137 Boicote à Libertadores, proposto por Andrés Sanchez, não é levado a sério por Paulo Nobre. Allianz  retirará seu nome da nova arena. Derrota para o Palmeiras e também para o Corinthians, na eterna busca do naming rights para o Itaquerão...
"Falo por mim, mas, com certeza, o Corinthians abraça a ideia e faz o que tiver de fazer. O Corinthians vai junto com o Palmeiras. Se o Palmeiras falar que não vai disputar, não vamos disputar. O Paulo Nobre (presidente do Palmeiras) sabe que topamos isso.

"O dia que o Corinthians tiver nome lá e a Conmebol falar isso, não joga a Libertadores. Deus queira que o Palmeiras não ceda jamais. Não pode ceder. É um absurdo, a coisa mais ridícula que tem. Isso não existe, estamos no século XXI. Não é propaganda nova no campo para faturar, é nome do estádio, o nome da minha casa. Não tem cabimento. É a maior besteira do futebol da América do Sul."

Foram declarações fortes. Oferta de apoio, solidariedade e até de boicote à Libertadores. Vieram de Andrés Sanchez, deputado federal pelo PT e homem que manda no Corinthians desde 2005.

Foi um recado enviado ao presidente do Palmeiras, Paulo Nobre. Se a Conmebol seguisse exigindo que as placas da seguradora Allianz fosse retirada de sua nova arena, poderia chamar o Corinthians. E os dois abandonariam a competição.

A mensagem foi dada na TV Gazeta, na noite do dia 14.

Conselheiros fizeram questão de avisar Paulo Nobre. Mas o presidente palmeirense a levou como blefe. Não acreditou que o Corinthians fosse solidário a este ponto. E que, na verdade, estava pensando apenas nos seus interesses. Nos seis anos que tenta vender os naming rights do Itaquerão.

E com o clube ainda não tem contrato algum fechado, o Palmeiras seria o bode expiatório. Poderia comprar uma briga sozinho e sair da competição que mais ansiava disputar. E vencer.

Este será o último ano de Paulo Nobre como presidente. Não haverá outra oportunidade para o clube conquistar o sonhado torneio sob seu comando. Resolveu nem prolongar o assunto. Embora pessoas se oferecessem para intermediar a aproximação entre ele e Andrés, o palmeirense não quis saber.

Fez consulta formal à Conmebol. Houve a alegação que na Argentina e no México foi mostrada publicidade de outras empresas, que não patrocinam a Libertadores. A resposta foi que isso não voltará a acontecer. E que está vetada a exibição das placas Allianz Parque. Apesar de estar no contrato do Palmeiras com a seguradora alemã.

O regulamento é claro. "Os clubes mandantes de partidas oficiais da Copa Bridgestone Libertadores, conforme o Manual Técnico: Direitos de Patrocínio, tema obrigação de entregar para seus respectivos jogos o estádio livre de todo tipo de publicidade, inclusive institucional e/ou nomes e símbolos de clubes e/ou instituições que não participam da edição atual do Torneio, com a responsabilidade intransferível de retirar ou cobrir cobrir a exposição comercial das marcas ali presentes."

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O Palmeiras fez seu teatro. 'Ameaçou' levar seus jogos da Libertadores para o Pacaembu. Lá não haveria a necessidade de colocar as placas. Lógico que Nobre não queria. Mas era necessária a chantagem emocional. Pressionar a sua patrocinadora. Se ela exigisse que fosse cumprido o acordo de naming rights faria o clube perder dinheiro e também força de pressão de sua torcida. E seria a Allianz que acabaria ficando como intransigente para a opinião pública.

Lógico que a empresa alemã cedeu, para desespero de Andrés Sanchez. A empresa promete retirar suas placas que nomeiam o estádio. Mesmo tendo comprometido R$ 300 milhões por 20 anos. Há o desejo de evitar colocar panos brancos, como aconteceu na abertura do Brasileiro, em 2015.

A empresa alemã divulgou nota oficial ontem à noite.

"É inegável o espaço que a Copa Libertadores da América conquistou nos últimos anos junto à torcida brasileira. Quem ergue o magnífico troféu ganha também o cobiçado passaporte para enfrentar os melhores times do mundo, normalmente nos gramados japoneses.

A caminhada do Palmeiras rumo a este objetivo começou no dia 3 de dezembro de 2015 com a já histórica conquista da Copa do Brasil. O próximo capítulo se escreve agora, dia 3 de março, quando o Palmeiras entra em campo para receber os argentinos do Rosário Central.

A Libertadores - e tudo a que ela dá direito - é grande demais para que o Palmeiras tenha outra preocupação que não o esquema tático de jogo. Se o fator casa faz diferença em qualquer disputa, imagine-se o peso que não tem o Allianz Parque nesta longa e difícil caminhada? Por outro lado, o torcedor palmeirense acostumou-se a uma casa de alto padrão. Não os condenaríamos a voltar aos tempos de banheiros químicos, quando eles têm o Allianz Parque e todo o conforto e modernidade que ele oferece.

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A WTorre entende que o que está em jogo é muito mais que atender ou não às demandas impostas por quem hoje se diz dono do jogo.

A pedido do Palmeiras, WTorre e Allianz, que batiza a nova casa palmeirense no mais longo contrato de naming rights do País, abrem mão de fazer valer seus direitos. E o fazemos por dois motivos primordiais: primeiro porque, como dissemos em nosso manifesto anterior, não há neste país, quem não saiba o que significa o nome Allianz Parque ou desconheça o seu endereço. Segundo porque também somos torcedores e entendemos a importância da disputa se dar na casa do Palmeiras. Estamos dando valor a quem gera valor."

Não há mais volta.

Será assim até o final da participação do clube na Libertadores.

A cúpula palmeirense estuda uma maneira de compensar a empresa alemã.

A diretoria lamentou muito o atual presidente da CBF, Marco Polo del Nero, estar licenciado. Se não estivesse, seu empenho para tentar reverter a situação seria garantida. Ele é conselheiro vitalício palmeirense.

Apesar do pedido de Paulo Nobre, o coronel Nunes não moveu um dedo para ajudar o clube na Conmebol.

A postura submissa do Palmeiras foi mais uma derrota de Andrés.

O dirigente que tenta intermediar a venda dos naming rights do Itaquerão, desde 2010. Estava eufórico no final do ano passado. Havia bolado mais um plano 'infalível'. Uniria o patrocínio master com o plano sócio torcedor com o nome do estádio. E teria um banco por trás. Conselheiros espalhavam que era o Bradesco. Só que até agora, nada.

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A semana foi cruel com Sanchez. Primeiro, foi divulgada a queda de meia tonelada do teto do estádio. Por pura sorte não aconteceu no dia de jogo. Ninguém acabou ferido. E agora, o Palmeiras, aceita tirar as placas Allianz de sua arena. O que pode espantar interessados na arena corintiana. Deixar de fazer publicidade na principal competição da América do Sul não é nada estimulante.

A solidariedade corintiana não foi levada em consideração.

Muito menos a proposta de boicote à Libertadores.

Pior, foi tratada como puro blefe no Palestra Itália.

E o estádio estará limpo já a partir do dia 3 de março.

Na quinta-feira, contra o Rosário Central, nem sinal da seguradora alemã.

Para profunda tristeza de Andrés Sanchez.

O Palmeiras não o enxerga como o Simón Bolívar dos anos 2000.

Muito longe disso, aliás...
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