1reproducao4 Corinthians supera expulsões de Guerrero e Fábio Santos. Goleia o Once Caldas por 4 a 0 no Itaquerão. Renato Augusto e Sheik tiveram atuações empolgantes. A vaga está praticamente garantida...

Com muita emoção, o Corinthians se superou. Conseguiu uma vitória marcante na primeira partida da Pré-Libertadores de 2015. O time de Tite ganhou, na técnica e no coração, do Once Caldas. Ganhou por 4 a 0 no Itaquerão. Mesmo em grande parte do jogo atuando com apenas dez jogadores, depois de infantil expulsão de Guerrero, aos 26 minutos do primeiro tempo. Fábio Santos foi ainda mais ingênuo, acabou expulso aos 47 minutos do segundo tempo, quando a goleada estava estabelecida.

A equipe chegou a enfrentar momentos de sufoco, mas se superou. Renato Augusto e Sheik foram os destaques na goleada. Os corintianos abriram vantagem importantíssima diante do bom time colombiano.

O Corinthians começou a disputa da Pré-Libertadores de maneira sensacional. Nem Tite esperaria tanto. Mal a partida começou e Sheik marcou um golaço. Aos 30 segundos, ele desceu pela esquerda, cortou para o meio e bateu, com consciência, encobrindo Cuadrado. 1 a 0.

Os torcedores e os jogadores acreditaram que seria um passeio. O Once Caldas sofreria uma goleada facilmente. Mas não foi o que aconteceu. Principalmente no primeiro tempo.

Tite cumpriu a promessa. E montou uma equipe compacta, vibrante com a bola. E marcando forte sem ela. Isso era importante porque os colombianos mostravam mais coragem do que se esperava. Flabio Torres colocou seu time com dois atacantes agudos, abertos pelas pontas. Ele sabia da dificuldade defensiva de Fagner e Fábio Santos. E da insegurança de Felipe no miolo da zaga, o que obrigava Ralf a se desdobrar na cobertura. Sem a bola, o Once Caldas marcava, mas sem medo. Nada de retranca.

O Corinthians atacando abria Jadson na direito, Sheik na esquerda. Pelo meio, Renato Augusto e Elias. Enfiado entre os zagueiros, Guerrero. Desde os primeiros minutos, ficou claro que os colombianos queriam perturbá-lo psicologicamente. Nas divididas, os zagueiros deixavam o corpo, o empurravam, xingavam.

Jadson e Renato Augusto começaram a bater da intermediária. A marcação passou a ser adiantada. Tite queria o segundo gol. Mas deixava espaço atrás. Faltava entrosamento. Porém, individualmente, o time colombiano tem jogadores com certo talento. O primeiro susto aconteceu aos 15 minutos, quando Penco entrou por trás da zaga e chutou forte. Cássio fez grande defesa. A torcida corintiana ficaria ainda mais angustiada.

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Aos 20 minutos, houve uma cobrança de falta. Ralf desviou a bola para as redes. Gol contra. Mas o árbitro argentino Patricio Loustau foi muito bem. Anulou o lance. Dois atacantes do Once Caldas, impedidos, participaram da jogada. Lance dificílimo que o juiz acertou em anular.

Mas para quem ousou imaginar que ele fosse caseiro, veio uma dividida entre Guerrero e Camilo Pérez pelo alto. Os dois vinham se provocando. Os dois estavam com os braços abertos. O irritado peruano tentou se aproveitar e deixou a mão no rosto do marcador. Não foi uma pancada violenta, mas desleal. Mereceu o infantil cartão vermelho.

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A expulsão aconteceu aos 26 minutos. O Corinthians tomou um grande sufoco até terminar o primeiro tempo. Com um jogador a mais, o Once Caldas adiantou sua marcação. E imprensou os brasileiros na sua intermediária. O time todo voltou para a defesa. Tite formou duas linhas de quatro. Com Renato Augusto parado na frente, sofrendo a dor da mais profunda solidão. Todos estavam preocupados com a marcação.

