157 Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm táticas diferentes para tentar tirar Zeca do Santos
Corinthians, Palmeiras e São Paulo esticaram um tapete vermelho para Zeca. E desejam contar com o lateral esquerdo, caso ele se livre do contrato que tem com o Santos. E cuja multa rescisória é de 50 milhões de euros, cerca de R$ 191 milhões. Cada diretoria tem sua estratégia diferente.

Os corintianos o querem no lugar de Guilherme Arana, que deverá mesmo ir para a Europa, ao final da temporada. As negociações estão mais do que adiantadas. Empresários que trabalham com Roberto de Andrade já procuraram representantes do jogador. E avisaram que o clube do Parque São Jorge estão interessados.

A cúpula são paulina estuda oferecer atletas em troca do lateral, para amenizar a pressão que o presidente Modesto Roma está tendo de suportar dos conselheiros do clube. Ninguém se conforma em perder 'de graça' o campeão olímpico de 23 anos. Leco e Pinotti teria uma lista de atletas que não ficarão no São Paulo em 2018.

Já o Palmeiras procura ir além. O presidente Mauricio Galiotte não quer perder a amizade que mantém com Modesto Roma. Tanto que procurou o dirigente e o avisou que só fecharia com Lucas Lima, que não terá mais contrato no final de dezembro, depois que o Santos desistir da negociação. Chegaram recados de Galiotte a Modesto. O Palmeiras só entrará de vez para fechar com Zeca, podendo oferecer atletas e dinheiro em troca do lateral, depois das duas partes se acertarem. Não quer fechar a negociação direto com o jogador, sem a liberação da direção santista, por uma questão de 'lealdade'.

Modesto Roma ainda procura reverter a situação. Zeca se apega legalmente à falta de pagamento do Fundo de Garantia dos anos 2014 e 2015. E mais a ameaça à sua integridade física. Não quer voltar ao clube por medo das torcidas organizadas. Desde a quarta-feira passada, Zeca não voltou mais à Vila Belmiro.

Sua assessoria de imprensa divulgou a seguinte nota.

"Não é de hoje que Zeca vem atuando pelo Santos sem que o clube cumpra com o que lhe foi prometido. Pela lei, há um mês o jogador já poderia ter deixado de participar das partidas, mas isso jamais passou pela sua cabeça, mesmo quando se iniciou a perseguição por parte da torcida contra ele. Seus colegas de grupo e comandantes da comissão técnica são testemunhas do comprometimento, seriedade e dedicação do atleta, sempre disposto a ajudar e contribuir no objetivo comum de trazer alegrias à torcida.

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"Apesar de os compromissos do Santos estarem em atraso, Zeca sempre cumpriu, e vem cumprindo, fielmente, todas as suas obrigações. Relembrando que, pela lei, repita-se, ele já poderia ter se recusado a competir há algum tempo.

"Ultimamente, porém, a situação se tornou insustentável. Até o presente momento, Zeca vinha aguentando xingamentos e pressões externas, fatos que, infelizmente, acontecem com muitos jogadores de futebol. Nos últimos dias, entretanto, a situação se agravou e ele passou a ser constantemente ameaçado em suas redes sociais, chegando ao cúmulo de ter sido, covardemente, agredido fisicamente no retorno da delegação de Recife a São Paulo, após ao jogo contra o Sport. As imagens e os relatos falam por si só e estão disponíveis para quem quiser ver.

"Zeca sabe que escolheu uma profissão sujeita à pressão, contudo, tudo tem limite e o dele foi atingido. Para se ter ideia, ao ver as imagens da agressão pela televisão, sua mãe ligou chorando, temendo pela saúde do filho. Antes de analisar o jogador de futebol, é preciso enxergar o lado do ser humano. E ninguém tem tranquilidade para trabalhar com as ameaças que o atleta vem sofrendo diariamente.

"Hoje, o jogador teme por sua integridade física, não está com cabeça para treinar e, por isso, viajou ao interior para amparar sua mãe e familiares, que se encontram extremamente abalados com a situação.

"Sendo assim, Zeca resolveu procurar seus direitos na Justiça e está seguro de sua decisão. O jogador deixa um forte abraço aos irmãos do elenco santista (sua segunda família), aos comandantes da comissão técnica e aos torcedores que incentivam quando têm que incentivar, cobram quando têm que cobrar, vaiam quando entendem que o atleta merece, mas não partem para agressões covardes e ameaças repugnantes."

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A princípio, seus representantes gostariam que ele fosse atuar na Europa. Há contatos com equipes interessadas. Só se não der certo essas transações, ele pensaria nos clubes rivais santistas.

Modesto Roma garante aos conselheiros que reverterá a situação. E que o Santos não perderá de graça seu atleta que tem contrato até 2020. Ele precisa dessa certeza. Porque se Zeca for embora, será um enorme prejuízo na tentativa de reeleição em dezembro. Conselheiros ligados à oposição se mostram revoltados com a possibilidade de perder mais este jogador.

Não bastasse todo o desgaste do presidente com a bizarra situação vivida com Levir Culpi. Sua dispensa e retorno no mesmo dia. E demissão definitiva depois da derrota para o São Paulo. E a interinidade de Elano.

Modesto Roma está se complicando nestes últimos meses de mandato.

Zeca pode ser uma peça-chave para sua reeleição.

Ou vitória da raivosa oposição...
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