130 Apesar de desprezados por Sevilla e Inter de Milão, Ganso e Gabigol juram. Não voltarão para o futebol brasileiro. Mesmo assim, São Paulo e Santos tentam articular o retorno de seus ídolos...
Não adianta as cúpulas do São Paulo e do Santos se articularem. Por mais que estejam vivendo o pior momento de suas carreiras, Paulo Henrique Ganso e Gabigol seguem com uma ideia fixa. E determinados.

Não voltar para o Brasil.

Os dois seguem sofrendo até não mais poder.

De ídolos, cultuados, respeitados...

Gabigol virou um mero reserva.

Ganso, muitas vezes, nem isso.

Não atua sequer um minuto desde o dia 4 de janeiro.

Naquele dia, o Real Madrid fez 3 a 0 no Sevilla.

Portais e jornais cravaram, sem dó.

O time de Sampaoli atuou com um jogador a menos.

Adivinhe quem?

Ganso.

A torcida pressionou a direção do clube.

E o técnico chileno sentiu o golpe.

O sonho de transformá-lo em um novo Pirlo implodiu.

Paulo Henrique não tem mobilidade, intensidade.

Sem elas, sua visão privilegiada não adianta.

O meia nunca esteve tão bem fisicamente na carreira.

Mas não consegue entender a dinâmica europeia.

O nome do jogador é citado nesta véspera de eleição no Morumbi.

Tanto por aliados de Leco como de Pimenta.

Os candidatos à presidentes querem repatriá-lo.

Rogério Ceni é um fã assumido de Ganso.

Já chegaram recados para pessoas que cuidam do jogador.

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Só que ele está firme na postura.

Não aceita voltar para o Brasil tão cedo.

Aos 27 anos, ele pode até não ficar no Sevilla.

Afinal, o clube pagou 9,5 milhões de euros (R$ 31,6 milhões).

Sampaoli garantiu que o investimento valeria a pena.

Só que não tem mais nem desculpa para os jornalistas.

Já falou em adaptação, ritmo, nervosismo.

Então, prefere escapar de confusão.

E deixá-lo até fora do banco.

Um jogador com cara fechada a menos para a tevê.

Gabriel segue também desprezado.

Stefano Pioli é mais claro.

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Cobrou publicamente os toques de letra.

A falta de objetividade do atacante brasileiro.

Assim como o fato de só ter uma maneira de atuar.

Aberto pela direita para usar o pé esquerdo.

Sem versatilidade, troca de posição.

Se Pioli seguir, não quer o jogador depois do meio do ano.

Ele percebeu que não há a menor semelhança entre ele e Ronaldo.

Não há nada de fenomenal no futebol do atacante.

A imprensa italiana ouviu da direção do clube.

Gabriel tem apenas 20 anos e tem muito a aprender.

E que decidiu apostar no seu potencial.

Deve tentar emprestá-lo na próxima temporada.

O Santos tem as portas abertas.

Os dirigentes sonham reeditar o que fizeram com Robinho.

Quando ele estava mal na Europa, ganhava força e moral na Vila.

Só que Gabigol já avisou Wagner Ribeiro, seu empresário.

Não quer nem pensar em voltar ao Brasil.

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Não deseja passar a ideia de fracassado.

Ele não se importa em estar pagando caro.

Perdeu seu lugar na Seleção Brasileira.

Por uma questão de honra, quer 'vencer' na Europa.

Se não for na Inter de Milão, será em outra equipe grande.

Ele aceita ser emprestado, mas não para times brasileiros.

Ou pequenos da Europa.

Vivendo o pior momento de suas carreiras, agem da mesma maneira.

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Apesar de inúmeros pedidos de entrevistas, não falam.

Não querem saber de jornalistas daqui.

Sabem que não tem o que dizer, o que comemorar.

Pelo contrário.

Irritados com o péssimo momento, podem piorar as coisas.

Seus empresários impedem que falem.

Além de não jogar, não falam.

Gabigol ainda se diverte nas redes sociais.

Agradece à Inter por deixá-lo participar da festa dos 109 anos.

Pede respeito a Dorival Júnior.

E assume as saudades dos torcedores santistas.

Mas não dá sequência aos que pedem sua volta.

Paulo Henrique Ganso nem isso.

Desde o dia 26 de janeiro abandonou o twitter.

Mas as cúpulas de Santos e São Paulo não desistem.

Seguem no firme propósito de resgatá-los.

Apostam na tristeza, na depressão da dupla.

E na desilusão da Inter e do Sevilla.

Ambos fizeram apenas um gol cada um.

Custaram mais de R$ 120 milhões.

Gabriel foi o triplo de Ganso.

Ambos já viraram sinônimo de fracasso.

Tanto para a imprensa espanhola como para a italiana.

Mas os dois não desistem.

Nunca treinaram com tanto afinco.

Porém não motivam Sampaoli e Pioli a escalá-los.

Por via das dúvidas, os contatos existem.

São Paulo e Santos querem ao menos a prioridade.

Caso a baixa autoestima os façam mudar de ideia.

E retornar ao país.

O Morumbi e a Vila Belmiro os esperam de braços abertos...
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