1reproducaoistoe 793x1024 Aldo Rebelo surpreso. Não esperava tanta rejeição à tentativa de doação de R$ 5 bilhões dos cofres públicos aos clubes de futebol. Dilma Rousseff já titubeia. O Brasil continua sendo uma democracia...
O Flamengo escancarou o que todos escondem.

O tamanho real de suas dívidas.

R$ 750 milhões.

Qualquer empresa privada pensaria seriamente na falência.

Mas clubes de futebol vivem à parte da realidade no Brasil.

Ainda mais o de maior torcida do País.

São cerca de 40 milhões de flamenguistas.

O presidente Bandeira de Mello os vê como consumidores.

Mas gente importante tem outra leitura.

São, na sua análise, 40 milhões de eleitores.

Dilma foi eleita presidente da República com 55,8 milhões de votos.

Qualquer político ficaria atraído pelos números de flamenguistas.

Quem sabe somando os mais de 30 milhões de corintianos.

Os palmeirenses, vascaínos, atleticanos e por aí vai...

Aldo Rebelo é jornalista, comunista, nacionalista.

Articulador do PC do B e líder do governo Lula.

Ficou conhecido pela população por um projeto polêmico.

Quis trocar o Halloween, no dia 31 de Outubro, pelo dia do Saci Pererê.

Fez um projeto polêmico.

Buscou tornar obrigatório a adição de 10% de mandioca ao pão francês.

Fracassou nas duas tentativas nacionalistas.

É contra o uso de expressões estrangeiras no Brasil.

Vereador e deputado, tentou voar mais alto.

Ser vice-prefeito de São Paulo.

Tinha Marta Suplicy como candidata a prefeita na sua chapa.

Perderam para Gilberto Kassab.

Mas ele continuou com muito prestígio no PT.

Foi ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do Brasil.

Acabou presidente da Câmara dos Deputados.

Sua ligação ao futebol vinha da paixão pelo Palmeiras.

Frequenta festas da Mancha Verde.

É torcedor fervoroso de verdade.

Orlando Silva era o ministro dos Esportes.

Esteve à frente do Panamericano de 2007.

Mas acabou envolvido em um escândalo com cartões de créditos coorporativos.

Teve de devolver R$ 30 mil aos cofres públicos.

Não suportou a pressão, a desmoralização.

Pediu demissão.

Em todo países do mundo é assim.

O governo costuma fazer alianças com vários partidos para se eleger.

Foi o que o PT fez com o PC do B.

O ministério dos Esportes era do partido.

E Aldo Rebelo lutou e conseguiu o cargo.

Pelo relacionamento com a Mancha Verde viu a notoriedade que o futebol dá.

Ainda mais envolvendo Copa do Mundo e Olimpíada.

E ele está tirando todo proveito político.

Nunca foi tão popular em toda a sua vida.

Sempre ao lado de Ronaldo, Blatter, Marin.

Ricardo Teixeira, com quem se deu muito bem.

agenciabrasil Aldo Rebelo surpreso. Não esperava tanta rejeição à tentativa de doação de R$ 5 bilhões dos cofres públicos aos clubes de futebol. Dilma Rousseff já titubeia. O Brasil continua sendo uma democracia...

Teve uma desavença com Jérôme Valcke.

Não aceitou o justo chute no traseiro do Brasil pelo atraso nas arenas.

Mas depois se acertaram, viraram amigos.

Rebelo representa a presidente Dilma Rousseff.

Ela não se interessa por esporte e confia em Rebelo.

A bancada da bola em Brasília sabe dessa relação.

A bancada é formada por deputados e senadores que representam os clubes.

Ligados ao esporte, são os que criaram a Lei Pelé, por exemplo.

Esta bancada segurou o quanto pôde Ricardo Teixeira.

Os projetos contra ele e contra a CBF foram barrados por anos.

A bancada da bola se aproximou de Aldo Rebelo.

E pediu o apoio do ministro para um projeto importantíssimo.

