2 Corinthians não toma conhecimento do decepcionante Atlético Mineiro. Em pleno Mineirão, vitória por 2 a 0. Jô e Rodriguinho marcaram. O líder invicto do Brasileiro chega a 33 partidas sem derrotas. A campanha segue sensacional...
De nada adiantou o Atlético Mineiro fugir do Independência e jogar no Mineirão. O Corinthians mesmo sem Pablo, Jadson e Romero, mostrou sua força. Fiel ao seu estilo competitivo, o time de Fábio Carille se impôs. Mostrou porque é líder absoluto e invicto do Brasileiro. Não deu a mínima chance para a impotente equipe de Rogério Micale. Jô e Rodriguinho fizeram os gols. 2 a 0, com a maior tranquilidade.

Preenchendo a intermediária, os paulistas mostraram toda a falta de criatividade do decepcionante Atlético Mineiro. Time mal montado e que buscou a partida toda 'chuveirinhos', cruzamentos da intermediária para a área corintiana. De nada adiantou a chegada do inexperiente treinador campeão olímpico no lugar de Roger. Pelo contrário. A equipe segue ainda mais insegura, como era esperado. A campanha vexatória do milionário elenco continua. Foi a quarta derrota seguida em Belo Horizonte. De nada tem adiantado as broncas desesperadas de Daniel Nepomuceno.

O eficiente Corinthians segue sua caminhada histórica. Já são 33 partidas invictas. Só no Brasileiro são 13 vitórias e cinco empates. 28 gols a favor e apenas oito gols sofridos. Melhor saldo de gols, disparado. São 81,5% de aproveitamento. A campanha segue sensacional. Com 44 pontos é a melhor da história dos Brasileiros disputados em pontos corridos, no primeiro turno.

Principalmente porque o elenco corintiano segue pequeno, sem grandes atletas para reposição para os titulares.

Rodriguinho foi o grande personagem do jogo. Se impôs no meio de campo e foi fundamental no auxílio ao ataque. Jogou por ele e por Giovanni Augusto, outra vez inoperante.

O Corinthians se impôs, na estratégia, na consciência, no preparo físico. O Atlético Mineiro de Micale segue um arremedo de time. Para decepção de quem acreditava nos jogadores vividos contratados por Nepomuceno. E Micale já mostra sua característica falta de firmeza. Ao contrário do treinador rival.

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"Eu cobro demais, desde o primeiro dia, e faltou no último jogo, contra o Flamengo, ficar com a bola. Hoje conseguimos fazer isso. Quando roubamos a bola, jogadores puxam a marcação e outros encostam para a gente trocar passes e ter a bola nos pés. E sempre com alguém infiltrando: meia, lateral ou volante. Não nos importou estarmos jogando fora de casa", resumiu Fábio Carille.

"A campanha me surpreende. Lá atrás falava muito. Fomos campeões paulistas e falavam que a gente ia ficar em décimo segundo no Brasileiro", ironizava o técnico corintiano.

A partida marcou muito bem a diferença entre uma equipe muito bem treinada, entrosada, confiante de uma perdida, insegura, sem o mínimo de consciência. A direção, a Comissão Técnica e os jogadores atleticanos fizeram um pacto. Acreditaram que deveriam sair do acanhado Independência. Tinham certeza de que no Mineirão, ganhariam mais tranquilidade para impor sua técnica.

Só que tinham pela frente o Corinthians.

O time mais organizado, com jogadores de uma obediência tática germânica. E com a diretoria mergulhada em dívida por causa do Itaquerão, Carille convenceu ao grupo nada excepcional individualmente, a força que todos teriam se assumissem a responsabilidade se formar um time. Com humildade suficiente para atacantes cobrirem laterais, meias darem carrinho, cada atleta sabendo o quanto é fundamental fechar os espaços, não dar chances aos rivais.

Alternar o futebol 'reativo', o que defende e vive de contragolpes, para o impositivo, marcar o adversário no seu campo, mesmo jogando em casa. Além de tudo isso, o Corinthians conseguiu ditar o ritmo de jogo. Controlar a bola. E o apavorado Atlético Mineiro de Micale.

