2reproducao1 Carile sabe onde está o problema. No esgotamento físico do pequeno elenco do Corinthians
Walter, Léo Príncipe, Marciel, Warian Santos,

Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel e Fellipe Bastos,

Clayson, Danilo, Pedrinho e Kazim.

Estes eram os suplentes do Corinthians, na derrota de ontem, contra o Bahia.

Começaram a partida, Cássio, Fagner, Balbuena, Pedro Henrique e Guilherme Arana; Camacho; Maycon, Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô.

Dos jogadores principais, Pablo, contundido, e Gabriel, suspenso, não jogaram.

E o Corinthians sofreu sua quarta derrota em nove jogos. Segue líder, disparado. Graças à absurda e recordista campanha do Primeiro Turno, conquistando 47 pontos. Somou apenas 11 neste sofrido Segundo Turno.

Faz apenas a 13ª melhor campanha no returno, com 40,7% de aproveitamento. No turno inicial, foram 14 vitórias e cinco empates. Aproveitamento fabuloso de 68%.

A grande pergunta que atormenta os torcedores e coloca em xeque a conquista do hepta Brasileiro, que parecia já estar certa, é a decadência do time. A resposta, Fábio Carile deu a Roberto de Andrade, no início do ano. Detalhou que o elenco era pequeno, de jogadores de qualidade, para a maratona que seria 2017. Mesmo sem a equipe disputar a Libertadores. O presidente corintiano avisou que não teria dinheiro para reforços e ele deveria fazer o que fosse possível.

Carile ganhou o Paulista. Foi eliminado na Copa do Brasil. E, apesar da queda espantosa, vem liderando o Brasileiro. Ele sabe muito bem onde está o seu grande problema. No cansaço de jogadores fundamentais. Eles já atuaram demais. E não há como dar descanso, porque seus reservas deixam muito a desejar, não têm o mesmo nível dos titulares.

Aos 34 anos, Jadson já fez 40 partidas das 61 que o Corinthians jogou este ano. Rodriguinho, 49 jogos. A queda de rendimento dos dois é indiscutível. Assumida até pela dupla. Está mais do que claro que ambos precisariam de descanso. De um revezamento. Mas Giovanni Augusto e Marquinhos Gabriel não conseguem manter sequer um rendimento aceitável. Não há saída. Ruim com, pior sem.

 Carile sabe onde está o problema. No esgotamento físico do pequeno elenco do Corinthians

Jô também se mostra cansado, bem abaixo do início do Brasileiro. Ele já disputou 56 jogos. Como Fagner, titular absoluto da lateral direita, atuou em 48 partidas e só não jogou as 61 partidas porque houve convocações para a Seleção, contusão e suspensão. Balbuena também está nesta maratona, entrou 52 vezes em campo. Assim como Gabriel, com 55 jogos. Cássio é o recordista, já atingiu 60 partidas.

Ou seja, peças fundamentais não conseguem render fisicamente como no início da competição nacional. E os reservas são fracos e não têm mostrado bom futebol, com exceção de Clayson.

E o Corinthians tem uma sequência perigosa de quatro jogos pela frente. Grêmio, na quarta, em Itaquera. Botafogo, no Rio, Ponte, em Campinas. Palmeiras, em Itaquera. A vantagem para o Grêmio hoje é de 9 pontos. Mas se o Santos vencer o Vitória, passará a sete pontos. Ou seja, Carile sabe que seu time precisa reagir, apesar de cansado.

Com o cansaço, chegam os erros.

Como os de ontem quando Fagner e Marquinhos Gabriel proporcionaram os gols do Bahia.

Os departamentos físicos, fisiológicos e de nutrição estão em alerta.

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Mas nada podem fazer.

O esquema 4-1-4-1 de Carile exige demais dos atletas. Uma movimentação constante. E como ele, na prática conta com 15 jogadores, os 11 titulares, mais Clayson, Marquinhos Gabriel, Pedro Henrique e Camacho, a situação está complicada.

O elenco está no limite.

Como o treinador havia previsto.

Não será surpresa se o treinador reforçar o sistema defensivo, que ficou vulnerável. Dobrou a média de gols sofridos no segundo turno, quando a equipe foi apenas nove vezes vazada, em 19 partidas. Agora são nove gols em nove jogos. Ficou mais fácil atacar o Corinthians. O time não tem força física para manter a intensidade no preenchimento dos espaço. Isso é cada vez mais óbvio.

A diretoria tem mantido a palavra e mantido em dia os salários. Além, lógico, de avisar que há uma grande premiação, em caso de conquista do Brasileiro. É o máximo que pode fazer.

Restam ainda dez jogos para terminar o Brasileiro.

Os atletas sabem que precisam fazer um último sacrifício.

Dentro deste cenário, ter sido eliminado da Copa Sul-Americana, acabou sendo uma bênção na luta pelo Brasileiro.

Só que não está fácil.

O time tem ficado extenuado após as partidas.

Exatamente como foi previsto em janeiro.

Agora Carile busca solução para um último sprint.

Para não perder um título que parecia mais que garantido...
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