134 1024x614 Brasil decepcionante e individualista, contra o time misto da Inglaterra. 0 a 0. Fica o alerta
O último amistoso do Brasil, em 2017, foi um aviso. O time de Tite teve um comportamento decepcionante. Não conseguiu se impor diante da Inglaterra, em Wembley. O time britânico tinha sete desfalques. Mas conseguiu travar a Seleção usando a estratégia, o foco na marcação. Sem violência, mas com muita força física. Neymar foi se irritando. E matou diversos contragolpes, tentando insistentemente driblar, quando deveria tocar a bola. O grande erro do Brasil foi centralizar as jogadas, favorecendo a marcação. Philippe Coutinho tem grande responsabilidade, porque esqueceu o lado de campo. Não houve triangulações entre Neymar e Marcelo e Daniel Alves e Coutinho.

Pior para Gabriel Jesus para o ataque brasileiro.

A Seleção só melhorou quando Willian entrou no lugar de Coutinho. E Neymar passou a tocar de primeira. Mas não houve tempo para a vitória. No final, um frustrante 0 a 0.

Fica o aviso.

Na Copa do Mundo, jogadores fundamentais do Brasil, como Neymar e Coutinho não podem forçar dribles e tentar atacar, de qualquer maneira, pelo meio. O individualismo dos dois pode travar toda a movimentação ofensiva brasileira.

Que Tite leve a lição para 2018.

Na Copa do Mundo, o Brasil precisa Neymar jogando para o time.

Seja o adversário que for.

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A sensação do jogo em Wembley foi que o Brasil não poderia saber que a Inglaterra não teria sete jogadores. O meia Dele Alli e o atacante Harry Kane, destaques da time, o também meia Winks, o lateral Delph, o meia Jordan Henderson, o atacante Sterling e o goleiro Jack Butland. Houve uma desconcentração. Os atletas entraram sem a tradicional gana, intensidade, vibração. Ledo engano.

Gareth Southgate colocou em campo jovens revelações, destaques no excelente trabalho de base que a Inglaterra faz. E os orientou a atuar com personalidade, respeitando fielmente o esquema 3-6-1, com a variações para 4-1-4-1. O importante era travar o potencial brasileiro intermediária e nas laterais. Com atletas fisicamente fortes, rápidos, com ótimo potencial defensivo e levando muito a sério o amistoso, seria necessário muito jogo coletivo para o Brasil superá-los.

Mas foi o que não aconteceu.

Tite tinha seu time dos sonhos. E que com o qual deseja disputar a Copa. Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Renato Augusto, Paulinho, Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus. Era de se esperar um desempenho marcante. Ainda mais contra o time misto da Inglaterra, é bom falar a verdade, não se deixar enganar.

Mas diante de uma marcação forte, exasperante, o Brasil cometeu um pecado básico. Centralizou a partida. Seus jogadores decidiram atacar pelo meio. Justo onde havia inúmeros ingleses. As tabelas sonhadas por Neymar e Philippe Coutinho não deram certo. E logo veio o pior de Neymar. Quanto mais ele perdia a bola, mais se irritava. E tentava decidir a partida sozinho, no país onde ele é muito rejeitado. E considerado pela imprensa e por torcedores como um talento, mas que adora fingir que sofreu faltas e enganar os árbitros.

Neymar não fingiu. Mas sabotou os raros contragolpes brasileiros, com a defesa britânica aberta. Sempre prendendo a bola e querendo dar seu show particular. Além disso, estava mal posicionado, no meio. E não na ponta esquerda, onde rende muito mais. E faz triangulações importantes com Marcelo. Não. Ele preferiu atuar no meio.

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Philippe Coutinho estava também em péssima jornada. Ele pegava a bola, abaixava a cabeça, cortava para o meio e encontrava inúmeras pernas inglesas para cortar suas investidas. E ele procurava apenas Neymar para passar a bola. Algo estranho e que facilitava ainda mais o trabalho inglês. Daniel Alves e Marcelo ficaram abandonados e muito bem marcados.

No primeiro tempo, não houve sequer uma chance real de gol.

Tite precisa aproveitar tudo de errado que aconteceu nestes 45 minutos e repassar várias vezes para seus atletas assistirem. Principalmente Neymar e Philippe Coutinho. Eles são fundamentais na parte ofensiva brasileira. Se tiverem atuações parecidas, qualquer adversário na Copa do Mundo complicará a partida para o Brasil. Ambos foram mal demais.

Os ingleses não tinham nada a ver com isso. Tratavam de seguir o que foi treinado. Mesmo atuando em Wembley, a responsabilidade da vitória era brasileira. O empate já seria um grande resultado.

No segundo tempo, Tite voltou com os mesmos jogadores. Só que Neymar estava aberto na esquerda, onde é o seu lugar. Philippe Coutinho já procurava atacar pela direita. Havia espaço para Paulinho e Gabriel Jesus. Como também o irritadiço Daniel Alves e Marcelo participariam mais do jogo.

A segunda etapa fluiu de vez quando Willian entrou no lugar de Coutinho. Muito mais agudo, incisivo, objetivo. Mas Neymar ainda exagerava na condução da bola. Quando tocava de primeira, o perigo para os ingleses era real. Pena que foram poucas as vezes.

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Mas pelo menos, uma atuação mais coletiva rendeu mais firmeza ao time. Os ingleses perceberam que o rival estava mais difícil de marcar. E foi assim que Neymar conseguiu deixar Paulinho cara a cara com Hart. O chute foi em cima do goleiro. O Brasil, cantado em verso e prosa, como um time renascido, criou sua primeira grande chance de gol, aos 39 minutos do segundo tempo.

No final, 0 a 0 justo.

O tempo que a Seleção perdeu sendo individualista foi precioso.

Era o cartão de visita do time de Tite para a Europa.

E foi frustrante.

Mas pode ser excelente.

Se servir de lição.

Os erros foram graves.

Se acontecessem durante a Copa traria problemas.

O Brasil não pode travar.

Só porque Neymar decide menosprezar os adversários.

Philippe Coutinho jogue errado, tenso, indeciso, sem visão.

Daniel Alves se irrite por ser anulado.

Gabriel Jesus aceite, passivamente, não receber bola.

E Paulinho fique sem espaço para respirar.

Que Tite estude, de verdade, as lições que o frustrante 0 a 0 ofereceu.

Futebol europeu de elite é muito diferente do jogado na América do Sul...
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