Começa a festa do naming rights. R$ 100 milhões para a Fonte Nova virar Itaipava. A TV Globo só aceita falar nome dos patrocinadores se receber sua porcentagem…

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Administradores de todos os estádios do país estão em êxtase.

A Itaipava pagará R$ 100 milhões e rebatizará a Fonte Nova em Salvador.

O naming rights valerá por 10 anos, serão R$ 10 milhões por ano.

O boato se concretizou oficialmente hoje.

A inauguração do novo nome terá a presença da presidente Dilma Rousseff.

No dia 7 de abril, no primeiro Ba-Vi do reconstruído estádio.

Muito irônico logo o novo de uma cerveja ser o primeiro das arenas da Copa do Mundo.

Logo em um país onde o álcool é proibido em estádios.

Na inauguração, latas de cerveja estarão nas lanchonetes da arena.

Todas sem álcool.

Isso mudará durante a Copa do Mundo.

A Budweiser é parceira da FIFA e não admite concorrência durante o Mundial.

Aliás, a cerveja com álcool será vendida, graças à liberação excepcional, durante a Copa.

A Itaipava está negociando também com a Arena Pernambuco.

O naming rights desperta a cobiça dos grandes clubes.

A começar pelo Corinthians.

A direção está com o patrocínio master da camisa travado.

Os R$ 31 milhões anuais da Caixa Econômica Federal foram barrados na justiça.

Um advogado gaúcho ganhou uma ação que considera o pagamento ilegal.

Trocando em miúdos, ou a estatal banca todos os clubes brasileiros ou nenhum.

O Corinthians já está sem receber há mais de um mês.

O julgamento definitivo deve levar mais três ou quatro meses.

Dirigentes garantem que vale a pena esperar.

Não só pela camisa.

Mas porque a Caixa estava negociando batizar o Itaquerão.

O preço pedido era de R$ 300 milhões por dez anos.

Ou R$ 500 milhões por vinte anos.

O Corinthians tem até um acordo com a TV Globo.

A emissora se compromete a chamar a arena pelo seu nome comercial.

Algo que se recusa a fazer com times de vôlei e basquete.

A Globo exigiu uma porcentagem do contrato.

Ela pode chegar até a 10%.

Ter o nome divulgado na emissora é condição fundamental para o Itaquerão.

Ela tem o monopólio do futebol no País.

A Globo mantém a postura de 'não fazer propaganda de graça'.

Por isso nunca usou o termo Arena Kyocera.

E sim Arena da Baixada para o campo do Atlético Paranaense.

A empresa não quis renovar com o time de Curitiba.

As arenas que fecharem seus naming rights terão de negociar com a Globo.

Se não houver acordo, os novos nomes não serão divulgados.

As negociações entre Globo, Fonte Nova e Itaipava mal começaram.

A tendência é que a emissora ainda divulgue o estádio com seu antigo nome.

Fora as 12 arenas da Copa, Grêmio e Palmeiras também se articulam.

Buscam de todas as maneiras empresas para batizar seus novos estádios.

Assim como também o São Paulo faz com o Morumbi.

Está uma caça aos naming rights.

O que é mais interessante é a situação de Salvador.

Enquanto os donos do consórcio Fonte Nova comemoram a modernidade, se esquecem da sexta-feira.

1reproducao Começa a festa do naming rights. R$ 100 milhões para a Fonte Nova virar Itaipava. A TV Globo só aceita falar nome dos patrocinadores se receber sua porcentagem...

Da vergonhosa briga dos torcedores para entradas para o Ba-Vi.

Pessoas acamparam na quinta pela manhã não conseguiram comprar ingressos.

Não havia sequer uma cerca de ferro que serviria para marcar a fila.

Na manhã de sexta, todos avançaram para as bilheterias.

A Polícia Militar repeliu os torcedores a bordoadas.

Bombas de gás lacrimogênio.

E spray de pimenta.

Um desprezo inacreditável com as torcidas.

Cenas bizarras que rodaram o mundo.

A venda pela Internet também foi caótica.

Se aproveitando disso, funcionários do estádio vendiam ingressos.

Eram cambistas oficiais.

Foram flagrados pelo jornal baiano A Tarde.

Acabaram demitidos.

O dinheiro do naming rights não disfarça.

Não esconde o atraso, a falta de consideração.

A incapacidade dos dirigentes em fazer algo simples.

Como organizar a venda de ingressos a um jogo.

A aptidão de gente para tirar proveito.

Como esses funcionários ganhando dinheiro na bagunça, no caos.

O Brasil é feito de contrastes.

Quando chegam os milhões do batismo de arenas...

Os torcedores seguem tratados pior do que gado.

Este é o país da Copa do Mundo...
2reproducao Começa a festa do naming rights. R$ 100 milhões para a Fonte Nova virar Itaipava. A TV Globo só aceita falar nome dos patrocinadores se receber sua porcentagem...

