1reproducao Conselheiros defendem um técnico veterano, cascudo e vencedor no Palmeiras. Abel Braga
O domingo ensolarado não foi motivo para alegria nas alamedas apertadas do Palestra Itália. Sim, o clube social ainda existe. E é por lá que circulam o presidente Mauricio Galiotte, sua diretoria e os conselheiros mais influentes. O ex-presidente Mustafá Contursi, acusado de envolvimento na evasão de ingressos, sumiu. Tem preparado sua defesa e se juntado com lideranças do Conselho de Orientação Fiscal, em uma pizzaria. Geralmente às segundas-feiras.

Mas o episódio enfraqueceu Mustafá. O afastou da dona da Crefisa, Leila Pereira. E do próprio Galiotte.

Então o caminho ficou aberto para o presidente do Conselho Deliberativo, Seraphim del Grande. Homem muito ligado ao futebol desde os tempos da Parmalat, ele está muito decepcionado com a temporada. Com Cuca e também com Alberto Valentim. Além dos resultados ruins que tiraram a chance de o Palmeiras sonhar com o título brasileiro, a coletiva coletiva de sexta-feira, quando o treinador levou o time inteiro para mostrar união, foi muito mal avaliada. Foi uma demonstração de fraqueza do treinador interino, para a grande maioria dos conselheiros ligados a Seraphim. Ele teria usado a equipe como escudo, em vez de assumir os fracassos.

A partir daí, troca de mensagens intensas pelo whatsapp. E reuniões informais. Seraphim e seu grupo querem influenciar na troca do comando do futebol em 2018. Renato Gaúcho, Roger, Felipão e até Vanderlei Luxemburgo são nomes aventados. Mas, depois de sexta-feira, a defesa é a de um técnico vivido, casca grossa, e que tenha muita experiência em controlar ambientes conturbados. Não se deixe levar por pressão. Não seja irritadiço quanto Cuca e muito menos inexperiente quanto Valentim.

O grupo de Seraphim defende Abel Braga.

Quer, antes que Galiotte e Alexandre Mattos se comprometam com qualquer outro técnico, que avaliem a sério a possibilidade de contar com Abel. Aos 65 anos, ele já foi campeão mundial com o Inter em 2006, ano que também venceu a Libertadores. Campeão brasileiro com o Fluminense, em 2012. Vencedor de títulos nos Emirados Árabes. Além de vários estaduais.

O Internacional acabou de mandar embora Guto Ferreira. Vai subir para a Série A. E a direção também deseja Abel Braga. O Palmeiras terá de agir rápido, caso se decida pelo comandante do Fluminense.

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Maurício Galiotte está sentindo toda a pressão de um ano que deveria ser histórico, mas foi decepcionante. Os mais de R$ 115 milhões de investimentos no time não resultaram em conquista alguma. Ele foi ontem no último treino, antes do jogo importante de hoje, contra o Flamengo. Falou duro com os atletas. Lembrou que não nunca faltou as melhores condições de trabalho. Disse que lamentava os títulos perdidos. Mas que é obrigação o time reagir e garantir ao menos a classificação entre os quatro, para garantir o clube na fase de grupos da Libertadores de 2018. No planejamento palmeirense é inconcebível o time não estar na Libertadores do próximo ano.

O treino era fechado. Mas ele fez questão que a assessoria de imprensa tirasse fotos suas cobrando o time. E as publicasse no site. Como um recado aos conselheiros, que o cobram tanto, que não está omisso diante do momento ruim.

Ele e Alexandre Mattos seguem conversando a sério sobre 2018. E buscam um consenso sobre o treinador. Em um efeito gangorra, Alberto Valentim já esteve muito perto de ser confirmado, agora, a convicção é de que é necessário um técnico vivido e com personalidade forte para montar o elenco do próximo ano.

A decisão deve se arrastar até o fim do Brasileiro, quando a análise final será feita.

É importante pressa porque tanto Galiotte quanto Mattos querem, desta vez, que o treinador escolhido faça as opções dos jogadores que serão contratados. Para não se repetir o erro que foi a vinda de Felipe Melo. Nem Eduardo Baptista, ou muito menos Cuca, o consideravam indispensável.

A aposta no jogador de R$ 21 milhões foi de Alexandre Mattos.

O resumo é simples.

Galiotte está pressionado.

Precisa se decidir.

E o time atual, com Valentim, tem de garantir a Libertadores em 2018.

Porque o Palmeiras foi uma enorme decepção nesta temporada.

Perdeu todas as competições que disputou em 2017.

Por isso, tudo o que não precisa, no seu futuro, é de um técnico inseguro...
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