras. É compenetrado. Religioso, passa horas lendo a Bíblia e ouvindo hinos evangélicos na concentração. Sua interação ao elenco está difícil.

Ficou ainda mais depois que percebeu que Eduardo Baptista preferia Willian. Ficou ainda mais fechado, nervoso. Sentia que estava a ponto de virar um reserva de luxo. Daí o chute no copo d'água ao ser substituído no contra a Ponte, na semifinal do Paulista. Atitude que Cuca não toleria com a boa vontade do ex-treinador.

Além de recuperar Borja, Cuca que encaixar de vez Guerra no seu esquema. Até porque o Palmeiras passará a atuar de maneira muito diferente do que fazia com Eduardo Baptista. Logo nas primeiras conversas de ontem, o treinador enterrou de vez o 4-1-4-1. Com ele, a equipe não valorizará a posse de bola. Não ficará trocando passes, tentando imprensar o adversário aos poucos na sua área. Muito pelo contrário.

2reproducao7 1024x681 Cuca não prometeu publicamente. Mas fez um pacto com os jogadores pela conquista da Libertadores. Com ele, acabou a indefinição. O time terá uma identidade em campo. Confiante, a torcida vai lotar a arena contra o Vasco. O Palmeiras renasceu...

Cuca adotará o 4-2-3-1. Fernando Prass; Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo e Tchê Tchê; Guerra, Willian (Keno) e Dudu; Borja. Esse é um bom esboço para o jogo de domingo, contra o Vasco.

O Palmeiras voltará a ter duas maneiras de atuar. Em casa, pressionará de maneira alucinada a saída de bola adversária. Cuca sempre defendeu que seus times tivessem uma simbiose com a torcida. A ponto de desnortear os adversários nos seus domínios. Nada de troca de passes. Mas ataques em bloco, velozes, as jogadas em profundidade para atacantes velozes. Guerra será o mais cerebral, centralizado. E não deverá ficar 'penteando' a bola. Mas, em toques objetivos, descobrir os espaços vazios das zagas adversárias.

Definir o lance o mais rápido possível.

Fará, sem constrangimento, o treinamento para aprimorar o que foi batizado de 'Cucabol'. Jogadas aéreas buscando as cabeçadas. Escanteios, faltas nas laterais da área precisam ser armas mortais, respeitando o futebol objetivo e até simples do treinador. Será a chance de recuperação de Vitor Hugo, que se deixou contaminar pelo discurso intimidador de Felipe Melo, e passou a dar pontapés, cotoveladas. Confundiu ser combativo com violento. Cuca gosta muito do agora reserva de Edu Dracena.

Fora da arena palmeirense, Cuca gosta do time mais compactado. Preparado para os contragolpes em velocidade. É a maneira com que ganhou a Libertadores com o Atlético Mineiro e também o Brasileiro com o próprio Palmeiras. É a opção pelo futebol de resultado. Muitas vezes sacrificando um meia, colocando mais um volante. Sem vergonha de deixar claro que a prioridade é travar o poder ofensivo dos adversários. Protegendo principalmente as laterais.

Cuca já procurou os médicos. Deseja que a recuperação de Moisés seja a mais rápida possível. Ele é peça fundamental e versátil no esquema que visualiza para o Palmeiras. A previsão de volta aos gramados, depois da operação no joelho, é agosto. O treinador o quer antes. Desde que possível.

39 Cuca não prometeu publicamente. Mas fez um pacto com os jogadores pela conquista da Libertadores. Com ele, acabou a indefinição. O time terá uma identidade em campo. Confiante, a torcida vai lotar a arena contra o Vasco. O Palmeiras renasceu... que dependeria do adversário. Tudo que conseguiu foi espalhar insegurança. Esse foi um dos motivos para a sua demissão sumária.

Cuca quer a Libertadores. Mas entende que, como ela ficou mais espaçada, só terminará em novembro, o clube pode disputar o Brasileiro e a Copa do Brasil para ganhar. A conquista de, pelo menos um título, traria confiança ao time. Depois de uma detalhada análise do calendário, o treinador está empolgado. Há peças suficientes no elenco para disputar as três competições para valer. Sem esquecer que a prioridade de todos é a Libertadores.

E ele ganhará para ter tanta responsabilidade. Será o treinador mais bem pago do futebol brasileiro. A diretoria palmeirense não mentiu. Seu salário seguirá o mesmo de 2016. R$ 450 mil, livres de impostos. E mais luvas de R$ 1,5 milhão da Crefisa. Diluída durante o contrato, até dezembro de 2018. São R$ 525 mil mensais, sem impostos. Fora bônus especiais por títulos que o clube conseguir.

A torcida, empolgada com o retorno, deverá lotar a arena domingo contra o Vasco da Gama.

Garantia de pelo menos, mais R$ 2,5 milhões, de arrecadação.

No clube há uma certeza.

O treinador certo assumiu o time de 2017.

Acabou a insegurança, a indefinição.

O Palmeiras renasceu...
6reproducao3 Cuca não prometeu publicamente. Mas fez um pacto com os jogadores pela conquista da Libertadores. Com ele, acabou a indefinição. O time terá uma identidade em campo. Confiante, a torcida vai lotar a arena contra o Vasco. O Palmeiras renasceu...

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