a117 As críticas de Kleina a Tirone foram traduzidas como desrespeito à hierarquia. Assessores de Nobre e Perin as usam como desculpa. E insistem que é melhor contratar um técnico de peso para começar a nova gestão. Mano Menezes e Paulo Autuori  são os mais falados...
César Sampaio já avisou.

O gerente, sem contrato desde dezembro, havia implorado a Gilson Kleina.

Ele tinha de parar de detonar a diretoria pela falta de reforços.

E os privilégios de Valdivia.

Quem tem dois neurônios sabe bem que as críticas são para Arnaldo Tirone.

Assessores tanto de Paulo Nobre como de Décio Perin perceberam.

E qualificam as atitudes como falta de respeito à hierarquia.

Os dois prometeram manter Kleina quando o clube estava lutando para não cair.

Avisar que pretendiam trocar de treinador foi um consenso.

Um alento para tentar animar o time que despencava no Brasileiro.

Rebaixamento consumado.

E com o treinador se mostrando tão revoltado, a vontade de sua manutenção diminui.

No pouco contato que tiveram com Kleina, Décio e Paulo não ficaram impressionados.

Pelo contrário.

Saíram com a mesma impressão.

A de um técnico querendo vencer, trabalhador.

Mas levam em conta seu currículo.

O Palmeiras é a primeira equipe grande na qual trabalha.

Seu único título como profissional é campeão alagoano com o Coruripe.

Os candidatos à presidência começam a ser inflamados por assessores.

Ouvem demais que o time precisa de um choque de gestão.

Mostrar que o novo presidente é diferente de Tirone.

Tanto que ambos não querem o apoio público do atual presidente.

Não querem ficar ligados ao fracasso que foi sua gestão.

Consideram a conquista da Copa do Brasil um acidente.

Tanto que não houve o menor planejamento para a Libertadores.

Eles juram para as organizadas que vão fazer o máximo para ganhar a competição sul-americana.

Mas na verdade, querem se livrar dela.

Sabem que o time palmeirense é fraquíssimo em relação aos rivais.

Corinthians, Fluminense, Atlético Mineiro, São Paulo.

Esses assessores afirmam que uma troca no comando do futebol teria ótima repercussão.

Tanto para a torcida como para a imprensa.

E dois nomes começam a circular na boca dos conselheiros.

Para começar um novo trabalho do zero no Palmeiras.

Mano Menezes e Paulo Autuori.

Bicampeão da Segunda Divisão e homem que começou a reestruturação, Mano interessa.

Saído da Seleção Brasileira, teria muito mais condições de trabalho do que Kleina.

A visibilidade do Palmeiras seria outra.

O mesmo se aplica para Paulo Autori, campeão mundial com o São Paulo.

Ele acaba de deixar a Seleção do Catar e vai voltar para o Brasil.

Conselheiros insistem com a dupla de candidatos.

Em vez de gastar com jogadores medíocres, contratar um treinador de impacto.

Nobre e Perin ouviam muito sobre Mano Menezes.

Passaram a partir do almoço de hoje a pensar também em Autuori.

Tentando ser simpático, Kleina trata os candidatos de maneira diferente.

Diz 'o presidente' Paulo Nobre, 'o presidente' Décio Perin.

Pensa estar sendo inteligente.

Mas seus ataques a Tirone estão sendo acompanhados de perto.

Servem de munição para quem deseja um treinador de mais nome no Palmeiras.

E sem o carimbo de 'rebaixado' de Kleina.

Mesmo Felipão tendo feito 65% dos jogos que rebaixaram o clube, foi com Gilson que o time caiu.

A eleição é na próxima segunda-feira.

E a manutenção de Kleina vem ficando cada vez mais incerta.

Tudo mudou muito desde o final do Brasileiro.

Se quiser tentar sobreviver, que faça as suas críticas direto a Tirone.

Os recados via imprensa chegaram aos destinatários errados.

O raciocínio dos assessores de Nobre e Perin segue o mesmo caminho.

Se Kleina expõe o presidente agora, vai continuar expondo no futuro.

Os candidatos haviam garantido que o treinador não seria trocado.

Tanto que estaria à frente da reformulação do time.

Só que o COF brecou e nem reformulação houve.

Kleina está mais enfraquecido do que imagina.

Suas reclamações públicas só pioraram a situação...

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