1reproducao Crefisa não coloca obstáculo para Eduardo Baptista deixar Borja no banco. A mais cara contratação da história do Palmeiras decepciona. Assim como fez Barrios. O alerta da bilionária patrocinadora está aceso. Ele não veio para chutar copos dágua...
Cuca acreditou ter um grande problema no Palmeiras.

Não sabia como lidar com Lucas Barrios.

A Crefisa havia feito uma operação financeira de altíssimo custo para o futebol brasileiro. Gastaria cerca de R$ 40 milhões caso ele cumprisse seu contrato até julho de 2018. A dona da empresa, Leila Pereira, não tinha ideia de quem era o argentino naturalizado paraguaio. "Ele é o atacante, o artilheiro que o Palmeiras precisa", disse o então presidente Paulo Nobre para convencer Leila.

Acreditando se tratar de uma estrela internacional, Leila fez questão de apresentá-lo ao lado de Paulo Nobre.

Só que o jogador foi uma enorme decepção.

Constantemente machucado, lento, de fraco toque de bola, sem arranque, não conseguiu se firmar com Marcelo Oliveira. Ao assumir o Palmeiras, Cuca percebeu logo nos primeiros treinamentos, que Barrios não era o atacante que precisava.

Acreditou que seria um grande problema deixá-lo no banco.

Mas conversou com Alexandre Mattos. Explicou a situação e logo o paraguaio se tornou reserva. Muitas vezes, reserva do reserva. O que não agradou à Crefisa. Leila repassou a culpa para Nobre. Ela aproveitou o impasse por conta de uma camisa retrô que o marketing do Palmeiras lançaria. Com o logotipo da antiga patrocinadora, a Parmalat.

E despejou sua frustração com as escolhas de jogadores que consumiam seu dinheiro.

A decepção com Barrios já era real.

"Onde ele (Nobre) vai achar um patrocinador para fazer as contratações de quinta categoria que ele fez? Para continuar assim, eu largo o Palmeiras e vou para o Flamengo, que dá muito mais visibilidade."

Paulo Nobre nunca mais foi o mesmo com Leila.

Enquanto os dois bilionários rompiam, Barrios seguia muito mal no clube. Quando Cuca assumiu, não sabia até onde teria liberdade para vetar o jogador que a Crefisa investiu mais dinheiro. Mattos o deixou absolutamente à vontade. E o argentino naturalizado paraguaio nunca passou de um coadjuvante de luxo.

Cuca foi campeão brasileiro.

E Barrios, despachado para o Grêmio.2 1024x681 Crefisa não coloca obstáculo para Eduardo Baptista deixar Borja no banco. A mais cara contratação da história do Palmeiras decepciona. Assim como fez Barrios. O alerta da bilionária patrocinadora está aceso. Ele não veio para chutar copos dágua...

Só que agora história se repete.

O personagem principal é Borja.

O pouco que Leila entende de futebol a fez outra vez investir em um artilheiro. Ela foi convencida desta vez por Mauricio Galiotte que o colombiano se tornaria peça fundamental para o Palmeiras na busca da Libertadores. Seria o jogador que faltava ao elenco. A cereja do bolo.

Alexandre Mattos sempre foi o grande defensor de Borja. O executivo de futebol do Palmeiras se empolgou com os gols do colombiano contra o São Paulo e na final da Libertadores. Acabou um dos grandes destaques do campeão Atlético Nacional. Jogador jovem, 24 anos, físico privilegiado, faro de gols. Valeria os R$ 35 milhões.

Só que Mattos e Galiotte não levaram em consideração os dois fracassos que Borja teve no Exterior. O primeiro foi no Livorno. Foi com grande expectativa. Só que a timidez foi a grande inimiga. Só entrou em campo oito vezes na Segunda Divisão da Itália. Não marcou um gol sequer. Foi atuar, em seguida, na Argentina. Atuou pelo Olimpo. E também foi mal. 16 jogos e apenas três gols.

