2reproducao CBF e Globo respiram aliviadas. O Internacional não quis comprar briga na Justiça Comum. E vai disputar a Segunda Divisão. O futebol brasileiro não mereceria nova virada de mesa no tapetão...
O Internacional passará pelo maior vexame da sua história.

Disputará pela primeira vez a Segunda Divisão.

Mas fará um bem enorme para o futebol brasileiro.

O clube gaúcho poderia procurar a Justiça Comum.

Afinal, buscou todas as esferas jurídicas esportivas.

Tentou provar que a inscrição de Victor Ramos foi irregular. E ele não poderia disputar o Brasileiro de 2016. O que rebaixaria o Vitória. Teve não só a negativa do STJD. Ainda foi acusado de forjar a correspondência, troca de e-mails, entre CBF e o clube baiano. O STJD apresentou até laudos comprovando a falsificação.

O Inter foi até a Suíça.

Consultou a Corte Arbitral do Esporte.

Após algum suspense, os auditores confirmaram.

Acreditam não ter jurisdição para julgar a questão.

Ela é toda de âmbito brasileiro.

A resposta de hoje confirma o Internacional na Segunda Divisão.

As cúpulas da CBF e da Globo ficaram de sobreaviso.

Estavam arrepiadas de tensão.

O medo era que os gaúchos procurassem a Justiça Comum.

Algo previsto na legislação, esgotadas as instâncias esportivas.

"O Internacional poderia conseguir uma liminar que obrigasse a CBF a colocá-lo no lugar do Vitória na Série A. Isso seria uma missão fácil. Mas o clube baiano entraria também na briga. Tendo como aliado o STJD, que julgou improcedente a alegação. Assim também como o TJD baiano, que confirmou o Vitória campeão estadual com Victor Ramos. Seria um caos. Jogos poderiam ser anulados, obrigando a marcação de outros, com a participação do Vitória. E a tendência maior é a que o Inter acabasse tendo de se conformar na Segunda Divisão.

"Ao não entrar na Justiça Comum, o Inter faz um bem ao futebol.

"E também evita briga com inimigos poderosos.

"Como a CBF e a Globo."

A análise é de um conhecido advogado esportivo, que não quer ter o nome divulgado.

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Para a CBF e a Globo seria terrível a disputa do Brasileiro na Justiça Comum. Marco Polo del Nero já está pressionado pela mudança absurda do estatuto da entidade, da maneira casuísta que passou a ser a eleição na entidade. Ele está eufórico, acreditando que o ótimo futebol da Seleção, a classificação para a Copa da Rússia antecipada e o primeiro lugar no ranking da Fifa serviriam de escudo para sua manobra. Estratégia que pode deixá-lo no comando do futebol brasileiro até 2027.

A Globo também está soltando fogos com o futebol do time de Tite. A audiência dos jogos da Seleção Brasileira voltou a subir. O departamento de marketing já se mostra entusiasmado pela perspectiva de patrocinadores para a Copa de 2018.

O Brasileiro de 2017 sub judice, com asterisco seria um golpe fatal.

Adeus reconquista de credibilidade no futebol nacional.

Espantaria público, irritaria a imprensa, afastaria patrocinadores.

Nunca foi bom negócio se tornar inimigo da Globo e CBF.

Ainda mais por uma causa esportivamente perdida.

Com direito à rejeição da opinião pública.

O Campeonato Baiano de 2016 também poderia ser questionado.

O Bahia, vice campeão, não se calaria.

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Afinal, o questionamento de Victor Ramos nasceu no Estadual passado.

O que seria mais uma dor de cabeça, desmoralização ao futebol.

Tudo isso pesou na decisão da nova diretoria do Internacional.

"É um episódio que se encerra. O Inter esgotou todas as instâncias da Justiça Desportiva, que é o foro adequado e único para tratar esse tipo de matéria. O Inter exerceu seu direito, defendeu os interesses da instituição e, agora, indo até a corte mais alta do esporte mundial, o clube tem que acatar a decisão e focar no campo para voltar a elite do futebol do brasileiro", afirma o presidente do Internacional, Marcelo Medeiros.

Foi a postura mais digna de um caso tumultuado.

E com direito a várias interpretações.

Mas por caminhos tortos ou não o Internacional paga.

O campeão mundial, bi da Libertadores, visita o inferno.

Fez por onde.

Mostrou incompetência dentro dos gramados em 2016.

A esta altura, o futebol brasileiro não toleraria o tapetão.

Uma virada de mesa para salvar o grande Colorado.

Que transforme a humilhação em motivação.

E volte a encantar o Brasil, o mundo.

O destino do Internacional é dar orgulho.

Não, vergonha...
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