1ae7 Andrés Sanchez sabota qualquer chance de Tite assumir a Seleção. Marin e Marco Polo não querem o treinador de Andrés. E cruzam os dedos para que o Brasil vença a Holanda. Para continuarem com Felipão...
Brasília...

Em Porto Alegre, Gilmar Veloz tenta uma última cartada para colocar Tite na Seleção Brasileira. Diz a repórteres que ele tem três propostas para comandar países diferentes. E assim que acabar a Copa do Mundo, o treinador irá aceitar uma delas.

Japão e outros dois países europeus gostariam de ter o ex-treinador do Corinthians, de acordo com Veloz. O recado já chegou aos ouvidos dos assessores de José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Mas não teve o efeito esperado.

Muito pelo contrário, até. Tudo que a dupla deseja é continuar com Felipão. Esperar que o Brasil não dê vexame hoje no Mané Garrincha. Encontre forças para ganhar da Holanda, conseguir o terceiro lugar e siga pelo menos até o final do mandato de Marin. O dirigente pode sair em abril de 2015 ou antecipar sua despedida para dezembro.

A rejeição a Tite é profundamente ligada a Andrés Sanchez. Marin e Marco Polo sabem muito bem sua intenção. Ela foi revelada com todas as palavras ao jornal suíço suíço Neue Zürcher Zeitung.

"Se os clubes ficam fortes, quebra o sistema. As federações sabem que vou romper com isso. Eu quebrei o Clube dos 13 e por isso saiu de R$ 20 milhões para R$ 100 milhões de tevê. Eu posso ser o presidente do Corinthians em 2018. Vou ser e vou quebrar todo esse sistema da CBF. Vou! Em 2018! Daqui quatro anos.

"Gobbi sai no fim do ano, entra outro e depois venho eu. Se eu entrasse hoje na CBF, faria composição para federações e clubes trabalharem juntos, mas não quiseram. Então vai ser na marra! Os clubes vão se revoltar, serão independentes e criarão uma liga."

Andrés esqueceu de como o mundo está globalizado. Sua entrevista não era para vazar. Marin, Marco Polo e presidentes de federações estão articulados. Não querem ser destroçados como foi o Clube dos 13 pelo presidente corintiano. E se articulam junto à bancada da Bola. Também para evitar qualquer tipo de intervenção governamental após o fracasso da Seleção na Copa do Mundo.

 Andrés Sanchez sabota qualquer chance de Tite assumir a Seleção. Marin e Marco Polo não querem o treinador de Andrés. E cruzam os dedos para que o Brasil vença a Holanda. Para continuarem com Felipão...

Dentro desse quadro fica inviabilizada a candidatura de Tite ao cargo de técnico do Brasil. Por mais que Veloz tente afirmar que não há mais ligação alguma entre ele e Andrés. A cúpula da CBF sabe que não é assim. A relação dos dois sempre foi muito próxima, de total confiança, cumplicidade.

Sem intenção ou não, o ex-presidente corintiano sabota qualquer chance do técnico.

"Não indicaria nenhum amigo meu para essa gelada. Assumir a seleção é gelada. Eu espero que o Tite não assuma. O Marco Polo pode mudar de ideia a qualquer momento e vai tirá-lo de la. Ele cisma e manda embora, como fez com Mano Menezes", disse Andrés à ESPN.

Marin e Marco Polo usam a imprensa para mostrar o que pensam. O atual presidente da CBF é mais matreiro. Não quer se comprometer publicamente com Felipão antes do esvaziado jogo de hoje aqui em Brasília.

"Agora não é hora de falar do futuro. Depois da Copa a gente fala", repete, fugindo dos jornalistas. Raposa escaldada. A derrota por 7 a 1 foi pesada demais para a Alemanha. Por isso não quer se comprometer com Felipão, o Brasil for outra vez humilhado. Quer a continuidade do treinador, mas vai esperar o resultado da partida.

Já Marco Polo está mais preocupado com a filosofia, com a confiança que Felipão lhe passa. Por isso briga por sua permanência, até em caso de nova derrota. Para ele, o problema da seleção é o grupo, muito imaturo. Não o treinador.

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O Brasil terá de jogar bem para tentar ter a torcida do seu lado. Brasília está completamente desmobilizada para esse jogo. É como se a Copa já tivesse acabado. Lojas tiraram envergonhadas as camisas da Seleção das vitrines. O verde e amarelo já não predominam nos shoppings.

Nada de buzinaço à noite. O bilonário estádio Mané Garrincha não tinha torcedores ao seu redor ontem, véspera do jogo. Bem ao contrário do que aconteceu na fase de classificação contra Camarões. Não havia cambistas, ambulantes, nada.

Hotéis tiveram inúmeras desistências. Não há invasão de torcedores brasileiros. E muito menos holandeses. Pela primeira vez nesta Copa há a perspectiva de lugares vazios nas arquibancadas em um confronto entre duas seleções tradicionais, importantes.

O clima era constrangedor também na sala de imprensa. Cerca de 70% dos jornalistas que trabalhar na partida diante de Camarões não vieram para a decisão do terceiro lugar. A organização da Fifa abriu mão até de distribuir as concorridas entradas para as coletivas do Brasil e Holanda.

É tão pouca gente que, quem quiser, pode entrar. E mesmo assim, sobrará lugares vazios. O clima de partida desnecessária, dita por Van Gaal, prevalece. Para a imprensa internacional por causa do tamanho do Brasil foi melhor economizar e ir direto ao Rio para a final de amanhã.

A desilusão dos torcedores brasilienses é assustadora. Pelas ruas a ausência da camisa amarela da Seleção dá o tom. Os torcedores realmente compraram a ideia de Felipão e de Parreria que o título seria do Brasil. E não aceitam a compensação da disputa pelo terceiro lugar.

Como os patrocinadores, que tiraram imediatamente do ar na televisão, suas caras propagandas com modelos e crianças vestindo verde e amarelo. Há um sentimento de rejeição à Seleção, maior por ser anfitriã e favorita à vencer a Copa.

A reconquista da empolgação com o time do Brasil será difícil, lento. Seja qual for o treinador. Felipão, Gallo, Muricy, Cuca, Abelão...Qualquer um, na avaliação de Marin e Marco Polo. Desde que não seja estrangeiro ou Tite, o 'técnico de Andrés Sanchez'...
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