1afp1 Bayern foi campeão, derrotou o Borussia por 2 a 1. A final da Champions foi uma aula de futebol moderno. Que Felipão tenha aproveitado o jogo espetacular que assistiu em Wembley. A Alemanha que nos ajude...
Foi a sensação de levar uma sequência de socos.

De civilidade, de esquemas táticos, organização, respeito.

Wembley mostrou o quanto estamos atrasados em todos os sentidos.

A Inglaterra e o mundo viram a Alemanha reconquistar a Europa.

Depois de 12 anos de jejum.

O país e os dois clubes finalistas se reconstruíram economicamente.

Bayern e Borussia seguiram pelo mesmo caminho.

Investimento firme nas divisões de base e gestão profissional.

Foi um caminho longo, difícil.

Sempre vigiados de perto pela Federação Alemã de Futebol.

Ela tem acesso aos balanços dos clubes.

Eles precisam provar que são administráveis.

Ao contrário do que a CBF faz aqui, equipes falidas podem ser afastadas de torneios.

Atrasos de salário é algo impensável, intolerável.

Péssimas administrações fizeram Bayern e Borussia se reestruturarem.

O estádio de Dortmund quase foi perdido por pura incompetência.

O gigante vermelho bávaro acumulava estrangeiros sem potencial e vexames.

Ambos deram a volta por cima usando a seriedade em suas gestões.

Investiram em patrocínio, publicidade, merchandising, venda de produtos.

E dinheiro alto da televisão.

Tudo o que o Brasil está aprendendo agora.

O fracasso na Copa da Alemanha em 2006 foi também importante.

Mostrou o peso da falta de planejamento.

E a necessidade de um trabalho profundo nas bases dos clubes.

Foi demorado, mas deu resultado.

A Alemanha foi para a África do Sul com um time renovado.

Apenas para ganhar experiência, maturidade.

Pela frieza do projeto, a Copa a ser ganha é a de 2014.

Hoje em Wembley havia dez jogadores da Seleção Alemã.

Os dois clubes que se reconstruíram.

Só fortes financeiramente investiram outra vez em estrangeiros.

O Bayern grandes estrelas.

O Borussia, promissores.

E chegaram ao auge em 2013.

A caminhada na Champions foi espetacular da dupla.

Quis o destino que enfrentassem os espanhóis Real Madrid e Barcelona.

O mundo viu assombrado as goleadas germânicas.

O time de Jürgen Klopp ganhou por 4 a 1 do time de Mourinho em casa.

E em Madrid administrou a derrota por 2 a 0 e chegou à final.

Acabou causando a demissão do treinador mais arrogante do planeta.

Já o de Jupp Heynckes foi espetacular.

Humilhou o Barcelona duas vezes.

A primeira por 4 a 0 na Munique.

E em pleno Camp Nou, venceu por 3 a 0.

Mostrou que a eficiência anulou a posse de bola.

Por isso os catalães estão desesperados por Neymar.

Precisam urgente de boas notícias.

Os espanhóis terminaram de joelhos diante dos alemães.

E veio o grande jogo de hoje.

Com um duelo de treinadores sensacional.

O que estava para se aposentar e o novato.

1reuters14 Bayern foi campeão, derrotou o Borussia por 2 a 1. A final da Champions foi uma aula de futebol moderno. Que Felipão tenha aproveitado o jogo espetacular que assistiu em Wembley. A Alemanha que nos ajude...

A organização da festa foi impressionante.

Houve sim um conflito estúpido entre os torcedores fora do estádio.

A polícia britânica soube como acabar com a briga.

Dentro de Wembley houve um grande espetáculo.

Como repete Paul Breitner, ex-jogador do Bayern.

Lateral campeão do mundo em 1974.

"Futebol é show business, não mais um esporte."

Show business, não business apenas, como define Mario Gobbi.

A organização foi fantástica, impressionante.

A rivalidade à flor da pele em um estádio sem alambrados.

Com as torcidas misturadas.

O Borussia querendo mostrar ao mundo sua força.

Desde 1997 não vencia uma Champions League.

Seu time muito bem montado por Jürgen Klopp foi a sensação do torneio.

Misturando compactação, velocidade e eficiência.

Um esquema moderno, com jogadores capazes de marcar e atacar.

Por infelicidade perdeu sua estrela contundida.

Götze teve uma contratura na coxa direita e não pode atuar.

Justo ele que foi comprado pelo próprio Bayern.

O rival pagou R$ 97 milhões pelo meia atacante de 20 anos.

Mais do que qualquer proposta já feita por Neymar.

Ele é habilidoso, veloz e artilheiro.

Sem ele, o Borussia perdeu muito.

Principalmente na efetividade nos contragolpes.

