reuters671 Crueldade com Ricardo Gomes. Juvenal não tem idéia de quem contratar...

Ricardo Gomes agonizou em praça pública.

De propósito ou não, a diretoria fez isso.

Ou melhor: a diretoria, não.

Juvenal Juvêncio.

A sua obsessão por fazer do Morumbi palco da Copa de 2014 teve graves reflexos.

Na coletiva de ontem ele disse que 'queria continuar', fazer um trabalho longo.

Juvenal tinha ido até o vestiário elogiar o espírito de luta do time.

Mas não falou com Ricardo Gomes.

Uma atitude boba, sem sentido.

O treinador parecia estar pedindo um favor na entrevista após a eliminação.

A chance de continuar no clube.

Seu contrato havia terminado no dia 30 de junho.

O time voltou mal demais depois da parada da Copa do Mundo.

Mas Juvenal manteve a sua palavra e o manteve enquanto o clube disputou a Libertadores.

Os jogadores se dividiam em relação ao técnico.

Como pessoa era muito respeitado.

O problema era como treinador.

Sua insegurança, a falta de coragem de determinar um time acabou por irritar muita gente.

Nem os titulares absolutos gostavam

Diante da falta de firmeza de Ricardo Gomes, Rogério Ceni e Fernandão foram mais que jogadores.

Deram um passo além.

Foram mais do que líderes, cuidavam de cobrar os demais atletas, animá-los, pedir organização tática.

Extrapolaram.

Tinham funções que deveriam ser de treinador.

Diante desse quadro, a saída de Ricardo Gomes era recomenda por todos a Juvenal.

Só que ele havia dado a palavra ao treinador e a cumpriu.

Mesmo custando a desclassificação do São Paulo da final da Libertadores, do Mundial de Clubes.

Por enquanto o eterno auxiliar Milton Cruz comandará o time.

Mas nomes não param de ser sugeridos a Juvenal.

A lista é grande.

Vai de Sérgio Soares, Silas, Dunga, Paulo Autuori, Abel Braga, Parreira, Leonardo até Maradona.

Irônico, o vice Leco disse que na Argentina existem outras opções melhores que Maradona.

E havia motivo.

Um empresário argentino que mora no Brasil ofereceu um nome que agradou aos dirigentes.

Foi sugerido a Juvenal Juvêncio o nome de Carlos Bianchi, argentino colecionador de Libertadores.

Ele não estava mais dirigindo times.

Parou por causa de um problema de doença na família.

De acordo com esse empresário estaria disposto a voltar a trabalhar como técnico.

Era manager do Boca Juniors.

Só que ele é um treinador muito caro.

E a Seleção Argentina já o está sondando para substituir Maradona.

Mas o empresário garante que uma proposta 'forte' do São Paulo seria levada em consideração.

Juvenal Juvêncio diz que vai pensar.

Que não tem pressa.

Só se irritou de verdade quando um conselheiro tocou no nome de Luxemburgo.

Foi defenestrado pelo presidente.

O presidente tem até raiva de precisar procurar um treinador.

Ele estava superanimado com o empenho de Lula em manter o Morumbi na Copa de 2014.

E tratava de fazer o seu lobby por isso em Brasília.

Até que vieram a eliminação da Libertadores e a 'não renovação' do seu contrato.

A ala política do vice Leco foi a que mais perdeu com a saída de Gomes.

Foi ele quem avaliou a sua vinda, quando conseguiu que Muricy Ramalho fosse demitido.

Foram 13 meses de trabalho.

E nenhum título.

Nem uma final sequer...

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