1reproducao8 Atuações de Hernanes são cúmplices. E São Paulo decide: quer Kaká em 2018
Leco e Vinicius Pinotti andam orgulhosos no Morumbi. Até que enfim, o São Paulo, tricampeão mundial, está distante da zona do rebaixamento. A felicidade da dupla não é só de dirigentes que parecem de time pequeno, felizes por escapar da Segunda Divisão. O maior orgulho dos dois tem nome Hernanes.

As indicações eram as piores possíveis. Como foi publicado no blog.

O meia pertence ao Hebei China Fortune.

O treinador chileno Manuel Pellegrini não quis seguir trabalhando com ele. Como houve uma modificação nas regras do futebol chinês, apenas três estrangeiros podem estar em campo, em cada time. Ele preferiu ficar com o brasileiro e ex-São Paulo, Aloisio, com o argentino Ezequiel Lavezzi, com o marfinense Gervinho e o camaronês Stéphane Mbia.

Hernanes deixou a Juventus em fevereiro deste ano. Foi vendido por 8 milhões de euros, cerca de R$ 25,2 milhões para os chineses. Assinou contrato de dois anos. Receberia, de acordo com imprensa italiana, R$ 2,2 milhões mensais. Só que o meia foi muito mal. Não conseguiu se firmar no time. E Pellegrini o considerou dispensável.

Leco e Pinotti souberam da possibilidade da volta. E sem consultar Dorival Júnior, trataram de fechar o retorno do jogador. Não quiseram nem se aprofundar nos motivos pelos quais não se adaptou à China. E contrataram por empréstimo. Um ano. Só pagando salários. R$ 500 mil mensais. O Hebei seguirá pagando o resto.

Muitos conselheiros ficaram preocupados. Afinal, ele só conseguiu fazer seis partidas pelos chineses. Muitos disseram ser mais uma contratação nostálgica e que não iria dar certo. Além de comprometer R$ 500 mil mensais.

Dorival Júnior não poderia se colocar contra. O time se debatia na zona do rebaixamento. Hernanes percebeu que não era uma unanimidade. Mas vivido e inteligente como é, percebeu o baixo nível do futebol brasileiro. E percebeu que não teria o menor problema em se encaixar no São Paulo. Com condições de se tornar o grande líder da equipe para fugir da Segunda Divisão.

Dorival deu toda a autonomia que não teve como Pellegrini para atuar onde mais gosta. Quase como um terceiro volante. Não chega a ser um meia clássico. Tem ótima noção de marcação. Perdeu as arrancadas, os dribles são mais raros. Os trocou pela visão de jogo, os lançamentos, as assistências. Se aprimorou na Europa como cobrador de faltas. E também desenvolveu a pontaria com os dois pés, nos arremates a gol.

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Logo se transformou não só em destaque do time, como um dos melhores jogadores do próprio Campeonato Brasileiro. Há quem defenda sua convocação para a Seleção Brasileira. Algo que Tite ainda descarta.

Se dentro do campo está sendo importantíssimo, fora dele, se tornou fundamental. Capitão, virou o grande líder que Dorival Júnior precisava. Ele vai muito além de Lugano. Ele não só motiva os companheiros e vai para o banco como o uruguaio. Ele mostra como se fazer.

O São Paulo tem sorte. Os chineses seguem não querendo Hernanes de volta. Seguem cegamente o que Pellegrini decide. Leco e Pinotti querem o jogador em definitivo. E vão negociar. Hernanes também quer seguir no Morumbi.

O sucesso de Hernanes acabou motivando Leco a finalmente se posicionar. Apesar de sua postura pública, o presidente não sabia se valeria a pena apostar na terceira passagem de Kaká pelo Morumbi. Aos 35 anos, ele já se despediu do Orlando City. E está entre voltar a jogar no São Paulo ou se aposentar. O jogador reclamava de dores crônicas e não conseguia ter grandes partidas no Campeonato Norte-Americano.

Ídolo do clube, melhor do mundo em 2007, Kaká sempre foi um atleta caro. A direção acredita que ele deverá pedir cerca de R$ 800 mil para seguir jogando em 2018. O clube buscaria parceiros para bancar R$ 500 mil. E gastar só R$ 300 mil. Por um contrato de um ano. Na verdade, depois do Paulista, as duas partes fariam uma reavaliação. Se tudo estaria dando certo.

Pinotti, que partiu de torcedor para dirigente, após emprestar R$ 12 milhões para o clube contratar Centurión, é o mais entusiasmado. Acredita que Hernanes mostrou. Para o futebol brasileiro, Kaká pode ainda 'deitar e rolar', expressão que conselheiros afirmam ter ouvido do executivo.

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"É muito difícil falar sobre isso. É claro que a grande possibilidade pela história que tenho com o clube seria o São Paulo. O vínculo que tenho com o São Paulo é muito forte. Mas é ruim e não gostaria de falar nisso nesse momento agora porque o São Paulo está disputando o campeonato. O Dorival está disputando.

"Hoje o clube está fora do rebaixamento, mas brigando em uma situação complicada. Não quero que meu nome surja agora em um momento no qual o São Paulo precisa pensar nele. Até o ano que vem muita coisa vai acontecer e eu sigo na torcida pelo meu São Paulo", disse Kaká à radio Orlando.

Mas em toda entrevista que deu ao atuar no futebol norte-americano por três anos, ele sempre se referiu à uma volta, à uma despedida do futebol brasileiro. E sempre citou o São Paulo como o último clube no qual gostaria de jogar.

A situação é simples.

As atuações de Hernanes animaram a cúpula do São Paulo.

Viraram cúmplices.

O clube vai abrir as portas do Morumbi para Kaká em 2018.

Ano que Leco promete que o time não irá brigar apenas para não cair...
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