Atlético Mineiro e São Paulo no caldeirão chamado Independência. Pela Libertadores. Jogo imprevisível, com consequências e gosto de decisão. Para o futebol em 2013 começar de verdade no Brasil. Felipão tem a obrigação de assistir esse jogo…

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Rogério, Paulo Miranda, Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Denilson e Wellington;

Jadson, Douglas e Osvaldo; Luis Fabiano.

Com Ganso sentado no banco de reservas.

Como segunda opção para entrar.

Aloísio é a primeira.

É assim que Ney Franco colocará o São Paulo hoje em Belo Horizonte.

Logo na estreia na fase de grupos, o time mostrará o que quer da Libertadores.

Contra o clube mais empolgado com a competição.

O Atlético Mineiro no seu caldeirão, no Independência.

Com seu time milionário.

Victor, Marcos Rocha; Leonardo Silva, Réver e Junior Cesar;

Pierre, Leandro Donizete;

Ronaldinho, Bernard e Diego Tardelli; Jô.

Na torcida mineira, a ansiedade.

Depois de 13 anos, o Atlético volta ao torneio mais importante do continente.

Ney Franco sabe muito bem o que vai enfrentar.

Por baixo da pele marcada por 11 anos de Cruzeiro, há cicatrizes.

Foram três anos trabalhando na base atleticana.

Nascido em Vargem Grande, Minas, sabe tudo o que encontrará hoje no Independência.

E sabe de todos os riscos.

Assim como também que uma vitória poderá ser a arrancada que o São Paulo precisa.

A primeira fase da competição, apelidada de Pré-Libertadores, denunciou.

O elenco que tem nas mãos é bipolar.

Depende do quanto estiver focado, centrado.

Depois dos 5 a 0 diante do Bolívar no Morumbi, uma derrota estranha em La Paz.

Por 4 a 3, depois de estar ganhando a partida por 3 a 0.

Mais do que a altitude, faltou mesmo atitude ao time.

O São Paulo se dobrou diante do entusiasmo do adversário.

Da pressão de sua torcida.

O time não vibrou e mostrou falhas gritantes no setor defensivo.

Se acontecer a mesma coisa hoje, o time pode comprometer a Libertadores.

Não que uma derrota seja irrecuperável na fase de grupos.

Não é.

O problema será mostrar firmeza, postura de time que pretende ser campeão.

A equipe dependerá demais não de Luis Fabiano.

Nem de Rogério Ceni, Lúcio.

Ney Franco terá uma preocupação maior com Denílson e Welligton.

Caberá aos dois volantes se desdobrarem para travar o coração atleticano.

Não deixar o sangue ser bombeado às articulações.

E tudo depende de Ronaldinho e Bernard.

Pela estratégia de Cuca, todos os ataques precisam passar pelos dois.

Ainda mais agora com Diego Tardelli e Jô.

O ressentimento com o São Paulo, clube que o lançou, nunca passou.

Ele acredita ter sido desprezado.

Por isso a reestreia de Tardelli será mais do que especial.

Raivosa.

ae13 Atlético Mineiro e São Paulo no caldeirão chamado Independência. Pela Libertadores. Jogo imprevisível, com consequências e gosto de decisão. Para o futebol em 2013 começar de verdade no Brasil. Felipão tem a obrigação de assistir esse jogo...
Jogará com Jô.

Compensam a falta de velocidade com posicionamento.

Eles serão um tormento em cada bola que chegar à área paulista.

Lúcio e Rhodolfo estão longe de um perfeito entrosamento.

O Atlético vai tentar vencer o jogo com a marcação adiantada.

E toque de bola pelo chão.

Evitando cruzamentos aéreos.

Cuca sabe que o atalho para a vitória está no seu time ditar o ritmo do jogo.

Ser veloz e não cadenciado, como o São Paulo gosta.

A folia do Carnaval serviu para disfarçar no Morumbi.

O boa-praça Ney Franco não quis nem saber.

E tratou de fechar o seu treinamento mais importante.

Seus colegas jornalistas ficaram do lado de fora do CCT da Barra Funda.

