157 Apelando para o Cucabol, o Palmeiras vence o Flu. E diz sonhar com o título brasileiro
O Palmeiras conseguiu outra vitória importante. Mas sem brilho, sem neurônio. Na base da correria, sem usar o meio de campo, apelando para chutões desde a defesa para o ataque. Futebol feio, mas eficiente. Venceu o fraco Fluminense, em pleno Maracanã, por 1 a 0, lindo gol de Egídio, com chute fortíssimo de fora da área, sem defesa para Júlio César. E ainda não teve pênalti marcado, de Léo em Dudu.

O resultado foi importante para a briga do time de Cuca pela classificação para a Libertadores. São agora três vitórias e um empate nos quatro últimos jogos. O time carioca está decaindo e parece querer flertar com o rebaixamento. Nos último quatro jogos, três derrotas e só um empate.

Mas os palmeiras estão empolgados. Acreditam que serão capazes da maior virada da história do Campeonato Brasileiro. Que a vantagem de 11 pontos do líder Corinthians não pesará. Mesmo restando apenas 13 rodadas.

"A gente procura fazer o nosso melhor. A gente fez um jogo bem seguro. É difícil jogar aqui e conseguimos os três pontos. Diminuímos para 11 pontos do líder. Vamos seguir nessa batida para tentar alguma coisa importante no final do ano", cravava Dudu. Sim, ele está falando sobre ganhar o Brasileiro, premonição que Cuca fez questão de passar aos seus jogadores.

"Acho que foi uma atuação segura, uma vitória merecedora. Tivemos o controle do jogo na grande maioria da partida. Controlamos bem. O Fluminense teve algumas chances, não foram muitas. Saímos com toques de qualidade. Poderíamos ter tido mais tranquilidade no jogo, porque tivemos muitas possibilidades.

"Usamos estratégia que entendemos certa, a equipe controlou bem a partida e depois buscou explorar velocidade com Róger, Dudu e Willian. A chance apareceu para o Juninho, para Guedes, para Egídio. No final, prendemos a bola, mais uma vez tendo Borja como referência. Todos participaram bem"

"O mais importante de tudo é a vitória consistente que nos encaminha. Essa é a arrancada que a gente tem que dar se quiser algo grande na competição", avisa Cuca, deixando claro que vai usar a possibilidade de título como a maior motivadora do Palmeiras, nestes 13 jogos que faltam para acabar o ano. Na verdade, no seu planejamento, o que o treinador quer de verdade é uma vaga na fase de grupos da Libertadores. Ou seja, ficar até em quarto no Brasileiro.

Abel compreende e até fica empolgado com o Cucabol, ou melhor, com a verticalidade verde.

"O Palmeiras é uma equipe com Dudu e William muito vertical. O Palmeiras procura não correr riscos no meio de campo. Quando o time está apertado, eles lançam o Deyvdison, que é excepcional na primeira bola. Marcamos mal e isso foi conversado. Quando perdemos essa primeira bola com William e Dudu, é mortal. Por acaso o gol nasce dessa maneira

"Fomos totalmente envolvidos pelo Palmeiras. Vitória justa deles, não correram riscos, domínio absoluto no início. Responsabilidade é minha. Não vou culpar os jogadores. Errei na escalação e na estratégia", assumia.

Abel confessou que, além de ter um elenco mais fraco, errou feio. Porque não descansou o time que conseguiu se classificar para as quartas de final da Copa Sul-Americana, eliminando a LDU, na quinta-feira, no Maracanã. Assumiu que vários jogadores entraram em campo esgotados contra o Palmeiras.

Isso só facilitou o trabalho do Palmeiras. Cuca montou uma equipe velocista. Não especialista em pensar, trocar bola, articular. Mas que tinha como especialidade a bola esticada, a velocidade contra a zaga. O time estava também mais agrupado, mais intenso. Sem tantos buracos entre as linhas, como já estava virando rotina.

Como foi dito pelos dois treinadores, o Palmeiras conseguiu uma vitória segura, com autoridade. O time teve atitude. Se impôs no Maracanã, como se estivesse jogando em casa. Os jogadores paulistas rapidamente perceberam que tinham pela frente um adversário mais fraco. E que sairiam com a vitória, desde os primeiro minutos.

O Fluminense deixava espaço para que os pontas Dudu e Willian atuassem à vontade. Se tivesse um mínimo mais de qualidade, Deyverson teria se aproveitado. E poderia deixar o campo consagrado. Mas como não tem, desperdiçou várias chances importantes.

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O grande mérito palmeirense foi sua postura firme, de quem queria, precisava e iria ganhar o jogo. O Palmeiras atacava em bloco. E o Fluminense sonhava com contragolpes que nunca se concretizavam. Por pura deficiência técnica do clube.

O Palmeiras correndo e usando pouquíssimo o meio de campo, foi criando suas chances. Até que, depois de um ataque em bloco, a bola sobrou para Egídio. O contestado lateral acertou chute traiçoeiro, indefensável para Júlio César.

O gol aos 41 minutos do primeiro tempo fez justiça ao melhor time.

O jogo seguiu na mesma toada na etapa final. O Palmeiras correndo muito. E o Fluminense tentava encaixar um contragolpe. Mas seu principal atleta, Gustavo Scarpa, esteve apagadíssimo. E nada criou.

O time paulista seguiu marcando forte na intermediária. E demonstrando que os três pontos eram fundamentais. Sem talento e poder de articulação, o Fluminense mereceu a derrota. Abel sabe. Se o time não melhorar muito, vai ter problemas com a zona do rebaixamento.

No próximo sábado, o Palmeiras terá o clássico contra o Santos. O rival tem um ponto de vantagem, com 44 pontos. "Se vencermos, vamos dar um passo fundamental para mostrar o que realmente queremos no Brasileiro", declarava Edu Dracena, contaminado com o obsessão de Cuca. Dar uma reviravolta histórica no Brasileiro e desbancar o líder Corinthians.

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