224 Confuso, Palmeiras de Marcelo Oliveira recua na estreia da Libertadores. Paga caro pela covardia. E apenas empata com o River Plate no Uruguai. 2 a 2. O time mais fraco do seu grupo...
Um time instável, como seu treinador. Mesmo mudando sua estratégia e atuando com três volantes, o Palmeiras perdeu dois importantes pontos em Maldonado, no Uruguai, na sua estreia na Libertadores. A equipe de Marcelo Oliveira apenas empatou em 2 a 2 com o River Plate, a equipe mais fraca do grupo 2. Rosário Central e Nacional são os outros dois times. O resultado tem um gosto ainda pior porque o time brasileiro esteve na frente do placar duas vezes. Mas recuou e atraiu os uruguaios para sua área. Pagou caro pela covardia.

Até o treinador ficou sem graça. Sabia que seu time poderia ter conseguido algo melhor.

"A sensação é ruim. Tivemos mais posse no segundo tempo e atacamos mais, mas apenas quatro finalizações certas. Agora precisamos ganhar do River no Allianz Parque. Poderíamos ter feito um pouco mais e ter protegido o resultado. Facilitamos na bola parada, que tem marcação individual, e no pênalti que poderia ter sido evitado", admitia o técnico.

Marcelo Oliveira estava pressionado sabia das muitas críticas, inclusive de conselheiros, pela maneira única que montava seu time. No eterno 4-2-3-1. Esquema que trouxe do seu Cruzeiro de 2013. Os seus adversários aprenderam a entrar em campo sabendo exatamente o que aconteceria do lado verde. O péssimo começo no Paulista, o obrigou a mudar.

E o treinador palmeirense alterou o esquema. Mas não foi ousado. Pelo contrário. Contra o River Plate de Maldonado, time fraquíssimo, o treinador brasileiro colocou três volantes e três atacantes. Obrigava Dudu a ser um improvisado meia, posição que ele detesta e nem rende tanto. Ele é muito bom na frente, pelos lados do campo. Não armando. A assistência que acertou para Jean não justifica. A zaga uruguaia é fraca. Se jogasse onde rende, na frente, pelos lados do gramado, Dudu teria sido muito mais útil. O improviso só demonstra como foi falha a busca por reforços para este ano. O time implora por um meia talentoso.

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Como Marcelo Oliveira queria surpreender Juan Carrasco e a imprensa paulista que tanto o critica, não houve tempo para treinar a equipe no 4-3-3. E os setores ficaram distantes. A defesa, o meio e ataque deixavam buracos. Essas lacunas facilitavam o trabalho do fraco, mas esforçado time uruguaio.

O River Plate tinha muita disposição. Já que a maioria do seu time era formada por jovens. Mas certa ingenuidade na marcação dos brasileiros. Davam espaço para o domínio da bola. Uma pena que era Dudu que tinha de servir para Lucas Barrios e Erik. Um desperdício.

Jean entrou muito bem no time. Atuando com Thiago Santos centralizado e mais atrás. Tendo Arouca mais à direita, e outra vez jogando abaixo do aceitável.

O Palmeiras era uma equipe compartimentada. Confusa. Exposta na defesa. E sem firmeza no ataque. Mesmo a pressão que na saída de bola que o time ameaçou fazer não deu certo. Muito longe disso. O que se viu foi um time sem convicção. Lucas e Zé Roberto tentavam mais por instinto atacar do que por ordem de Marcelo Oliveira.

Individualmente, o caro time paulista era muito melhor. Só que, coletivamente, não. O pouquíssimo tempo que o time treinou no 4-3-3 pesava. Mostrava que era uma estratégia mais para proteger o emprego de Marcelo Oliveira do que para ganhar do time mais fraco do grupo. Não era uma partida para perder pontos. Os três disputados eram obrigatórios.

Os uruguaios tinham disposição, mais conjunto e muito menos talento que os brasileiros. A partida era interessante, equilibrada nas fragilidades dos dois times. Foi quando Dudu fez uma excepcional assistência para o versátil Jean, entrado atrás da zaga uruguaia. Foi frio diante de Nicola Pérez. Palmeiras 1 a 0, aos 34 minutos do primeiro tempo.

O gol era para trazer alívio aos brasileiros. Mas veio a ordem do banco. O time deveria recuar para tentar aproveitar os contragolpes. O recuo só atraiu os empolgados uruguaios à área palmeirense. Mas o time de Marcelo Oliveira conseguiu segurar a vantagem na primeira etapa.

Era nítido que a bola não parava. No jogo. Principalmente nos pés dos palmeirenses. A ausência de Robinho era sentida. Se esperava sua presença após o intervalo. Para dar o ritmo, acabar com tanta correria. Mas o treinador optou por Gabriel Jesus no lugar de Erik. Substituição que não mudou em nada a ansiedade que fazia o Palmeiras se abrir, desnecessariamente.

E o time pagou caro por isso. Logo aos quatro minutos, por trás dos zagueiros palmeirenses, Schiappacasse invadiu a área. E foi derrubado por Fernando Prass. Pênalti indiscutível. Michel Santos bateu com convicção. Deslocou o goleiro palmeirense. 1 a 1.

Marcelo Oliveira se cansou da inutilidade do caríssimo Lucas Barrios. Colocou Alecsandro, mais objetivo nas jogadas. E no mesmo minuto que entrou, o irmão de Richarlyson serviu com o peito Gabriel Jesus. O jovem palmeirense foi frio diante de Nicóla Perez. 2 a 1 Palmeiras, aos 12 minutos.

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Mas parecia que era proibido vencer o jogo. Novamente veio a ordem para o Palmeiras recuar. E tentar ganhar o jogo nos contragolpes. Outra vez os uruguaios sentiram o cheiro de medo. E partiram na busca do empate.

Ele veio. Logo aos 18 minutos. Em falha infantil de posicionamento palmeirense. Jean não acompanhou Montelongo no escanteio. A cabeçada foi sem defesa para Fernando Prass. 2 a 2.

Só depois do segundo empate, Marcelo Oliveira colocou Robinho em campo, no lugar de Arouca. Só que sua função não era ditar o ritmo do jogo. Mas apenas marcar a intermediária.

O tempo foi passando e o cansaço começou a afetar os jogadores. Principalmente por parte do Palmeiras. Era nítido o nervosismo. Os atletas sabiam que eram superiores aos uruguaios. Mas pagaram cara pela decisão defensivista do seu treinador. Apenas Marcelo Oliveira parecia satisfeito em perder dois pontos em Maldonado.

Gabriel Jesus ainda teve tempo para desperdiçar dois lances fáceis. Um chutando por cima. E outro batendo fraco, nas mãos do goleiro Nicola Pérez.

Nos minutos finais, o Palmeiras seguiu sem grandes arroubos.

Para Marcelo Oliveira trazia um ponto do Uruguai.

Quem conhece um pouco do River Plate, ou viu o jogo, sabe.

O Palmeiras deixou dois pontos em Maldonado.

E eles podem fazer muita diferença na briga pela classificação...
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