logo brasil2014 Acabou para você, Dunga!!!!! Pena que o Brasil foi junto...

Port Elizabeth...

Logo no aquecimento, os deuses pareciam estar ao lado de Dunga.

A escalação já havia até sido entregue para a imprensa.

O zagueiro pela esquerda de  Bert van Marwijk era Mathjsen.

Mas ele sentiu dores no joelho direito já no gramado do Nelson Mandela Bay.

E vou cabisbaixo para o vestiário.

No seu lugar, entrou o surpreendido Andre Ooijer.

Dunga conseguiu esconder a recuperação de Felipe Melo.

E com ele, o meio de campo brasileiro reforçava o seu poder de marcação.

A estratégia brasileira foi surpreendente no primeiro tempo.

Dunga atraiu os holandeses para o campo brasileiro.

E orientou os seus jogadores a atuar no contragolpe, com toques de primeira na bola.

O treinador tinha certeza que, contra os grandalhões holandeses, a habilidade e velocidade brasileira prevaleceria.

Os europeus viram com cautela aquela intermediária para atacar.

Aos poucos foram se encorajando.

Mas era uma armadilha.

Kaká, Robinho estavam encolhidos, ajudando na marcação.

Tudo o que o Brasil queria era ter espaço ao retomar a bola.

Surpreender.

E foi de cair o queixo mesmo.

O lançamento saiu de quem ninguém esperava.

Nem os brasileiros.

Aos nove minutos, Zizinho encorporou Felipe Melo.

E ele descobriu Robinho passeando pela área holandesa.

A bola chegou no setor do reserva Ooijer.

O atacante só desviou para  as redes.

Os holandeses sentiram o gol.

Os brasileiros passaram a tocar a bola, driblar, ter mais confiança.

Robben e Sneidjer eram bem vigiados.

O máximo que conseguiram foi um perigoso cartão amarelo para Michel Bastos.

Enquanto isso, o Brasil criava e perdia chances preciosas.

A mais impressionante aconteceu quando Robinho saiu de dois marcadores, deu para Luís Fabiano.

De chaleira, ajeitou para Kaká.

A bola iria no ângulo, mas Stekelenburg  não deixou e fez uma excelente defesa.

O ânimo brasileiro na classificação era evidente.

Os gols desperdiçados foram esquecidos.

Mas por pouco tempo.

Mal começou a etapa final e eles seriam lembrados.

Depois de uma cobrança de falta na intermediária, a bola foi levantada para a área.

E aí, Felipe Melo não foi Zizinho.

Foi Felipe Melo.

Ele subiu torto para cabecear e acabou desviando a bola para as redes brasileiras.

No gol contra, Julio César teve participação.

Ele poderia ter atropelado o brasileiro.

Goleiro tem essa prerrogativa nas bolas aéreas.

1 a 1, logo aos oito minutos do segundo tempo.

O gol achado, feio.

Mas valeu e doeu como se fosse um de placa.

Descontrolou o time de Dunga.

A confiança passou a vestir laranja.

E principalmente Felipe Melo.

O  jogador demostrava insegurança e nervosimo a cada lance.

E o que estava ruim poderia e iria ficar pior.

Um mero escanteio e Kuyt desviou a bola de cabeça para o toque, também de cabeça, do baixinho Sneidjer.

Gol da Holanda!

Quem estava na jogada, na frente de Sneidjer?

Sim, ele mesmo...

Felipe Melo.

O time brasileiro inteiro se abateu, se irritou.

Parou de jogar e começou a discutir, fazer faltas.

E um deles resolveu não só dar pontapé em Robben, mas pisou no holândes.

O volante criado à imagem e semelhança de Dunga foi merecidamente expulso.

O Brasil passava a ter dez jogadores em campo.

Os nervos de todos em frangalhos.

Acabou aí a estratégia, o desenho tático.

Lúcio virou centroavante.

O Brasil estava de joelhos, aberto para os contragolpes dos holandeses.

Mas eles estavam satisfeitos.

Sabiam que o jogo estava ganho.

Não queriam arriscar.

Com calma, acabaram com os planos de Dunga.

Com o sonho do hexacampeonato.

O Brasil de Dunga era muito mais frágil do que parecia.

Agora é buscar outro técnico.

Outro caminho.

O da seleção do confinamento, do silêncio, do segredo acabou.

Os deuses do futebol e da liberdade não deixaram a censura vencer.

Acabou a Copa para o Brasil.

Acabou para você , Dunga!

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