divulgação9227 Apesar de o Goiás suar sangue, o Grêmio vai representar muito melhor o Brasil na Libertadores. Se cuida, Independiente...
Proibição de treinar no estádio de Avellaneda.

Foguetório dos torcedores para não deixar os jogadores dormir.

Pedras no ônibus que levava o time ao jogo.

Várias janelas rompidas pelos tijolos.

Intimidação da fanática torcida no caldeirão argentino.

Humilhação do técnico El Turco depois do jogo, dizendo que o lugar do time brasileiro era a segunda divisão, enfrentando o Bragantino e não disputando a Libertadores.

E ainda jogando com desprezo a flâmula que recebeu do Goiás na mesa da sala de imprensa.

Nada que o Independiente fez deveria ser surpresa.

O time argentino arrancou a fórceps a vaga do Goiás para a Libertadores de 2011.

Nas derrotas de ontem por 3 a 1 no tempo normal e por 5 a 3 nos pênaltis, o Independiente fez exatamente o que se esperava dele.

Jogou com garra, raiva e uma boa dose de maldade.

O colombiano Oscar Ruiz mostrou de novo que não é mais o grande árbitro que já foi.

Acabou a coragem.

Permitiu que os argentinos dessem os pontapés à vontade.

O placar de 2 a 0 no Serra Dourada, tão comemorado, mostrou-se insuficiente, pequeno.

O Goiás perdeu o título em casa, quando teve a chance de golear o Independiente.

Saiu perdendo ontem por 1 a 0.

Mas deu esperança ao Brasil todo, com exceção de Porto Alegre, quando o possuído Rafael Moura empatou a partida.

Os argentinos tinham de fazer mais dois gols para levar o jogo à prorrogação.

Mas fizeram os gols, com toda a facilidade, ainda no primeiro tempo.

Parra ganhava sozinho as divididas dos três zagueiros que Arthur Neto escalou.

Rafael Tolói, Ernando e Marcão não tiveram nem personalidade para se impor.

Jogaram acuados, tensos.

Deram confiança e espaço para Parra marcar os gols que o Independiente precisava.

Harlei mostrava o velho defeito: goleiro baixo para os tempos modernos.

Facilitava para os argentinos que usaram e abusaram dos cruzamentos.

Nos chutes da entrada da área, ele se recuperava mostrando agilidade.

O Goiás se desdobrou no segundo tempo.

Não só segurou o ímpeto do maldoso adversário, como quase ganhou o título.

Rafael Moura fez sensacional jogada, driblando os zagueiros, e, na hora do chute, acertou o goleiro Navarro.

Na prorrogação, o Goiás poderia ter vencido.

Rafael Tolói, livre na pequena área, cabeceou na trave direita.

Aí vieram os pênaltis, e o jogador que mais decaiu no time goiano acertou a trave.

E o Independiente ganhou por 5 a 3.

Vitória feia, catimbada, de dar raiva, mas justa.

Não há como negar que os argentinos a buscaram.

Com toda a sujeira que a Conmebol finge não enxergar.

Nos próximos cem anos será a mesma coisa.

Rafael Moura foi sensacional e quase levou sozinho o rebaixado Goiás para a Libertadores.

Marcou nove gols na Sul-Americana.

Mas não teve companheiros à altura.

O maior castigo para toda a sujeira que o Independiente aprontou virá do Olímpico.

O melhor time brasileiro do segundo semestre está na Libertadores.

O Grêmio de Renato Gaúcho ficou com a quarta vaga do Brasil.

O ótimo time que o treinador montou será ainda muito reforçado com a vaga.

Diego Souza é o primeiro nome da lista.

Quem sabe ele não volta a ser jogador de primeira linha no Olímpico, de onde nunca deveria ter saído?

Irá fazer de tudo para repetir o feito do rival Internacional e ganhar o título.

Se os deuses da bola forem justos, esse Grêmio encontrará pela frente o Independiente.

E fará tudo o que o Goiás não teve força para fazer.

Fica a tristeza pelo incrível esforço do time goiano, que foi implodido pela política interna do clube, pela vaidade de seus conselheiros.

Mas surge a certeza de que o Brasil será muito melhor representado pelo Grêmio...

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