119 CBF despreza atentados pelo mundo. Segue agindo como se o Brasil estivesse imune. Há desleixo na proteção da seleção de Neymar, Gabriel Jesus, Marcelo... Foi assim na Copa, na Olimpíada e segue nas Eliminatórias...
A direção do Borussia Dortmund estava aliviada ontem à noite. O fato de o ônibus que transportava seus jogadores ser reforçado contra vandalismo foi providencial. Evitou que as três bombas que atingiram o veículo causassem maiores estragos. O impacto atingiu o espanhol Marc Bartra fraturou o rádio, osso que fica no antebraço. E ainda provocou cortes com os estilhaços da vidro da janela. Mas poderia ser muito pior se fosse um ônibus comum.

O espanhol se submeteu a uma operação ontem mesmo.

A direção do Borussia poderia pedir um maior adiamento do jogo. Mas concordou com a sugestão da Uefa de atuar hoje contra o Monaco, pela Champions. Os alemães quiseram dar uma demonstração que não temem o terrorismo.

Os policiais estão investigando se as explosões de ontem estão ligadas ao Estado Islâmico. Ou a radicais nacionalistas, neo-nazistas, fascistas. O clube tem uma postura aberta contra qualquer tipo de discriminação, o que poderia ter despertado a ira de racistas alemães.

Em 2014, o Borussia fez questão de se posicionar contra um dos seus torcedores. Ele aproveitou o minuto de silêncio e gritou, a plenos pulmões, "Sieg Heil", saudação nazista no jogo contra o Hamburgo, pelo Campeonato Alemão. Ele foi identificado. E proibido por três anos de pisar no estádio Signal Iduna Park.

Já em 2015, distribuiu um milhão de porta-copos em Dortmund.

Neles, um slogan direto.

"Sem cerveja para racistas."

O motivo é que uma ala radical de sua torcida insistia, e insiste até hoje, com gritos contra os estrangeiros.

Defende a pureza da raça alemã no time.

"O Borussia Dortmund, o departamento de fãs e todos os torcedores têm a responsabilidade de se posicionar contra slogans xenófobos e desumanos, ao invés de não escutá-los", declarou o presidente Reinhard Rauball.

Os dirigentes do próprio clube são ameaçados por neo-nazistas.

E por isso, a polícia de Dortmund está duvidando do envolvimento do Estado Islâmico no atentado de ontem.

Mas a verdade é que o terrorismo chegou mesmo no futebol.

Em 2015, enquanto França e Alemanha jogavam, em Paris, bombas explodiam ao lado do Stade de France. Eram de terroristas. Após o final da partida, a polícia pediu para o público ficasse esperando no gramado, enquanto soldados procuravam artefatos bélicos no estádio.

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Há nove dias, explodiu uma bomba no metrô em São Petersburgo, na Rússia. 14 pessoas morreram.

O Estado Islâmico assumiu o atentado.

A Uefa está com o alerta aceso.

Os terroristas querem usar o futebol como holofotes.

Desde ontem o policiamento será reforçado em todas as partidas da Champions.

Assim como a Rússia já adiantou que fará vigilância ostensiva na Copa das Confederações. A competição acontecerá entre 17 de junho e 2 de julho. Reunirá Alemanha, Chile, Portugal, Camarões, Nova Zelândia, México, Austrália e, lógico, a Seleção Russa. O torneio servirá como laboratório para a Copa de 2018.

A Europa está em estado de alerta.

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E o Brasil?

Segue como se nada estivesse acontecendo.

Tanto na Copa de 2014, na Olimpíada e nas Eliminatórias, a vigilância é zero.

As outras seleções são muito mais protegidas do que a nacional.

O Brasil não se preocupa porque está afastado do epicentro das questões que assolam o mundo. Como a vingança do Estado Islâmico contra os países que tentam exterminá-lo da Síria e do Iraque. Por isso, os atentados na Europa e nos Estados Unidos.

O país também não enfrenta problemas graves com os movimentos radicais nacionalistas.

A imigração é tolerada.

