535 Borja mantém o Palmeiras vivo. 2 a 2 na batalha com o Cruzeiro. Ótimo para o Corinthians
Borja evitou um desastre para o Palmeiras. Com dois gols, o colombiano manteve a esperança de os comandados de Alberto Valentim tirarem o título do Corinthians. Em uma batalha épica, os palmeirenses imprensaram o Cruzeiro no seu campo. Mas acabou marcando um gol contra inacreditável. E um golaço, com gosto de vingança, complicaram a situação dos paulistas. Só que Borja lembrou seus tempos de Atlético Nacional e marcou dois gols típicos de centroavante. E garantiu o 2 a 2.

Houve um pênalti não marcado em Keno. Heber Roberto Lopes anulou outro gol de Borja, em um lance muito, mas muito duvidoso. O colombiano mal encostou em Manoel, que desabou, simulando ter sido empurrado. Os lances prejudicaram o Palmeiras.

Fábio teve outra grande atuação, fez ótimas defesas.

A distância para o Corinthians caiu mais um ponto. Está a cinco pontos do Palmeiras. O clássico segue fundamental em Itaquera. Não terá a enorme dramaticidade se houvesse a vitória verde. Os corintianos respiram aliviados com o empate. Mas o Brasileiro segue aberto.

A torcida que lotou a arena aplaudiu de pé os palmeirenses. Reconheceu o esforço na batalha contra os mineiros. Mas o gosto de frustração era evidente. Bastasse vencer que o clássico de domingo em Itaquera poderia marcar a troca do líder do Brasileiro. O clássico não terá esse poder. O máximo que poderá acontecer será o time de Alberto Valentim ganhar e ficar a dois pontos do rival, faltando seis rodadas para o Brasileiro acabar.

Os jogadores e o técnico Alberto Valentim combinaram, antes do jogo, dizer aos repórteres que o foco do time é estar no G4 e disputar a Libertadores. O que é mentira. Lógico que todos só pensam em conquistar o Brasileiro, com a enorme titubeada corintiana. Mas não querem assumir o desejo para não frustrarem de novo a torcida em 2017. Já foi assim na Libertadores, Copa do Brasil e Paulista, quando o clube assumiu que disputava os torneios para ser campeão. Não chegou sequer à final de nenhum deles, mesmo com a Crefisa colocando R$ 115 milhões no clube.

"Sinceramente, claro que esperávamos uma vitória, mas pelo que apresentamos diante de uma grande equipe, saímos felizes. Ficamos duas vezes atrás e quase buscamos a virada. Acho que dos quatro jogos do Alberto, esse foi o melhor jogo. Enfrentamos uma equipe muito qualificada e conseguimos colocar nosso ritmo. Tem que continuar nesse objetivo de ir jogo a jogo", resumia Moisés.

É o que resta ao Palmeiras. O time não conseguiu vencer uma partida obrigatória. Os três pontos seriam fundamentais para a caça à liderança. Houve o privilégio de entrar em campo apenas hoje, sabendo tudo o que aconteceu na rodada. A derrota do Santos para o São Paulo. A demissão de Levir Culpi. O fracasso do Corinthians diante da Ponte Preta. Era só vencer e trazer para si a chance de chegar à liderança, vencendo domingo em Itaquera.

Só que o Palmeiras não queria se comprometer com a obrigação da vitória. Uma atitude humilde demais, logo após a escalação do time, o locutor da arena, lembrava os 37 mil torcedores entusiasmados, que o 'objetivo do Palmeiras' era ficar entre os quatro primeiros do Brasileiro de 2017. Quem teve essa ideia é de uma covardia sem igual. Um clube com tantas conquistas como o Palmeiras e que tem a chance de ser campeão, não pode tentar disfarçar não querer o primeiro lugar. Pura bobagem, hipocrisia vazia.

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Tanto era verdade que o time estava obcecado pela vitória que Juninho fez um gol contra inacreditável. Fruto de pura afobação de quem queria matar o ataque logo, com pressa, de qualquer maneira. E diante de um cruzamento despretensioso de Diogo Barbosa, Juninho estufou as redes de Fernando Prass. 1 a 0 Cruzeiro, aos cinco minutos de partida.

O que já seria difícil, ficou terrível. Principalmente por dois motivos. Mano Menezes é um especialista em retrancas. E o Palmeiras ainda não está completamente encaixado. O futebol acelerado e sem neurônios da segunda passagem de Cuca ainda está impregnado no elenco. As triangulações e as infiltrações que Valentim quer implantar, inspirada no Napoli de Maurizio Sarri, foram deixadas de lado. Pela pressão, pelo nervosismo, pela ansiedade

Era como se o Palmeiras estivesse enfrentando o Cruzeiro e o Corinthians, ao mesmo tempo. A torcida deixava tudo ainda mais tenso. Daí o absurdo número de cruzamentos para a área cruzeirense. Foram nada mais, nada menos do que 52 bolas levantadas. Algo impressionante. E que mostra um pobreza de recursos do milionário elenco de dar pena.

Keno era o grande atacante palmeirense. Correndo de forma frenética. Tanto que aos 18 minutos, Diogo Barbosa teve de segurar na sua camisa dentro da grande área. Pênalti claro. A jogada aconteceu diante do árbitro atrás do gol. Ele não avisou Héber porque não quis. E comprometeu a arbitragem.

O Palmeiras seguiu forçando. E em uma ótima jogada, Egídio cruzou rasteiro, Dudu desviou de calcanhar, Fábio fez ótima defesa. E Borja empurrou para as redes. 1 a 1, aos 34 minutos. O primeiro tempo acabaria com o time de Alberto Valentim chutando nove bolas a gol. E o de Mano, nenhuma. O gol mineiro foi de Juninho, contra.

O panorama mudou no segundo tempo. Mano adiantou um pouco seu time. E o Palmeiras voltou mais desesperado para vencer. O que deixava incríveis espaços para os cruzeirenses. O time estava aberto para contragolpes. E pagou caro por isso. Aos 18 minutos, Juninho perde a bola no meio de campo. Robinho, ex-Palmeiras, foi lançado. Ele invadiu como quis a grande área e, com muita elegância, apenas encobriu o afoito Fernando Prass. 2 a 1, Cruzeiro. Robinho deixou o Palmeiras magoado.

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Foi mais um sufoco psicológico. O Palmeiras perdeu outra vez toda organização tática. E como um bando, buscou, no coração, na gana, ao menos empatar o jogo. A torcida empurrava o time para frente, de qualquer maneira. E foi assim que Borja, outra vez ele, conseguiu marcar seu segundo gol. Dudu conseguiu ótimo cruzamento. O colombiano dominou a bola e estufou outra vez as redes de Fábio. Gol de personalidade, confiança, presença de área. Alberto Valentim está conseguindo salvar sua carreira.

Eram 40 minutos do segundo tempo. O Palmeiras era a personificação do desespero. Lutou, de forma desordenada, pela vitória. Mas terá de se contentar com o empate. Em vez de três pontos conquistados, um.

Ainda há a esperança de conquistar o Brasileiro.

Ela passa pelo clássico em Itaquera.

A partida será imprevisível...

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