a17 Barcos e Felipe entraram para a história. Conseguiram o milagre de ganhar um grande aumento mesmo com o rebaixamento dos seus times. Palmeiras e Corinthians alcançaram essa façanha...
"Nós vamos dar aumento.

Mas não vai ter luvas, não.

Não vai."

A declaração é do entusiasmado Arnaldo Tirone.

Comemora um dos últimos atos como presidente do Palmeiras nesta vida.

Depois de toda omissão e incompetência nunca mais terá o cargo.

Ganhará o absurdo posto de membro vitalício do Conselho de Orientação Fiscal.

Ficará no cargo enquanto estiver vivo, como ex-presidente.

Mas o que vale destacar é o motivo da alegria de Tirone.

Ele só faltou dar cambalhotas porque no novo contrato de Barcos não haverá luvas.

O argentino acaba de entrar em um seletíssimo grupo.

Formado no Brasil por apenas um jogador, nos últimos dez anos.

Felipe, goleiro reserva do Flamengo.

Ele havia sido o pioneiro.

O jogador a ganhar um grande aumento com seu time sendo rebaixado.

Foi o que aconteceu em 2007, quando defendia o Corinthians.

Andrés Sanchez, recém empossado, havia prometido que daria.

Mas, ingênuo, esperava que Felipe recuaria com a queda para a Série B.

Andrés chegou a avisar a parceiros que faria o jogador mudar de ideia.

Felipe não recuou.

O então presidente ficou irritado com a postura do goleiro.

Discutiram e o dirigente avisou que Felipe o jogador teria vida curta no Parque São Jorge.

Ele apenas esperou.

Felipe era ídolo da torcida.

Em 2010, Andrés estava chefiando a delegação brasileira na África.

Quando soube que o goleiro havia deixado a concentração corintiana.

Queria ser negociado com o Braga.

O dirigente mandou que fosse afastado do grupo.

E ele acertou sua saída para o clube português.

Mas de 2008 a 2010 embolsou o aumento de salário, que veio no ano do rebaixamento.

Barcos segue pelo mesmo caminho.

O atacante foi uma aposta de Luiz Felipe Scolari.

Perambulava pelo mundo, sem se firmar como grande ídolo.

Conseguia dinheiro razoável com luvas e salários.

Até que foi parar no Palestra Itália.

Conseguiu viver o melhor ano de sua carreira.

Com direito até a despertar a atenção de Sabella, treinador da Argentina.

Barcos nunca pensou que tivesse tal honraria.

Tudo pelo sucesso no Palmeiras.

Só que seu salário se tornou baixo.

Quando acertou, como jogador desconhecido, era ótimo.

R$ 150 mil mensais.

E estava feliz da vida com a duração do compromisso.

Até 2015.

Para um atleta que vivia mudando de times e países, estaria com a vida tranquila por dois anos.

Só que seu sucesso mudou todo o cenário.

Ainda mais com Valdivia ganhando R$ 500 mil.

O chileno, disparado o pior custo/benefício do País, serviu de parâmetro.

O irmão e empresário David Barcos mostrou ser um absurdo.

Se o atacante se desdobrava em campo...

Único jogador do Palmeiras em uma seleção...

Não poderia nunca receber menos de um terço do chileno.

Com o rebaixamento, David ganhou outro argumento.

Sabella não convocaria um jogador da Série B do Brasil.

Se Felipão chamasse alguém da Segunda Divisão argentina seria crucificado.

David tratou de oferecer seu irmão ao mercado europeu.

Foi constrangedor a entrevista que deu para o site italiano TuttoMercato.

"A ideia é não ter Barcos jogando a Série B com o Palmeiras.

Ele está na seleção argentina.

À procura de um lugar para permanecer com um nível elevado de futebol.

e poder continuar a ser convocado."

Foi além.

Perguntado se havia uma negociação com qualquer equipe italiana, lamentou.

Só faltaram as lágrimas.

"“Infelizmente, no momento, são apenas rumores.

Nenhum clube italiano falou comigo, mas o Barcos quer jogar o Campeonato Italiano.

Na Itália, há, sem dúvidas, muitas equipes para o meu irmão.

Sem dúvida, uma oferta da Itália seria cuidadosamente considerada.

Qualquer pessoa que planeja levar Barcos, pode contatar-me.

Porque, repito, estamos dispostos a considerar uma proposta."

Arnaldo Tirone ficou apavorado.

Havia dito a David e a Barcos que daria um gordo aumento ao atacante.

Isso quando ainda sonhava com a reeleição.

Tinha intenção de usar o argentino como cabo eleitoral.

Só que o dirigente acordou para a vida.

Percebeu que não teria a mínima chance, sem apoio de ala alguma.

Desistiu do pleito, mas não do aumento.

Se o COF o impedia de contratações irresponsáveis, aumento ele podia dar.

E deu.

Fechou com os Barcos Brothers uma equiparação a Valdivia.

O contrato que iria até 2015, passou até 2017.

Com a leve mudança de R$ 500 mil mensais.

A confirmação vem de conselheiros da situação.

E dos ligados aos candidatos Paulo Nobre, Sérgio Pellegrin e Décio Perin.

Tirone está se sentindo o Obama da Água Branca.

Um estadista.

Pagará o triplo e mais um pouco.

Segurará um jogador que já tinha contrato.

"Mas não pagarei luvas", avisa, com voz firme, o novo Barack.

A conta do aumento até 2017 fica quem suceder o estadista.

Assim, Barcos se junta a Felipe.

Eles formam o clube seleto.

Dos atletas rebaixados e que foram premiados.

Corinthians e Palmeiras conseguiram essa façanha.

Assim fica mais gostoso beijar qualquer camisa...

a22 Barcos e Felipe entraram para a história. Conseguiram o milagre de ganhar um grande aumento mesmo com o rebaixamento dos seus times. Palmeiras e Corinthians alcançaram essa façanha...

http://r7.com/J038