Ou seja, o que está acontecendo no Palmeiras não é novidade na carreira do jogador. No Palmeiras, apesar do esforço do comunicativo Mina e do vivido Guerra, Borja não consegue relaxar. Muito pelo contrário. Se sente muito incomodado com esse começo decepcionante no clube. Além da timidez, sua irritabilidade é algo evidente. Não só pela copo d'água que chutou ao ser substituído na eliminação do Paulista, contra a Ponte Preta.

Nos treinamentos, ele também não consegue descontrair. Se comporta como se tivesse de provar a todo instante que valeu o investimento. Muito religioso, nas concentrações passa grande parte do seu tempo orando. Não é dado a brincadeiras com o restante dos jogadores. Foge ao padrão. Acaba isolado. Se isolando.

Por outro lado, Willian está superando, e muito, as expectativas.

O jogador, a princípio, deveria chegar para disputar a posição com Roger Guedes. O próprio jogador que pertencia ao Cruzeiro acreditava que seria assim. Mas Eduardo Baptista o admirava há muito tempo. E no esquema 4-1-4-1, precisa de um atacante mais ágil e que não fique apenas enfiado na frente, como o Borja.

3 Crefisa não coloca obstáculo para Eduardo Baptista deixar Borja no banco. A mais cara contratação da história do Palmeiras decepciona. Assim como fez Barrios. O alerta da bilionária patrocinadora está aceso. Ele não veio para chutar copos dágua...

Aliás, se o badalado atacante estivesse conseguindo jogar à vontade.

Marcar os gols que o trouxeram a peso de ouro ao Palmeiras, tudo bem.

Mas pelo contrário.

Ele segue travado, sem conseguir acompanhar ou entender a movimentação do time. Por mais chances que Eduardo Baptista tenha dado ao jogador, seu rendimento é abaixo do mínimo esperado. Atuou por 12 partidas e marcou quatro gols. Suas atuações têm decepcionado, e muito, a Comissão Técnica palmeirense.

Eduardo Baptista descobriu que o colombiano não é intocável.

Ele percebeu que não precisa manter o atacante como titular.

Pode sim deixá-lo no banco o tempo que for necessário.

A atuação de Willian contra o Peñarol, no Uruguai, foi determinante para o treinador palmeirense. Ele percebeu que não há lógica e não é justo deixar Borja perdido, indeciso no time. Com Willian em tão boa fase.

Mas antes de confirmar a ida do jogador mais caro da história do Palmeiras para o banco, o técnico fez questão de destacar suas qualidades. O chamou de diamante a ser lapidado. Porém mesmo assim, ele deverá estar no banco amanhã, na Bolívia, contra o Jorge Wilstermann.

Se Willian repetir as boas atuações, Borja ficará um bom período na reserva.

A firmeza de Eduardo Baptista é uma demonstração de independência.

Como fez Cuca com Lucas Barrios. Crefisa não coloca obstáculo para Eduardo Baptista deixar Borja no banco. A mais cara contratação da história do Palmeiras decepciona. Assim como fez Barrios. O alerta da bilionária patrocinadora está aceso. Ele não veio para chutar copos dágua...

Ainda há tempo para reviravolta.

Borja tem potencial para voltar a marcar gols, redescobrir a confiança.

Mas está claro que o Palmeiras precisa ter mais cuidado.

Uma contratação tão cara deveria ter sido checada.

Investigada a fundo para ser concretizada.

O clube já fez a Crefisa perdeu dinheiro com Barrios.

A timidez conspirou contra Borja na Itália e Argentina.

Por que não voltaria no Brasil?

O jogador sonhava usar o Palmeiras como trampolim para a Europa.

Mas não consegue sequer se firmar como titular.

Passou da hora de a Crefisa acompanhar mais de perto.

Descobrir os atletas nos quais está investindo.

Seu objetivo também é lucrar.

A situação de Borja é constrangedora.

E envolve muito dinheiro.

R$ 35 milhões.

Afinal, Borja não foi contratado para chutar copos d'água..
6reproducao Crefisa não coloca obstáculo para Eduardo Baptista deixar Borja no banco. A mais cara contratação da história do Palmeiras decepciona. Assim como fez Barrios. O alerta da bilionária patrocinadora está aceso. Ele não veio para chutar copos dágua...

http://r7.com/VMNo