3agenciacorinthians 640x1024 Corinthians não toma conhecimento do decepcionante Atlético Mineiro. Em pleno Mineirão, vitória por 2 a 0. Jô e Rodriguinho marcaram. O líder invicto do Brasileiro chega a 33 partidas sem derrotas. A campanha segue sensacional...

De nada adiantou o treinador que ganhou a medalha olímpica, graças à intervenção de Tite, tentar espelhar o Corinthians. Ou seja, montar sua equipe no mesmo 4-1-4-1 de Carille. A movimentação atleticana não existia. A recomposição era lenta. Pior suas tentativas de articular ataques, pressionada por sua assustada torcida. O máximo de imaginação que os mineiros conseguiam era os chutes de fora da área de Cazares e os levantamentos para a área. Foi o máximo de mudança que Micale trouxe. Lastimável para quem sonhava com 2017 fabuloso.

O Corinthians marcou forte, com suas duas linhas de quatro e cinco jogadores. A ordem de Carille era travar os donos da casa e aproveitar os contragolpes. Foi assim que Fagner arrancou e cruzou. Maycon foi travado. Mas a bola procurou Jô. E o toque foi esperto para as redes de Victor. Corinthians 1 a 0, aos 31 minutos. Jô se tornava o artilheiro do Brasileiro. Jamais em sua história, os corintianos tiveram um artilheiro de Campenato Brasileiro.

O gol trouxe mais insegurança ao Atlético Mineiro. Mais até do que a emanada do banco, por Rogério Micale. O Corinthians, em compensação, ficava mais confiante. E Rodriguinho se destacava. Onipresente, brigador, técnico. Jogou por ele e por Giovanni Augusto. Outro ponto negativo do líder do Brasileiro era o egoísmo de Clayson. Ele desperdiçou vários ataques. O jovem Pedro Henrique também segue mal colocado e inseguro.

Só que a solidariedade corintiana compensava essas falhas.

No intervalo, Micale trocou Pablo Diogo por Otero e seus chutes a gol de qualquer lugar. E tentou adiantar a marcação. Sobrou mais espaço para o Corinthians tocar a bola na intermediária. Acabar com o ímpeto atleticano, se impor na troca de bola.

O time paulista seguia muito eficiente com as bolas nos pés. Aos 13 minutos, poderia ter matado o jogo. Fagner serviu Rodriguinho, que obrigou Victor a uma grande defesa. A bola sobrou para Clayson. Ele rolou com açúcar e afeto para Maycon. Ele teve a coragem de perder o gol, chutando para fora.

De nada adiantou trocar o perdido Elias pelo veterano Robinho. O Atlético seguiu pressionando levantando bola na área corintiana. Foi assim que criou sua maior chance. Fábio Santos levantou, a zaga falhou. E Robinho estava livre, à frente de Cássio. Ele mostrou uma característica que é marca registrada no futebol europeu. Jogador que titubeia diante do goleiro. Robinho chutou para fora, de maneira triste. Parecia um juvenil.

O Corinthians se refez do raro susto no jogo. E voltou se impor. Com muita firmeza. Aos 36 minutos, a esperançosa torcida atleticana saberia que o jogo estava perdido. Em contragolpe, Maycon tocou para Clayson. Ele serve Rodriguinho. Com uma calma impressionante, ele finge que chuta e vê Leonardo Silva se atirar tentando evitar o chute. Resultado, o zagueiro acabou humilhado, caído no chão. Enquanto o corintiano desloca Victor e estufa a rede atleticana.

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O jogo estava acabado.

A torcida corintiana no Mineirão se fazia ouvir.

Comemoração, aplauso.

A atleticana mostrava sua raiva.

E a decepção do time com Micale.

O que o Corinthians está fazendo é impressionante...
62 1024x640 Corinthians não toma conhecimento do decepcionante Atlético Mineiro. Em pleno Mineirão, vitória por 2 a 0. Jô e Rodriguinho marcaram. O líder invicto do Brasileiro chega a 33 partidas sem derrotas. A campanha segue sensacional...

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