E ninguém defende a 'raça pura brasileira', já que o povo é miscigenado.

Mas o desleixo da CBF quando a Seleção se prepara na Granja Comary para as grandes competições é enorme. Assustador. Relato aqui o que vi. Tanto na Copa do Mundo de 2014 como durante a preparação para a Olimpíada.

Os torcedores têm acesso direto aos jogadores.

Populistas, técnicos autorizam autógrafos e selfies.

Após os treinos, centenas de torcedores só esperam.

E os atletas os procuram para fotos.

Os fãs não são revistados por ninguém.

Se aproxima dos jogadores em Teresópolis quem quiser.

Algo impensável nos clubes europeus.

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Vale lembrar o texto do dia 21 de julho de 2016.

"Neymar, 100 milhões de euros, R$ 360 milhões. Gabriel Jesus, 40 milhões de euros, R$ 144 milhões. Marquinhos, 30 milhões de euros, R$ 108 milhões. Felipe Anderson, 19 milhões de euros, R$ 68 milhões. Gabriel, 15 milhões de euros. R$ 54 milhões.

"Somado o restante da Seleção Olímpica são R$ 850 milhões.

"O Brasil é o único pentacampeão do mundo.

"A revelação da prisão de um grupo brasileiro ligado ao Estado Islâmico, que preparava um atentado durante a Olimpíada teria de mudar a rotina na Granja Comary. A segurança envolvendo a valiosa e simbólica Seleção Olímpica segue sendo leve demais. Incompreensível para o momento.

"Na primeira barreira, costumam ficar não mais do que cinco policiais. Na segunda, dois seguranças, que trabalham no condomínio que abriga a concentração. Não há aparelhos de raios X ou detectores de metais nas duas barreiras."

"Qualquer dos campos da Granja Comary fica à vista dos condomínios que cercam a concentração. Os jogadores podem ser observado tranquilamente a olho nu. Quanto mais em alças de mira de fuzis. Se pensar a sério, a concentração que já é ultrapassada, se torna completamente desprotegida diante de atiradores.

"Até porque a concentração fica em uma região alta, cercada de morros, montanhas. Quem quiser subir e ver os milionários atletas treinando, pode enxergá-los. Ainda mais com uma lente de aumento. Sem ser importunado por ninguém.

"Várias famílias assistem aos treinos de suas varandas.

"Sem a menor preocupação dos seguranças.

"A vida segue por aqui como se nada demais estivesse acontecendo no planeta.

"Não estivessem reunidos atletas valiosíssimos.

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"E, infelizmente, alvos em potencial de terroristas.

"Há uma estranha convicção que nada de mal pode acontecer. Atentados estão longe do dia-a-dia brasileiro. Só isso pode explicar esse aparente desleixo com a segurança.

"A falta de revista nas mochilas e mesmo nos jornalistas é uma enorme falha. O que parece simpatia, na verdade é um risco. Se entre nós, estivesse infiltrado um terrorista, seria terrível. Acompanhamos os treinos há cerca de dez metros dos jogadores.

"A imprensa fica à vontade com jogadores em uma tenda com os atletas, treinadores. Como somos poucos, devido ao fracasso na Copa, tudo é à vontade. Não seguranças acompanhando nossas entrevistas.

"A possibilidade de acontecer atentados nunca foi levada realmente a sério na Granja Comary. Se fosse, o time olímpico não estaria aqui. Os campos ficam absolutamente expostos aos condomínios e aos morros de Teresópolis."

Nada aconteceu.

O pior é que nas Eliminatórias também segue o desleixo. Entrei acompanhado de dois amigos no Itaquerão. Fomos cobrir Brasil e Paraguai. Chegamos às 17 horas para o jogo das 22 horas. Ninguém nos revistou. Nem a nós e nem nossas mochilas lotadas pelos computadores, gravadores, cadernos, celulares, livros.

Vários outros jornalistas entraram diretos no estacionamento como nós.

E também não despertaram a atenção dos seguranças.

A CBF precisa despertar.

O Brasil segue como se estivesse fora do mundo.

Não está...
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