Elias e Gil chegaram a bater boca duas vezes. Havia muito espaço na defesa. Felipe se mostrava inseguro, nervoso. Fábio Santos dando espaço demais às suas costas. Chances foram criadas em seguida e desperdiçadas pelos colombianos.

O único lance de perigo no final do primeiro tempo para o lado brasileiro foi um chute lotérico de Sheik. Acertou o travessão.

Os colombianos, no entanto, estavam muito melhores. Por pura sorte o Corinthians não sofreu o empate. Cássio foi para o intervalo muito irritado, com as bolas cruzadas que passavam diante do seu gol. Os torcedores gritavam tentando animar o time, mas a tensão era imensa. A tensão poderia ser cortada com uma faca, como diriam velhos cronistas.

No intervalo, Tite ordenou que Jadson e Emerson se aproximassem mais de Renato Augusto. Ele continuaria à frente como referência. O técnico queria o time mais à frente. Mesmo com um a menos, sem tanto medo. Elias deveria atacar mais quando o Corinthians tivesse posse de bola.

Houve uma colaboração imensa de Flavio Torres. Ele se empolgou. Acreditou que poderia não só empatar, como vencer o Corinthians no Itaquerão. O treinador tirou o zagueiro Camilo Pérez e colocou o meio-campista Patricio Perez. E deixou no vestiário o meia Balanta e colocou o atacante Arias. Escancarou seu time. Ofereceu muito espaço para contragolpes corintianos. Foi um presente dos céus.

Não só pelo gol no primeiro tempo, Sheik parecia ter voltado três anos no tempo. Atuava com coragem, velocidade, personalidade e pressionava o árbitro argentino. Como se cansou de fazer na Libertadores de 2012. Renato Augusto mostrava muita visão de jogo e compensava a falta de velocidade com o talento de um vivido pivô de futebol de salão.

O Once Caldas estava empolgado, atacando com quatro jogadores. Tentava se aproveitar de ter um atleta a mais. Aos sete minutos, Pencos, cara a cara desperdiça chance excelente para empatar o jogo. Cabeceou livre para fora.

A torcida já começava a se irritar com Felipe e Fábio Santos, pontos fracos da defesa corintiana. Até que houve um escanteio. Em jogada ensaiada exaustivamente por Tite, Jadson colocou na cabeça de Felipe. O criticado zagueiro virava herói. Corinthians 2 a 0, aos nove minutos. O gol destruiu psicologicamente o Once Caldas. Luiz Murilo fez falta desnecessária em Fágner sem bola. E foi expulso.

O time colombiano ficou desfigurado taticamente sem seu lateral esquerdo. E o Corinthians soube aproveitar, Elias fez um golaço, completando jogada toda trabalhada, com troca de bola da intermediária. Renato Augusto fez excelente trabalho de pivô, deixando o volante livre para chutar no alto e marcar 3 a 0 aos 25 minutos.

Renato Augusto aprontaria ainda mais. Ele serviu de calcanhar a Fágner. Deixou o lateral cara a cara com Cuadrado. Ele teve sangue-frio só para desviar do goleiro. 4 a 0 aos 33 minutos.

O sufoco virou festa. Com o time de Tite tocando bola, deixando o tempo passar. A torcida empolgadíssima comemorava gritando olé e cantando para os jogadores. Tudo estava resolvido quando, aos 45 minutos, Fábio Santos foi desleal. Em dividida com Arango, ele foi com o pé alto e acertou a canela do colombiano. Mereceu o cartão vermelho.

Mas o que interessa é que o Corinthians conseguiu uma goleada importante, impiedosa. Na próxima quarta-feira vai muito mais aliviado para a Colômbia. Pode perder até por 3 a 0 e ficará com a vaga.

"Vamos com calma, não está nada decidido. Libertadores é uma competição muito esquisita", tentava disfarçar Renato Augusto. Mas não conseguia esconder o sorriso. Sabe que só enorme desastre tiraria o Corinthians da fase de grupos da Libertadores. São Paulo, San Lorenzo e Danúbio do Uruguai que se preparem. O time de Tite está a caminho. Aí, sim. Vai merecer ser chamado do Grupo da Morte...
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