212 Brasil 4, Austrália 0. Dos inúmeros testes feitos por Tite,  Philippe Coutinho provou que pode ser o protagonista do time, na ausência de Neymar. Diego Souza, tem condições de atuar como pivô. Douglas Costa e, principalmente, David Luiz fracassaram novamente...

O Brasil reserva não teve a menor dificuldade para vencer a Austrália, em Melbourne. Mesmo com as oito mudanças na equipe principal feitas por Tite, a Seleção venceu os limitados australianos por 4 a 0. O teste mostrou que Philippe Coutinho pode assumir a liderança técnica do time. No caso de Neymar, por alguma circunstância não possa ser escalado.

Douglas Costa outra vez foi muito mal, individualista, egoísta. Diego Souza pode, eventualmente, ser o pivô que tanto o treinador brasileiro busca. Muito mais efetivo e produtivo do que Roberto Firmino, como o reserva de Gabriel Jesus. Rodrigo Caio também mostrou firmeza, personalidade na zaga. Já David Luis, inseguro demais como zagueiro, não serve nem como primeiro volante. Extremamente faltoso. Sem noção de distância ou velocidade.

Diego Souza marcou dois gols, o primeiro deles, aos doze segundos, o gol mais rápido da história da Seleção. Taison e Thiago Silva fizeram os seus. O placar de 4 a 0 foi até pouco. Mesmo com o Brasil não mostrando um futebol empolgante. E nem poderia, já que a equipe era completamente desentrosada. Na verdade, o que importava era a atuação individual dos que brigavam por uma vaga no grupo. Pela primeira vez com Tite, o conjunto estava em segundo plano.

O amistoso marcou o primeiro ano de Tite no comando da Seleção. Ele assumiu no dia 20 de junho de 2016. E acumula, com a partida de hoje, dez vitórias e apenas uma derrota. Oito vitórias seguidas nas Eliminatórias, fazendo o Brasil a ser o primeiro país a conseguir vaga para o Mundial da Rússia no gramado.

"O objetivo foi alcançado. Dar aos atletas todos a oportunidade. Que bom que o resultado veio, não só o desempenho", dizia, feliz, Tite.

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O treinador sabe que tinha motivos para sorrir. Os dois amistosos na Austrália tinham como objetivo muito mais do que mostrar que a Seleção pode viver sem a Globo. O treinador quis aproveitar essa data Fifa para fazer o que os seus antecessores, Mano, Felipão e Dunga não puderam. Testar de verdade atletas. Como o aval de quem tirou o Brasil do Inferno de Dante nas Eliminatórias e o fez pousar na Copa, Tite convenceu Marco Polo a deixar jogadores fundamentais neste passeio pela Oceania.

E a Seleção se viu sem Neymar, Daniel Alves, Marcelo, Casemiro, Miranda e Marquinhos. Além da indefinição irritante e perigosa em relação ao goleiro. Alisson não tem a confiança total de Tite. Nestes treinamentos, o técnico pôde avaliar Diego Alves e Ederson, disparado o melhor arqueiro do país. Não foi comprado pelo Manchester City por RR 179 milhões, o segundo goleiro mais caro da história. Só Buffon custou mais caro à Juventus.

Tite viu seu time misto fazer frente, mas perder para a Argentina completa, inclusive com Messi, por 1 a 0. E se livrar da invencibilidade, algo que ele não cultuava e o incomodava. Perdeu um jogo de testes. O transformou em partida para os reservas.

Mas havia a segunda partida, contra os fracos donos da casa. A Austrália. Equipe que está lutando com Japão e Arábia Saudita pela vaga na Copa do Mundo. O time do grego Ange Postecoglou tinha músculos, altura, obediência, velocidade. Poderia disputar, com sucesso, o pentatlo na Olimpíada de 2020, no Japão. Mas faltava técnica com a bola nos pés.

