1divulgacao Atlético e Cruzeiro. O melhor jogo no Brasil amanhã está marcado para o Independência. Partida para quem tem nervos de aço. Talento e rivalidade à flor da pele dos dois lados. Minas Gerais renasceu...
O Grêmio não teve competência para chegar à final.

Pela segunda vez, Luxemburgo fracassou.

E o Inter de Dunga festejou.

No Rio, o Botafogo foi impecável.

Eliminou a necessidade de finais.

O Corinthians jogará amanhã com um olho no Boca.

O Santos tem Neymar e só, equipe decepcionante.

Montillo vinha jogando mal, contundido, não entra em campo.

A melhor final do país acontece em Belo Horizonte.

A partida a ser vista será disputada no Independência.

E marca o renascimento do futebol de Minas Gerais.

O empolgante Atlético coloca à prova o Cruzeiro.

O time de futebol mais vistoso da América do Sul de um lado.

Do outro, o que melhor soube investir no País.

São duas equipes bem longe do Brasileiro de 2011.

Da inexplicável goleada cruzeirense por 6 a 1.

Uma derrota custaria o inédito rebaixamento para a Série B.

O único acerto daquele estranho jogo foi feito por Alexandre Kalil.

Ele não demitiu Cuca.

Com ele e, com o apoio financeiro do BMG, montou um excelente time.

Teve coragem em jogadores desacreditados.

Como Jô, que Juvenal Juvêncio reconhece que renasceu.

Tardelli, que parece ter nascido com a camisa branca e preta.

Richarlyson, queimado no São Paulo.

Pierre nunca jogou tão bem no Palmeiras.

Apresentou Bernard para o cenário nacional.

Uma das melhores revelações dos últimos anos.

Jogasse em São Paulo ou no Rio seria endeusado.

Mas a maior coragem foi ter apostado em Ronaldinho Gaúcho.

Gordo, desinteressado, o meia era motivo de piada nacional.

Sem receber no Flamengo, descontava sua raiva nas noitadas.

Ou até levando mulheres para o quarto em plena concentração.

Parecia acabado para o futebol.

Cuca e Carlinhos Neves o resgataram.

Com o aval de Kalil, com dos dois pés atrás, mas correu o risco.

Teve a visão de trocar Werley por Victor.

Depois de anos, o Atlético passava a ter de novo um grande goleiro.

Réver e Leonardo Silva se entendem atrás.

E são perigosos nos escanteios.

Marcos Rocha chegou até a Seleção.

Leandro Donizete diminuiu os pontapés é também merece destaque.

Enfim, o Atlético tem um time pronto para conquistar a América do Sul.

Só que antes precisa mostrar quem é que manda em Minas Gerais.

Terá um rival à altura.

O sucesso do inimigo mortal fez Gilvan Tavares acordar.

Parar de amaldiçoar as dívidas deixadas pelo Senador.

E buscou empréstimos, parcerias.

Finalmente se convenceu que deveria vender Montillo.

O Santos gastou R$ 16 milhões e ainda cedeu Henrique.

Gilvan fez o milagre da multiplicação.

Soube como investir esses milhões.

Antes de falar do time, vale destacar a coragem dos dirigentes cruzeirenses.

Fosse em São Paulo ou no Rio, seria manchete de todos os jornais.

Enlouquecidos cruzeirenses ameaçam Gilvan de morte.

Se ele confirmasse Marcelo Oliveira comandando o Cruzeiro.

Seu grande pecado era ter sido um excelente jogador do Atlético.

E ter começado sua carreira como treinador na Cidade do Galo.

A insanidade havia dominado a rivalidade.

Gilvan e Marcelo precisaram ser homens para se dobrar.

Covardes, as ameaças eram anônimas.

Marcelo chegou pronto para a guerra.

Havia enfrentado a penúria que o Vasco vive.

O fantasma de salários atrasados, jogadores desesperados.

Voltar para Belo Horizonte e comandar o Cruzeiro era o céu.

Não se importou para os fanáticos e tratou de trabalhar.

Gilvan queria uma estrela a altura de Montillo.

E foi certeiro na busca de Diego Souza.

 Atlético e Cruzeiro. O melhor jogo no Brasil amanhã está marcado para o Independência. Partida para quem tem nervos de aço. Talento e rivalidade à flor da pele dos dois lados. Minas Gerais renasceu...

Ele trouxe respeito nacional ao Cruzeiro.

Depois, Marcelo Oliveira implorou.

E desembarcou Everton Ribeiro, excelente aquisição.

O garoto enxaqueca Dagoberto e Borges trouxeram experiência, vivência.

Ricardo Goulart, a grande promessa.

O batalhador volante Nilton.

Eles se juntam a Fábio, Tinga, Ceará, Léo, Leandro Guerreiro.

Aí a diretoria esnobou e tomou Dedé do Corinthians.

Só que ele veio depois das inscrições encerradas e não disputa a final.

Não é preciso.

Marcelo Oliveira conseguiu montar uma equipe competitiva.

Muito rápida do meio para a frente.

E com bom poder de marcação.

A equipe é promissora e tem animado os torcedores.

O Cruzeiro tem time para encarar o Atlético.

O aperitivo já foi saboroso, na reinauguração do Mineirão.

Vitória do time azul celeste por 2 a 1.

A partida amanhã será no Independência.

Na 'arapuca' como definiu o presidente do São Paulo.

Lá o Atlético não sabe o que é derrota há 33 jogos.

E não entra amanhã para ganhar o jogo.

Mas para mostrar o quanto é melhor do que o rival.

E que está pronto para vencer a sua primeira Libertadores.

Cuca quer fazer do jogo um trampolim emocional.

Já Marcelo Oliveira busca fazer história.

E acabar com a farra atleticana no Independência.

A rivalidade é tanta que a arbitragem será importada.

O paulista Luís Flávio Oliveira apita o clássico.

Não será torcida única para dar mais emoção.

Mas 90% pertencerá ao mandante.

Neste primeiro jogo, os atleticanos.

A partida tem todos os ingredientes para ser a melhor no País.

Não começa só a decidir o inútil Campeonato Mineiro, como todo os estaduais.

Mas mostra qual é o melhor time em Minas Gerais.

A repercussão de quem conquistar o título será enorme.

Por isso tanta tensão nesta decisão.

A aposta, imprevisível.

Só há uma certeza.

Haverá consequências para o campeão.

E principalmente ao time que sair derrotado.

Este é 'o jogo' do domingo.

Minas Gerais renasceu...
2gazetapress 1024x576 Atlético e Cruzeiro. O melhor jogo no Brasil amanhã está marcado para o Independência. Partida para quem tem nervos de aço. Talento e rivalidade à flor da pele dos dois lados. Minas Gerais renasceu...

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