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Bolivar e Guiñazu foram embora. D’Alessandro, Índio e o restante do milionário grupo já sabem. No Internacional só existe espaço agora para um líder. E ele se chama Dunga…

Postado por Cosme Rímoli em 5 de janeiro de 2013 às 09:07 em Sem categoria | 31 Comments

ae12 1024x576 Bolivar e Guiñazu foram embora. DAlessandro, Índio e o restante do milionário grupo já sabem. No Internacional só existe espaço agora para um líder. E ele se chama Dunga... [1]
Fernandão teve uma carreira marcante.

Atacante alto, habilidoso e com ótima visão de jogo.

Surgiu no Goiás, foi para a França.

Foi homem importante nas passagens pelo Marselle e Toulouse.

Até que o Internacional o contratou.

Se tornou um dos ídolos do time.

Não só pelo futebol [2], mas pela personalidade.

Foi fundamental na decisão da Libertadores contra o São Paulo.

E se sacrificou na conquista do Mundial contra o Barcelona em 2006.

Marcou muito como se fosse um volante.

Foi o capitão do time, levantou a desejada taça.

Saiu para o Al-Gharafa do Catar.

Jurou à torcida colorada que um dia voltaria.

Como jogador ou dirigentes.

Depois de uma rápida passagem pelo São Paulo, cumpriu a promessa.

Assumiu o cargo de diretor executivo.

Iria usar a sua experiência para ser um elo entre a diretoria e jogadores.

O cargo o obrigou a discutir salários, cobrar os atletas, discutir.

A conversa era de cima para baixo, já que era dirigente.

Só que a campanha de Dorival Júnior deixou a desejar.

E já amedrontava a diretoria.

O título do Brasileiro estava longe.

Os dirigentes exigiam pelo menos a classificação à Libertadores.

Tinha a folha de pagamento mais cara do futebol brasileiro.

Cerca de R$ 9 milhões.

Com direito a contratação do melhor jogador da Copa de 2010.

A estrela internacional, o uruguaio Diego Forlán.

O clube fraquejava e dava indícios que não conseguiria.

A classificação para a Libertadores estava ficando distante.

Dorival acabou demitido.

Fernandão se propôs e a direção resolveu aceitar a solução interna.

Depois de um ano como diretor executivo, assumiu o cargo.

Foi o seu grande erro.

Ressentidos com as fortes cobranças quando era dirigente, os atletas o rejeitaram.

Não houve a necessária intimidade e cumplicidade entre técnico e time.

Suas preleções, decisões, cobranças e estratégias eram questionadas.

De acordo com repórteres quer cobrem o dia-a-dia do Inter havia quatro líderes no grupo.

Bolivar, Guiñazu, D'Alessandro e Índio.

O conflito entre eles e Fernandão era intenso.

O time despencava no Brasileiro.

O presidente Giovanni Luigi não sabia o que fazer.

Queria ao menos esperar terminar o Brasileiro para tirar Fernandão.

Até que veio a partida contra o Corinthians.

E ele decidiu que Bolivar ficaria no banco.

Os dois jogaram juntos, foram campeões da Libertadores em 2006.

O zagueiro se recusou a ficar no banco de reservas.

Houve uma briga pública, humilhante.

Os outros três líderes teriam tomado partido do zagueiro.

O clima ficou insuportável.

Virou guerra.

O Internacional perdeu para o desinteressado Corinthians, preocupado com o Mundial.

Fernandão foi demitido.

Acabou o Brasileiro.

E o Inter, com sua folha de R$ 9 milhões não chegou a lugar algum.

Não conseguiu sua sonhada vaga para a Libertadores.

E ficou muito longe do título.

O péssimo ambiente fez com que o time acabasse na décima colocação.

A absurdos 25 pontos do Fluminense campeão brasileiro.

Tudo que aconteceu não foi segredo para ninguém em Porto Alegre.

Principalmente para Dunga.

O ex-treinador da Seleção Brasileira e sonho de consumo no Inter.

Giovanni Luigi queria um técnico disciplinador.

E com coragem para enfrentar o difícil elenco.

Principalmente o quarteto.

É absolutamente comum.

Todos os times do mundo, sem exceção, possuem seus líderes.

No linguajar dos jogadores, a panela.

Ao assumir a Seleção, Dunga e Jorginho foram diretos, duros.

Não permitiriam de jeito algum que suas decisões fossem questionadas.

Por ninguém.

Quem não aceitasse estava fora.

Simples assim.

O Brasil tinha Júlio César, Lúcio, Daniel Alves, Kaká...

Luís Fabiano, Felipe Mello, Gilberto Silva...

Juan e Daniel Alves.

Todos se calaram e aceitaram.

Se dobraram ao técnico.

Esse foi o motivo principal que Luigi procurou o treinador.

Ele não acabou capitão do Brasil em duas Copas do Mundo por acaso.

Fiel à sua filosofia, Dunga aceitou o Internacional.

Mas já avisou à diretoria que, seria ele quem mandaria no futebol.

E, como por encanto, o quarteto acabou implodido.

O contrato de Bolivar foi rescindido.

A sua saída aconteceu na quinta-feira, terceiro dia do ano.

E ontem, sexta, Guiñazu, deixou o Internacional.

De maneira supreendente para alguns, preferiu ir para o Libertad do Paraguai.

Não há mais quarteto algum.

Restaram D'Alessandro e Índio.

Mesmo antes de assumir, Dunga já tinha o argentino ao seu lado.

O treinador levou D'Alessandro para visitar suas obras assistenciais.

E tiveram longas conversas sobre o futuro do Inter.

Tudo ficou ajustado.

Ele não será mais problema.

Seus sucessivos ataques de estrelismos acabarão.

O veterano Índio é um líder pacífico, calmo.

Não é de questionar treinador, sabotar o ambiente.

Só cobra a todos por vitória.

Isso o atual técnico colorado até incentiva.

Sem Bolívar e Guiñazu.

E com D'Alessandro controlado, os repórteres do dia-a-dia têm uma certeza.

O time será outro a partir de agora.

Na pré-temporada nas Serras Gaúchas, tudo ficará ainda mais claro.

No Internacional só haverá um líder de agora em diante.

E atende pelo nome de Dunga.

"As palavras se perdem no vento.

Sou um homem de ação", resumiu ontem o técnico.

Não há a menor dúvida disso no Beira-Rio...


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