1ae28 Corinthians goleou, eliminou a Ponte Preta. Está nas semifinais e se vingou do ano passado. Muito melhor do que isso: treinou o time para enfrentar o Boca pela Libertadores na quarta feira na Bombonera...
Autoridade, conjunto, frieza.

Ou duas falhas clamorosas de Edson Bastos?

Pênalti inexistente e mais um golaço de Pato?

As duas versões se mesclam e explicam.

Corinthians 4, Ponte Preta 0 em Campinas.

O campeão do mundo está na semifinal do Paulista.

A goleada inesperada, contra a melhor defesa do campeonato.

No confronto que sugeria ser equilibrado, tenso.

Tite foi fundamental nesta classificação.

Ele conseguiu condicionar seus jogadores.

O time entrou com a sólida formação que irá enfrentar o Boca Juniors na quarta.

Fez do Moisés Lucarelli a Bombonera.

O treinador saberia que o time tomaria sufoco no início do jogo.

Mas teria espaço para contragolpear com eficiência.

Foi o teste de tudo que o time suportará na Argentina.

A hostilidade da torcida campineira ao Corinthians lembra Bueno Aires.

Havia motivo para esperança por parte do time do Interior.

A campanha na fase de classificação foi empolgante.

O time chegou a ficar 16 partidas sem perder.

Jogaria em casa com os jogadores de Guto Ferreira empolgados.

Ele fez questão de fechar o treinamento durante a semana.

Queria surpreender Tite.

Colocou o rodado Everton Santos como falso ponta esquerda.

Queria seu time no 4-2-3-1.

Uma equipe compacta, marcando forte a saída de bola.

Encurralando o Corinthians, apelando para a velocidade.

A postura foi corajosa, empolgante.

Durante 30 minutos, a Ponte sufocou o Corinthians.

Taticamente estava muito bem.

O problema era a falta de qualidade técnica.

O peruano Ramirez, emprestado pelo adversário, não pôde jogar.

Sua falta teve um peso imenso.

Sobraram a precipitação de Chiquinho e omissão de Cicinho e Everton Santos.

William, fiel ao seu estilo truculento, obrigou Danilo Fernandes a grande defesa.

A espalmada no chute forte fez a torcida agradecer o fato de Júlio César estar fora.

A lembrança das falhas que custaram a eliminação do Paulista em 2012.

Contra a mesma Ponte, ninguém esquece.

O Corinthians mostrou maturidade diante de tanta pressão.

E aos poucos, os espaços para contragolpear foram surgindo.

Ninguém no Brasil dá uma blitz de 90 minutos.

Isso é coisa do Bayern e do Borussia.

Assim, veio o pecado capital campineiro.

Mais espaço aos corintianos.

Do meio para a frente, o time de Tite é traiçoeiro.

Muito experiente, objetivo, mortal.

Apesar de hoje ter contado com a grande colaboração de Edson Bastos.

Ele é um goleiro marcado por ótimas campanhas.

E falhas em jogos decisivos.

Não fugiu à regra.

Um chute forte, mas defensável de Guerreiro mudou o rumo do jogo.

Aos 33 minutos, o peruano bateu, o goleiro rebateu a bola nos pés de Romarinho.

1 a 0 Corinthians.

1gazeta3 Corinthians goleou, eliminou a Ponte Preta. Está nas semifinais e se vingou do ano passado. Muito melhor do que isso: treinou o time para enfrentar o Boca pela Libertadores na quarta feira na Bombonera...

O gol tirou o ânimo da Ponte.

Trouxe insegurança a Edson Bastos e mais confiança aos atacantes.

A mistura foi venenosa para a Ponte.

Emerson dominou a bola aos 39 minutos.

Cortou da esquerda e chutou no canto direito do goleiro.

Outra bola que não era difícil.

Mas Edson Bastos foi com a mão mole: 2 a 0, Corinthians.

O jogo estava decidido.

O caixão da Ponte Preta lacrado.

Guto Ferreira tentou justificar o salário, cobrando seu time.

Mandando pressionar novamente o Corinthians, só que chutando mais a gol.

O plano óbvio, diminuir até os 15 minutos para sonhar com o empate.

Quando a Ponte começava a se animar, entra a figura do árbitro.

Raphael Claus marca pênalti inexistente de Cléber em Emerson.

O zagueiro campineiro ficou parado e o esperto corintiano procurou o choque.

Pênalti inexistente que Guerrero não perdoou aos 11 minutos.

3 a 0, Corinthians.

Descontrolado, o volante Baraka pisou em Romarinho em seguida.

E foi expulso.

Com tudo definido, o Corinthians se limitou a marcar a Ponte e tocar a bola.

Ninguém queria se desgastar à toa.

Na quarta-feira tem o Boca.

Só um jogador estava sedento.

Era Pato.

Ele começou no banco.

Entrou faltando 15 minutos para o final.

Bastou.

Queria jogo, mostrar sua importância ao time, a Tite, a Felipão.

Aos 44 minutos, tanta vontade foi premiada.

Dominou a bola na entrada da área.

Entrou driblando a zaga e o goleiro Édson Bastos.

E tocou para as redes, golaço.

Corinthians 4 a 0.

Deu tudo certo demais para Tite.

O time goleou a Ponte, acabou com o trauma do ano passado.

E ainda treinou para valer o esquema que usará contra o Boca.

Tudo perfeito.

A decepção ficou por conta da Ponte Preta.

Se esperava mais do bom time de Guto Ferreira.

Mas encontrou um adversário muito mais forte.

E teve seu goleiro em péssima tarde.

Cujas falhas deram dois gols ao adversário.

E desanimaram seus companheiros.

No final, em Campinas, venceu o melhor.

Que venha o Boca e a Bombonera...
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