1reproducao4 Cuca, Mattos, Felipe Melo. Todos derrotados com o retorno forçado do pit bull
Não houve comemoração, alegria genuína.

Todos perderam com a reintegração de Felipe Melo.

A convicção que domina o Palmeiras é uma só.

Tudo indica que o retorno tem data para acabar.

No final de 2017, o clube fará tudo para negociá-lo.

Quase ao término do treinamento de hoje, Cuca estava afastado do grupo. Sentia uma fisgada na perna por sua participação intensa no treino. Ele quer a classificação entre os quatros primeiros do Brasileiro. Classificar o Palmeiras para a Libertadores.

Vários câmeras e fotógrafos estavam direcionados ao treinador. Foi quando Felipe Melo, por coincidência, se aproximou, falou algo no seu ouvido. Deu um tapinha nas costas do técnico e recebeu outro.

Mais artificial impossível.

Neste episódio, tanto o jogador quanto o técnico e até o executivo Alexandre Mattos saíram derrotados. Cada um sabe no íntimo o seu fracasso.

A começar por Felipe Melo.

Sua postura de 'pit bull' contagiou apenas pequena parte da torcida. E da imprensa festiva. Logo estava sendo questionado pela lentidão. Tanto na saída de bola quanto na recomposição. Embora tenha ótima noção de espaço, atuar com Cuca ficou quase impossível. Ele mostra velocidade suficiente para acompanhar individualmente os meias leves que o Palmeiras enfrentou. Se a equipe adotasse a marcação por zona, ele teria mais fôlego e jogaria melhor. Só que Cuca não quer.

A opção pela reserva não foi por acaso.

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Para piorar, seus comportamento de bad boy tardio é algo que irrita Cuca. A discussão fútil em um rachão com o preparador físico Omar Feitosa. Depois veio o questionamento da escalação do time na eliminação do Palmeiras da Copa do Brasil, diante do Cruzeiro.

Aí, o 'vazamento' do áudio, com Felipe Melo classificando Cuca de 'mau caráter', 'covarde', 'mentiroso'. Cuca procurou Mattos e declarou que ele não treinaria mais o Palmeiras com o volante. Estava implícito um 'ou ele ou eu'.

"Felipe Melo vai seguir outro caminho", decretou Alexandre Mattos, na coletiva de imprensa.

A partir daí, vieram as derrotas.

O executivo acreditou que o volante seguiria treinando separado dos companheiros, até que surgisse um clube para levá-lo. Só que ele acionou seus advogados e eles interpelaram duas vezes o clube na justiça. Houve a obrigação da reintegração.

Derrota de Mattos.

Cuca acreditou que sua postura contra o jogador valeria. Teve de aceitar voltar a treiná-lo. O que não significa escalá-lo. Pode deixá-lo na reserva até o final do seu contrato como técnico do Palmeiras, em dezembro de 2018.

Derrota de Cuca.

Felipe Melo acreditava que dirigentes de outras equipes trocariam tapas, na disputa por sua contratação. Não houve uma proposta efetiva por ele. Apenas sondagens. Elas se desmanchavam quando seu salário era exposto. Ele recebe R$ 350 mil mensais, mais R$ 20 mil por cada partida disputada. E mais luvas de R$ 8,4 milhões.

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Seu contrato termina em 2019.

Ele já tem 34 anos. Provavelmente será seu último grande contrato. Por isso, deixou claro ao Palmeiras faz questão de receber o que combinou. Se, por exemplo, o Internacional o levasse por empréstimo, ele iria. Desde que recebesse cada centavo que acertou até o final de 2019.

O volante esperava que o clube do seu coração, o Flamengo, viesse resgatá-lo. O tirasse da confusão que se meteu. E aceitasse bancar seu altíssimo salário. Nada disso. Ele simplesmente não interessou à direção da Gávea.

O jogador também não queria mais atuar com Cuca.

Só que teve até de se desculpar com o técnico.

Diante de todos seus companheiros.

Derrota de Felipe Melo.

A situação é essa.

Do mais puro constrangimento.

Todos saíram derrotados nesta confusão.

E são obrigados a se suportarem.
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