Foi quando definiu o sistema de marcação do São Paulo.

Se o time tomou quatro gols do Bolívar, o que poderia acontecer hoje.

Ney insistiu em algo que o Corinthians usou muito bem no ano passado.

A marcação copiada dos europeus.

Com exceção de Luis Fabiano que não tem mais fôlego para isso.

Todos atrás da linha da bola.

Com Wellington e Denílson acompanhando individualmente Bernard e Ronaldinho.

Ao retomar a bola, a velocidade de Douglas e Oswaldo abertos.

Com Jadson sendo o esperto, o ágil articulador dos contragolpes.

Por isso, a apatia de Paulo Henrique Ganso ficará no banco de reservas.

Para tentar sobreviver no Independência.

Estádio que o Atlético usa como casa.

Ney sabe muito bem o quanto o estádio é mortal.

Arma nada secreta que o fez virar as costas ao problemático Mineirão.

Alexandre Kalil acredita que Libertadores se ganha pisando no peito do adversário.

E não se importou com os 60 mil lugares do Mineirão.

Prefere os 20 mil do Independência.

Em todo o ano de 2012, ninguém conseguiu derrotar a equipe de Cuca.

A estatística é de gelar os nervos.

Foram 23 partidas, 16 vitórias e sete empates.

O time ainda não perdeu no estádio.

Marcou 50 gols, sofreu 19.

Cuca e Carlinhos Neves já trabalharam no São Paulo.

Conhecem a filosofia que impera no clube.

Além de analisarem profundamente este time de Ney Franco.

Apostam que a solução hoje é mesmo usar o caldeirão.

A pressão do Independência.

Fazer com que o time marque a saída de bola como se enfrentasse um pequeno.

O teipe da vitória do Bolívar foi mostrado para animar, empolgar os jogadores.

Ronaldinho, Jô e Tardelli se seguraram no Carnaval.

Só para este jogo.

Querem mostrar que o Atlético entra para vencer não só a partida, mas a Libertadores.

Rogério Ceni e Lúcio prometem usar toda a sua liderança.

E não permitir que o time baixe a cabeça.

Apostam que o jogo será definido na raça e não na estratégia.

Será uma batalha.

De estilos, de elencos.

De duas equipes com potencial para vencer a Libertadores.

Quem vencer terá uma dose importantíssima de confiança para o que virá pela frente.

Partida com gosto de decisão.

Resultado imprevisível.

Para começar 2013 de verdade no futebol brasileiro.

Que o juiz carioca Marcelo de Lima Henrique não estrague a festa.

E vale exigir para Felipão estar no Independência.

Se ele comemorou, alegre, o carnaval nos camarotes da Sapucaí...

O treinador da Seleção tem a obrigação de estar em Belo Horizonte...

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35 Comentários

"Atlético Mineiro e São Paulo no caldeirão chamado Independência. Pela Libertadores. Jogo imprevisível, com consequências e gosto de decisão. Para o futebol em 2013 começar de verdade no Brasil. Felipão tem a obrigação de assistir esse jogo…"

13 de February de 2013 às 09:43 - Postado por Cosme Rímoli

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Comentários
  • dr. durval
    - 14 de fevereiro de 2013 - 01:03

    José Alfredo: Os americanos, bem como os europeus de modo geral, nada sabem sobre o hemisfério sul. Morei na Europa algum tempo e os conheço bem. Mas neste caso, nao há como discordar. Sorry, man.

    Responder
  • Leandro
    - 14 de fevereiro de 2013 - 00:29

    Kd os Bambis e as Smurfetes? Sumiram... kkkk

    Responder
  • carlos silva
    - 13 de fevereiro de 2013 - 18:52

    Que espetáculo essa foto....a cor ROSA dos fogos de artifício combina com o time do Galo...combina com o Ricky (Richarlison), combina com a LUPO a meia da Loba....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....Hoje São Paulo ganha.....kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Responder
  • Jose Alfredo
    - 13 de fevereiro de 2013 - 18:41

    Caro Dr. Durval, li a reportagem e tive a confirmação. O WSJ é prestigioso sim, como jornal econômico, mas o seu articulista sofre do problema crônico que afeta a cultura americana, não sabe o que acontece do lado de baixo do Big River.