32 Comentários

"Começa a festa do naming rights. R$ 100 milhões para a Fonte Nova virar Itaipava. A TV Globo só aceita falar nome dos patrocinadores se receber sua porcentagem…"

1 de April de 2013 às 17:43 - Postado por Cosme Rímoli

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Comentários
  • maria
    - 1 de abril de 2013 - 18:15

    Até agora os estádios só demonstraram total falta de estrutura administrativa para sequer vender os ingressos para os jogos,imagina na Copa,aqui temosc o Maracanã que visto de cima está tudo bem mas quem mora aqui sabe que o entorno está um caos,nada feito.Imagino na hora da reabertura o que não acontecerá,o material que estão usando em todos os estádios deveriam ser devidamente analisados pelo IMETRO,poderá acontecer tragédias nessa Copa,a ganância dessas empreiteiras juntamente com o superfaturamento significa que o perigo ronda essas obras.A Globo quer ganhar de todo lado,vamos ver se ela vai peitar a Heinecker.

  • Diego
    - 1 de abril de 2013 - 18:24

    Somos uma sociedade muito atrasada. Por que não tratar o nome das arenas a partir de seu nome comercial? A questão ultrapassa os limites culturais, é puro comércio. O engraçado é que nos EUA e Europa com ou sem pagamento para as grandes emissoras as marcas das arenas são divulgadas de graça. Vou além, uma marca utiliza o nome da outra para mostrar que seu produto é melhor... Isso é maturidade comercial. Quem domina o jogo aqui no Brasil é a Rede Globo, infelizmente. Outro comentário> Eu vi uma cena estranha publicada na web, funcionários da Arena Fonte Nova [pedreiros] vendendo ingressos para os torcedores. Assim não dá Salvador. Tudo indica que a Copa do Mundo no Brasil vai ser um caos, não somos uma sociedade organizada e povão não respeita as regras.

  • wss
    - 1 de abril de 2013 - 19:16

    Ka ka ka ka ka...babaca que arrisca a sua integridade física dá nisso. Rímoli, é importante salientar que muitos que estavam nessa bagunça não são torcedores, são cambistas oportunistas querendo a todo custo pegar o maior número de ingressos para revender.Itai... o que? Uma vez Fonte Nova, sempre Fonte Nova.

  • Diogo
    - 1 de abril de 2013 - 19:46

    Fonte Nova ou Nova Fonte de Dinheiro? Escolham o nome!

  • Ana Paula
    - 1 de abril de 2013 - 20:45

    Que foi desorganizado todos sabemos, mas eita povo mal educado. Me refiro ao povo brasileiro em geral. Não pode dar brecha que faz uma muvuca desnecessária, pisoteia seu semelhante, esperneia, empurra, grita, se amontoa. Vai ver se num país decente esse tipo de esbórnia acontece. É falta de educação do povo sim, que quer sempre passar na frente dos outros ao invés de esperar a sua vez.

  • Zabumbeiro de Zona
    - 1 de abril de 2013 - 21:03

    Só na TV Globo que a equipe de Fórmula 1 "Red Bull Racing" virou RBR. No mundo todo as tvs e jornais falam tranquilamente equipe Red Bull.

  • Igor
    - 1 de abril de 2013 - 21:25

    Daqui a pouco todas as emissoras cobrarão para dizer o nome comercial em seus noticiários.

  • Rafael
    - 1 de abril de 2013 - 21:34

    Sou baiano, moro em Salvador e amo a minha cidade, mas infelizmente essa situação nem me deixa mais irritado, a falta de educação do povo daqui atinge níveis que me constrange quando estou com alguém de fora da cidade. Mas como dizia o saudoso ex-governador (que dava nome ao antigo estádio): "Pense em um absurdo, na Bahia a precedentes". Você se esqueceu de citar que do outro lado da cidade, no estádio do Vitória estava sendo vendidos ingressos para a mesma partida e não houve nada parecido. Mas vamos ao que interessa. Não era você quem dizia que nenhuma empresa pagaria para rebatizar um estádio que já tem um nome popular, Cosme? Esta ai... um estádio tradicional e achou uma empresa para bancar o seu nome... o que você tem a dizer sobre isso?

  • Marcelo
    - 1 de abril de 2013 - 21:57

    Arena nova e novos velhos problemas!!! Lamentável !!!

  • Alan
    - 1 de abril de 2013 - 22:54

    Olha, eu moro nos EUA há 13 anos ja fui a vários eventos aqui e nunca , NUNCA vi qualquer tipo de problema pra comprar ingresso, entrar e sair, usar o banheiro, estacionamento...enfim, tudo corre sem transtorno, as coisas são bem planejadas e dão certo, mas nada funcionaria tão bem se não houvesse o respeito e educação das pessoas e nesse ponto sinceramente eu não vejo o povo brasileiro fazendo sua parte, a grande maioria é mal educada, não respeita e quer sempre levar vantagem. Quando americano vem me perguntar sobre a copa do mundo ai nessa espelunca eu escuacho mesmo, falo a verdade e não aconselho a não ir.

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