Não para a população, mas aos clubes de futebol.

O projeto foi apresentado no ano passado pelo deputado Vicente Cândido.

Ele prevê o perdão de R$ 5 bilhões de impostos aos clubes brasileiros.

Como compensação, eles teriam de investir em bolsas para atletas iniciantes.

E de alto rendimento.

Tendo como meta a formação de um elenco olímpico ao País.

Aldo se encantou com a ideia.

E tenta convencer a presidente para editar medida provisória.

E implantar o projeto sem passar pelo Congresso.

Simples assim.

Um deputado convence um ministro que convence uma presidente.

E R$ 5 bilhões deixam os cofres públicos.

É premiada a incompetência, a fraude, a irresponsabilidade, a corrupção.

Foram décadas de má administração e até sérias suspeitas de roubos nos clubes.

Nem em países de regimes totalitários uma medida dessa natureza seria adotada.

Cuba, por exemplo.

Rebelo, que sempre fugiu das câmeras, está em campanha.

Tenta convencer que salvará o futebol brasileiro.

Age como se vivesse em um pais riquíssimo, sem problemas sociais.

A convivência com Blatter deve ter afetado seu raciocínio.

O Brasil abandona prioridades absolutas.

A desigualdade social atinge em cheio por exemplo Alagoas onde Rebelo nasceu.

Há vários estados com problemas crônicos de saneamento básico.

Sem água encanada, luz elétrica.

O governo alega não ter dinheiro para hospitais, para a saúde pública.

Nem para a Segurança, Educação.

Mas Rebelo quer que R$ 5 bilhões sejam distribuídos a clubes de futebol.

Tenta uma mobilização nacional para o tema.

Se empenha mais do que nos projetos do Saci Pererê e o da Mandioca.

O ministro já se reuniu com dirigentes dos principais clubes do Brasil.

Os endividados.

Entusiasmados, estão na torcida.

Enquanto isso, Vicente Cândido organiza viagens de políticos para Oruro.

Quer libertar os 12 membros das organizadas do Corinthians presos na Bolívia.

Já Aldo Rebelo busca na imprensa aliados na distribuição dos R$ 5 bilhões.

Dilma Rousseff quer ter a certeza de que não será crucificada com a medida.

No ano que vem haverá eleição presidencial.

Rebelo acreditava que os torcedores brasileiros se uniriam.

Estariam todos felizes, satisfeitos com os R$ 5 bilhões dados aos clubes.

Mas não estão.

Muito pelo contrário.

A rejeição à medida provisória é imensa.

Representantes do PSDB só esperam que medida provisória seja aprovada.

Vão usá-la contra a presidente em 2014.

Dilma já titubeia.

Rebelo acreditou que trilharia o caminho para a idolatria.

Se enganou.

Tem sentido na pele a revolta popular e de grande parte da imprensa.

O projeto é populista e premia incompetentes, irresponsáveis.

Sangra os desvalidos cofres públicos.

Não tem cabimento.

Se Rebelo quer mesmo fazer um bem ao futebol brasileiro, que se informe.

O Glasgow Rangers, clube mais popular da Escócia, estava enrascado.

Devia 26 milhões de euros ao fisco da Grã-Bretanha.

A dívida era basicamente ao Imposto de Renda.

Não tinha recursos para pagar.

Caiu para a Quarta Divisão por incompetência administrativa e ponto final.

Ele que brigue por uma legislação séria na CBF.

Deixe de fazer política populista e assuma o cargo de ministro dos Esportes.

Vá atrás de um projeto olímpico de verdade.

Deixe o dinheiro público para as prioridades sociais.

O cidadão normal paga seus impostos, suas multas.

Os clubes também precisam arcar com sua improbidade administrativa.

Se fizeram as dívidas, que paguem.

Como qualquer cidadão, qualquer empresa.

Está é a vida em um país onde impera a democracia.

Onde não basta um deputado, um ministro e uma presidente.

E R$ 5 bilhões dos cofres públicos são doados a incompetentes...

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