1gazeta Corinthians e São Paulo. Guerra à vista no domingo. A ordem dos dois lados é arrasar o inimigo na semifinal do inútil Paulista. Para desmoralizá lo, tirar suas forças na luta pela sobrevivência na Libertadores...
As diretorias de São Paulo e Corinthians sonhavam com 2013.

Seria o ano dos grandes embates dos rivais.

Um título já decidiriam, marcado desde 2012.

O da Recopa.

O campeão da Libertadores contra o da Sul-Americana.

Mas os dois lados se preparavam para muito mais.

Tinham certeza que se pegariam na Libertadores.

Juvenal Juvêncio disse a companheiros de diretoria.

Montaria um time para desbancar o clube que ainda chama 'do Andrés'.

O ex-presidente corintiano que conseguiu tirar o Morumbi da Copa.

Este é o último ano do dirigente são-paulino.

Aproveitou a excepcional venda de Lucas para o PSG e investiu.

Contratou Ganso, Lúcio, Aloísio.

Juntou o trio à base campeã da Copa Sul-Americana.

No Morumbi se comentava abertamente.

A Libertadores que o Corinthians venceu foi a mais fácil dos últimos tempos.

Teriam adversário de verdade este ano, com a classificação são-paulina.

Do outro lado do front, a classificação do time de Juvenal até estimulou.

Os gastos foram liberados para as contratações de Pato, Gil e Renato Augusto.

Foram R$ 60 milhões em gastos com o time já campeão do mundo.

A ordem de Mario Gobbi era manter a hegemonia.

Na América do Sul, no Brasil e, mais importante, no quintal. Em São Paulo.

Mas o ano começou e não está sendo como os dois lados esperavam.

Luís Fabiano e Lúcio, os veteranos, sabotam o caminho tricolor.

Fora a insegurança de Ney Franco.

E a demora de reação de Paulo Henrique Ganso.

Somada à boba perda de Vargas por soberba para o Grêmio.

Até seu diretor de futebol deu vexame.

Adalberto Baptista preferiu pilotar em Portugal a apoiar o time na Bolívia.

A campanha na primeira fase da Libertadores foi decepcionante.

Antes mesmo da fase de grupo, com vitória e derrota diante do Bolívar.

No grupo, a vaga veio sofrida, com o time cambaleando.

Venceu o Atlético Mineiro que foi ao Morumbi desinteressado.

E ontem, quando a partida valeu, o São Paulo caiu.

Implodido, sabotado por Lúcio.

Sem poder escalar Luís Fabiano, suspenso.

Perdeu em casa e agora precisa vencer no Independência.

Onde os comandados de Cuca transformaram no seu bunker particular.

A eliminação acabará com o último ano de Juvenal na presidência.

Seria um desastre.

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Na zona leste, o clima é de desolação.

O Corinthians não foi senhor do seu caminho na primeira fase da Libertadores.

Caiu diante do Tijuana.

A desculpa da grama sintética não durou.

O time de Tite estava diferente do ano passado.

Sem a pegada que lhe deu os títulos importantíssimos.

Parecia uma equipe saciada, sem gana, que não podia ser cobrada.

Afinal já havia vencido tudo.

Só que o futebol exige conquistas todo momento.

Veio a vaga na primeira fase e confrontos marcados com o Boca Juniors.

O time argentino que o Corinthians superou nas finais de 2012.

Em Buenos Aires,o time foi enorme decepção.

Mesmo tendo um adversário combalido, afundado em dívidas.

Com elenco fraco, apenas brigador.

Porém bastou personalidade, Carlos Bianchi e a Bombonera.

O Corinthians e Tite tremeram.

Não foram os mesmos.

O campeão do mundo se intimidou, se encolheu.

A vitória argentina foi justa.

E assusta demais no jogo da volta, que obriga os corintianos a vencer.

Ser eliminado nas oitavas no Pacaembu lotado deixará 2013 sem sentido.

O destino reservou um aperitivo de altíssimo risco aos dois rivais.

Domingo no Morumbi os dois se encontrarão.

Para um jogo eliminatório, valendo vaga à final do Paulista.

O campeonato inútil de Marco Polo del Nero terá razão de ser.

Será uma guerra.

A derrota abaterá mais do que seria previsível o derrotado.

Tirará moral na luta para sobreviver na Libertadores.

O tira-teima não chegou à competição mais importante.

Nem esperou a Recopa.

Chegou no Paulista.

Os dois lados já estão ressabiados e trabalhando.

Tite e Ney Franco sabe que seus clubes não se suportam.

E como os times decepcionam na Libertadores precisam dar a resposta.

A hora é no domingo.

O Corinthians ainda tem um tempo.

A revanche com o Boca será apenas no dia 15.

Mas isso é até pior.

Se o time for eliminado do Paulista serão dez dias de pressão.

Tudo o que o elenco não precisa.

O São Paulo já tem encontro marcado na próxima quarta, em Belo Horizonte.

Mas não há como poupar jogadores.

A equipe de Ney Franco atuará no Morumbi, diante de sua torcida.

Não há como colocar reservas e ver o grande rival festejando.

Seria um veneno na preparação do time para o Independência.

Assim, de uma hora para outra, a hora marcada foi antecipada.

Os dois maiores inimigos do Brasil se encontram frente a frente.

Duas diretorias que se odeiam e que exigem a derrota do adversário.

São Paulo e Corinthians incendiarão o quase morto Campeonato Paulista.

Ambos entrarão em campo sabendo que a partida não terminará no domingo.

Terá consequência imediata no torneio que importa, na Libertadores.

Por isso o confronto será bélico, com raiva.

A semifinal não será morna como o próprio Marco Polo de Nero esperava.

O jogo único do seu campeonato sem sentido será infernal.

Valerá a sobrevivência não só no Paulista.

Mas no Independência contra o Atlético.

No Pacaembu diante do Boca.

Será uma guerra sem favoritos.

E sem direito a sobreviventes no lado derrotado.

A convenção de Genebra será desrespeitada...
1agestado1 Corinthians e São Paulo. Guerra à vista no domingo. A ordem dos dois lados é arrasar o inimigo na semifinal do inútil Paulista. Para desmoralizá lo, tirar suas forças na luta pela sobrevivência na Libertadores...

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