    Responder
  • dr. durval
    - 13 de fevereiro de 2013 - 17:18

    José Alfredo: O WSJ é um respeitável veículo de jornalismo econômico. Se você acompanha o noticiário de economia, você sabe disso. Nao sou petista, muito pelo contrário, sou adversário do lulismo. Mas nao há como negar que os grandes beneficiários dos últimos anos no Brasil foram as classes C e D, com os vários programas assistenciais das gestões petistas. Hoje uma empregada doméstica ou um pedreiro vive muito melhor que há 10 anos. Sem entrar no mérito do acerto ou nao destes programas (eu, particularmente os considero excessivamente assistencialistas),do caráter eleitoreiro dos mesmos, das roubalheiras que há por trás, da manipulaçao de índices, há de se reconhecer que os mais pobres vivem hoje melhor. E que a torcida do time preferencial dos mais pobres melhorou de vida. Só isso. A fonte é boa sim. Ridículo foi aquele bestalhao da CNN chamar um time com o currículo de títulos de pequeno time do Brasil. Só pode considerar o Corinthians um time pequeno, quem nao entende nada de futebol. Ou torcedor fanático e irracional. Abraço.

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  • José Maurício
    - 13 de fevereiro de 2013 - 16:57

    É o seguinte... agora com o Tricolor na parada, essa Libertadores tá com cara de Libertadores. E tem mais: é melhor todo mundo que tá disputando a Liberta ir se preparando, esse time do SPFC tem um ataque muito veloz. Se seremos campeões, não sei. Só sei de uma coisa O CAMPEÃO VOLTOU !!!!!

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  • maria
    - 13 de fevereiro de 2013 - 15:53

    É jogo de final antecipada,de um lado o São Paulo time copeiro acostumado a essas competições,do outro o Atlético que não tem a experiência que um São Paulo mas conta com um bom time.Quanto a torcida,sou da teoria que não ganha jogos,incentiva mas muitas vezes atrapalha pela ansiedade,e a torcida do Atlético tem uma ansiedade contida há mais de 42 anos.Enfim um jogaço que exige cérebro,competência e muita calma,pois é jogo de 180 minutos.Vamos ver quem vai se sair melhor no jogo de ida.E que tenha paz em campo e fora dele.

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  • Guilherme BH
    - 13 de fevereiro de 2013 - 15:03

    Puts... estou trabahando aqui com a cabeça no jogo!!! Não vejo a hora de começar esse jogo e que o galo jogue bem!!! Um abraço vlw Cosme!!!!!!!

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  • José Alfredo
    - 13 de fevereiro de 2013 - 14:49

    Quer dizer então, ô Dr. Durval, que a classe média brasileira cesceu mesmo, está ganhando mais, que em Itaquera, os carros novos correm nas ruas, a população invadem os shoppings. Que o reporter do Wal Street, entende muito de Brasil? Cara, fala outra né!? Acho que o cara está por fora, não serve de exemplo. Longe disso. Sabe como foi reduzido o numero de pobres no Brasil? Por decreto. Segundo programa econômico, são considerados pobres quem ganha no Brasil, abaixo de R$ 70,00 per capita por família. O que fez então o Governo. Concedeu 13 mil bolsas famílias de apenas R$ 2,00 àqueles que ganhavam R$ 69,00. Pronto, deixaram de ficar abaixo da linha da pobreza ganhando agora R$ 71,00, e passaram a viver bem melhor do que com os R$ 69,00, né? O cara não sabe do que fala, ouviu dizer e acreditou. Não conhece o quanto o país "cresceu", qual a sua produção, o índice de inflação, ou mesmo o de inadimplência. Não vamos misturar as coisas, tá!? Muda de fonte!

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  • Neto
    - 13 de fevereiro de 2013 - 14:25

    Não sei porque os corintianos estão falando que o Galo e o Tricolor são times velhos... Esqueram que o time da Caixa perdeu para o time do Banco do São Paulo, e que eles são bem fregueses deles.

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