Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...
Nunca uma diretoria do Palmeiras torceu tanto pelo Corinthians.

Paulo Nobre só faltou mandar rezar missa.

Estava desesperado pela liberação do dinheiro da Caixa para o rival.

Era fundamental que o dinheiro da estatal fosse liberado.

Foram três meses de angústia.

Mas o dinheiro público estará estampando a camisa corintiana.

Os R$ 31 milhões continuarão a jorrar nos cofres.

Além da séria perspectiva de a estatal batizar o Itaquerão.

Nobre já preparou rojões.

O motivo é óbvio.

O Palmeiras está mergulhado em dívidas.

O clube deve R$ 287 milhões.

Levantamento da consultoria BDO é cruel.

Mostra que entre os clubes ricos do País foi o pior administrado.

Nos últimos cinco anos, a dívida cresceu 320%.

Em 2008 devia R$ 68 milhões.

As administrações Luiz Gonzaga Belluzzo e a de Salvador Palaia são as vilãs.

Foi quando o clube abriu os cofres e gastou o que não tinha.

Fez excessos absurdos.

Teve Luxemburgo, Muricy, Felipão.

Diego Souza, Kléber, Valdivia.

Aliás, Valdivia continua no clube.

E custando R$ 500 mil mensais.

O chileno já acumula mais de 110 partidas sem entrar em campo.

Mas recebendo em dia.

2reproducao9 Atolado em dívidas, Palmeiras comemora liberação do dinheiro da Caixa ao Corinthians. Sonha em fazer da estatal sua patrocinadora de camisa. Até agora empresa alguma quis ligar a marca ao time da Segunda Divisão...

As dívidas se acumularam e se tornaram insustentáveis.

O clube perdeu credibilidade junto aos bancos.

A ponto de Paulo Nobre estar pedindo dinheiro usando seu nome.

Arnaldo Tirone adiantou todas as cotas de televisão.

O Palmeiras já recebeu o ano passado pelo Paulista de 2015.

Com o rebaixamento para a Série B, patrocinadores viraram as costas ao clube.

O caso Kia Motors foi constrangedor.

No ano passado, o clube deixou que a imprensa e seus torcedores fossem enganados.

O valor fictício de R$ 25 milhões seria o que o clube receberia por sua camisa.

O balanço palmeirense desmoralizou a diretoria passada.

Foi revelado que a Kia nunca pagou mais de R$ 17 milhões.

Tudo ficou ainda mais vexatório.

No final do ano passado, com o rebaixamento, a empresa anunciou sua saída.

Os dirigentes imploraram.

E a Kia aceitou ficar até o Paulista.

Mas pagando apenas R$ 500 mil por mês.

O que daria R$ 6 milhões por ano.

Quantia absurdamente baixa para um clube grande.

"Foi como se o Palmeiras tivesse pedido esmola", desabafa um conselheiro.

Mal acabou o vexame no Paulista, a Kia foi embora de vez.

Não deu abertura para colocar mais dinheiro no clube rebaixado.

Paulo Nobre tem profundos laços com banqueiros.

E é justamente esta proximidade que o fez torcer pelo Corinthians.

Ele sabe que a Caixa Econômica Federal quer bancar outros clubes.

Já tem o Avaí, Atlético Paranaense, Coritiba, Flamengo e Corinthians.

Negocia com o Santos.

Paulo Nobre colocou o Palmeiras na fila pelo dinheiro público.

Os contatos estavam quentes e esfriaram pela ação que bloqueava o dinheiro do rival.

Com a vitória de ontem, a estatal passou a ser sua grande esperança.

Sem patrocínio e sem dinheiro, o clube não fez contratações.

Vai por enquanto com o mesmo time que caiu no Paulista e na Libertadores para a Série B.

Com a obrigação de subir.

Não só por o Palmeiras ser um clube grande, tradicional.

Mas por 2014 marcar o centenário palmeirense.

Seria um vexame absurdo festejar os 100 anos na Segunda Divisão.

Inaugurar sua arena na Série B.

Por isso, Nobre precisa de dinheiro urgente.

Os R$ 287 milhões em dívidas travam o clube.

É preciso dinheiro urgente.

E infelizmente não há discriminação.

O dinheiro público da Caixa seria muito bem-vindo.

Tanto que Paulo Nobre tenta usar toda sua influência no mercado bancário.

Apela a amigos poderosos para a liberação do patrocínio.

Nem sonha com os R$ 31 milhões do Corinthians.

Ou os R$ 25 milhões do Flamengo.

No entanto quer mais do que o banco paga ao Coritiba, R$ 6 milhões.

O desejo é por R$ 15 milhões anuais.

Mas R$ 10 milhões seriam aceitos com muito alívio.

As empresas estão fugindo da camisa verde na Segunda Divisão.

Por isso Paulo Nobre vibrou tanto ontem com a vitória corintiana.

Só ele sabe o quanto está terrível administrar o Palmeiras.

Com os R$ 287 milhões de dívidas que herdou.

E ainda montar um time que garanta o acesso à Série A.

Torcer pelo sucesso do Corinthians é o de menos nesse caos.

Na estreia pela Série B, a camisa verde deverá estar limpa.

Nenhuma empresa quis colocar seu nome no peito dos palmeirenses...
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