O Bayern estava completo, com suas estrelas.

E absolutamente querendo se livrar da síndrome de vices.

Nos três últimos anos havia perdido duas decisões da Champions.

Para a Inter de Milão em 2010.

E a mais dolorida, diante do Chelsea, nos pênaltis.

Jogando em Munique.

A partida começou de maneira inesperada.

O Borussia marcando a saída de bola do favorito Bayern.

Foi muita ousadia de Jürgen Klopp.

Inteligente, ele travou Schweinsteiger e Javier Martínez.

O Bayern não tinha saída de bola.

Se não fosse pelo goleiro Neuer, que fez duas grandes defesas, tudo seria diferente.

Saiu e abafou o artilheiro Lewandovisky livre na sua área.

Foram 30 minutos de sufoco.

A recuperação do Bayern se deveu ao sacrifício tático.

Robben, Müller e Ribery voltaram e passaram a sair com a bola dominada.

Foi compactação contra compactação.

Com o grande detalhe que a defesa do Borussia não é tão eficiente.

Robben teve duas chances para marcar, cara a cara com Weidenfeller.

Mas ele parecia que iria repetir a fama de tremer em decisões.

Chutou de qualquer maneira, em cima do goleiro.

Na segunda chance, a mais clara, acertou o rosto de Weidenfeller.

2afp Bayern foi campeão, derrotou o Borussia por 2 a 1. A final da Champions foi uma aula de futebol moderno. Que Felipão tenha aproveitado o jogo espetacular que assistiu em Wembley. A Alemanha que nos ajude...

O Borussia foi melhor durante a maior partida do primeiro tempo.

No segundo tempo, prevaleceu o talento do Bayern.

Melhor postado em campo, o time jogava mais perto.

E marcava firme a saída de bola do Borussia.

Os papéis estavam invertidos.

Aos 14 minutos, Ribery descobriu Robben livre.

O holandês invadiu a área e tocou para Mandzukic marcar.

1 a 0, Bayern.

O gol foi uma ducha enorme de água fria no rival.

Por mais que Klopp pedisse que o time adiantasse, estava claro.

A confiança havia ido embora.

Até que houve um lance bobo de Dante.

O zagueiro da Seleção de Felipão se precipitou.

Cometeu pênalti em Reus.

Da maneira menos sutil possível.

Ele acertou um pontapé na sua barriga.

O italiano Nicola Rizzoli não titubeou.

Gündogan bateu com convicção.

1 a 1 aos 21 minutos.

O gol reanimou o Borussia.

A partida ficou eletrizante.

Com chances dos dois lados.

Parecia que terminaria empatada.

Até que a genialidade de Ribery veio à tona.

Em um toque rápido de calcanhar, ele deixou Robben livre.

O holandês invadiu a área.

E se viu diante de Weidenfeller.

Robben vinha de derrotas significativas.

Perdeu a final da Copa do Mundo para a Espanha.

Foi duas vezes vice da Champions com o Bayern.

No ano passado foi inesquecível.

A partida estava na prorrogação contra o Chelsea.

Drogba derrubou Ribery na área.

Pênalti para Robben cobrar.

Ele tremeu e bateu fraco, nas mãos de Cech.

E os ingleses foram campeões em plena Munique.

Desta vez não era possível.

Aos 44 minutos do segundo tempo, Robben chutou.

Pegou mal na bola, mas o suficiente para desviá-la de Weidenfeller.

Ela saiu fraquíssima, apenas tocou as redes.

Mas valeu demais.

Gol do Bayern, campeão da Champions League pela quinta vez.

O clube já havia vencido com toda a facilidade o Campeonato Alemão.

Na semana que vem tem tudo para vencer a Copa da Alemanha.

Depois Jupp Heynckes se aposenta.

E entrega esse time brilhante para um técnico espetacular: Guardiola.

O Bayern foi campeão, mas quem venceu foi a Alemanha.

O estilo moderno, de preenchimento de espaços, objetividade veio para ficar.

Tomara que a sensação de socos no fígado tenha atingido um espectador em Wembley.

Luiz Felipe Scolari foi ver a final da Champions.

E viu o melhor futebol atual.

Bem diferente do toque de bola lento, previsível do Brasil.

Eternamente dependente dos lances individuais.

Que tenha aproveitado a viagem.

Vamos conferir em breve, no próximo domingo já tem a Inglaterra.

Em pleno Maracanã.

Que a Alemanha nos ajude...
3afp1 Bayern foi campeão, derrotou o Borussia por 2 a 1. A final da Champions foi uma aula de futebol moderno. Que Felipão tenha aproveitado o jogo espetacular que assistiu em Wembley. A Alemanha que nos ajude...

http://r7.com/47fm