Para não deixar dúvida, logo no início da partida, aos nove segundos, que Giuliano tomou a bola do time australiano e serviu Diego Souza. O meia, que Tite enxerga como pivô, invadiu a área e bateu cruzado. O fraco goleiro Langerak falhou. 1 a 0, Brasil.

O time brasileiro tinha Rafinha, Thiago Silva, Rodrigo Caio e Alex Sandro na defesa. David Luiz como primeiro volante. Paulinho, Giuliano, Philippe Coutinho e Douglas Costa no meio de campo. E Diego Souza como pivô.

Por partes, Rafinha não mostrou consistência nem para marcar ou para apoiar. A caminho dos 32 anos, está longe do seu auge. Fagner é melhor reserva de Daniel Alves. Thiago Silva tem técnica e joga com personalidade. Partidas de menor importância para a Seleção, como amistosos como o de hoje. É um eterno risco. Rodrigo Caio segue com atuações sérias, competentes, firmes. Pode fazer parte do grupo de 2018. Alex Sandro pode seguir sendo cobiçado pelo Chelsea, muito valorizado na Juventus. Mas com a camisa amarela não rende a metade de Filipe Luís, reserva de Marcelo.

213 Brasil 4, Austrália 0. Dos inúmeros testes feitos por Tite,  Philippe Coutinho provou que pode ser o protagonista do time, na ausência de Neymar. Diego Souza, tem condições de atuar como pivô. Douglas Costa e, principalmente, David Luiz fracassaram novamente...

David Luiz é um jogador que tem a simpatia de todos. Imprensa, Comissão Técnica, torcedores. Mas demonstra que o italiano Fabio Capello não escondeu em um um simpósio no Rio. "Ele não sabe marcar." David Luiz já mostrou que não funciona como zagueiro. Tite apostava que iria redescobrir a sua posição, o colocando como volante. Só que o jogador se mostra lento na cobertura das laterais e muito faltoso. Mesmo contra os truculentos e toscos australianos.

Paulinho teve de se desdobrar. Acabou sobrecarregado. Tite sabia que David Luiz poderia fracassar e colocou seu jogador de segurança para travar a intermediária. Giuliano foi sacrificado. Teve de atuar aberto na direita. E lá, não conseguiu render.

Philippe Coutinho teve o privilégio de atuar livre, solto no meio de campo. Só se preocupando com a parte ofensiva. Atuou como protagonista. Sem precisar amarrado a um dos lados do campo, quando Neymar está no time. Sem essa tensão, pôde mostrar seu poder de articulação. Mesmo diante da Austrália, o que pesou foi sua movimentação, a dinâmica que impôs ao Brasil. Estava, no entanto, mal acompanhado.

Douglas Costa é um caso sério. Jogador que Tite adora, mas que não consegue render na Seleção. Individualista, estraga inúmeros ataques tentando forçar dribles de cabeça baixa. Insiste em chutes precipitados com outros jogadores livres. Não é pálida sombra do ótimo atacante do Bayern. Foi mal outra vez hoje. O Brasil melhorou quando Taison entrou no seu lugar.

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O primeiro tempo terminou 1 a 0, com o Brasil não conseguindo convencer. No segundo tempo, os australianos cansaram de correr atrás dos brasileiros. E a goleada se concretizou, graças também à entrada de Willian e, principalmente de Fernandinho, no lugar de David Luiz. Thiago Silva marcou aos 16, Taison, aos 29, e Diego Souza, fez mais um, aos 47 minutos. 4 a 0.

O jogo dos testes valeu.

Que Tite seja criterioso e justo nas análises.

Não comemore apenas Diego Souza, Thiago Silva, Philippe Coutinho.

Principalmente com duas grandes apostas que fracassaram.

David Luiz e Douglas Costa.

O Brasil volta a campo no dia 31 de agosto.

Pelas Eliminatórias, contra o Equador.

Em Porto Alegre, como desejava o técnico brasileiro...

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