55 Acabou o ano para o Palmeiras. Depois de jogar mal e ganhar por 1 a 0, nos pênaltis, a derrota, por 5 a 4 para o Barcelona de Guayaquil. Egídio, o jogador mais questionado, perdeu a última cobrança.  A eliminação da Libertadores. R$ 115 milhões para formar o time eliminado nas oitavas...
A torcida fez a sua parte. Lotou a arena. O Palmeiras sofreu, jogou muito mal. Time confuso, tenso. Sem organização. E só ganhou do Barcelona de Guayaquil por 1 a 0, em uma jogada sensacional, golaço de Moisés, aos seis minutos do segundo tempo. Como no Equador, o time de Cuca perdeu por 1 a 0, decisão por pênaltis.

O técnico e todos os reservas palmeirenses de joelhos, pedindo aos céus para compensar a instável Libertadores que o time fez. Bruno Henrique cobrou mal, Banguera se adiantou, mas defendeu. A decisão estava nos pés dos equatorianos. Bastava Damián Diaz marcar. Jaílson conseguiu uma grande defesa no canto esquerdo. 4 a 3. Moisós cobrou e marcou 4 a 4.

Ayoví fez 5 a 4.

Coube a Egídio, o jogador mais questionado em todo o elenco. O lateral bateu fraco no canto esquerdo. Cuca o teria de ter deixado por último. Mas quis dar moral ao lateral. Arriscou tudo. E perdeu. Banguera não teve dificuldade em defender a fraca cobrança. O Palmeiras estava eliminado.

Acabou o sonho da Libertadores.

E da disputa do Mundial.

"Time sem vergonha, time sem vergonha", gritava, irritada, a torcida organizada. Seguida por boa parte do estádio. O que era para ser uma festa, virou palco de revolta, raiva, irritação.

A Crefisa gastou R$ 115 milhões para o elenco cair nas oitavas.

Ninguém investiu tanto na competição.

Trouxe 14 reforços.

Inclusive a volta de Cuca, a peso de ouro.

O resultado não deixa de ser um vexame.

Principalmente pelo péssimo futebol do time.

Contra um adversário fraquíssimo, em casa.

Alexandre Mattos e Cuca serão muito questionados. Não há certeza da continuidade da dupla, depois dessa eliminação precoce. O clima na diretoria é de muita revolta. Pela expectativa que o próprio Palmeiras criou, de conquista da Libertadores.

O clube foi eliminado do Paulista pela Ponte Preta, caiu na Copa do Brasil diante do Cruzeiro. Está a 15 pontos do líder Corinthians, no Brasileiro, as chances de título são mínimas. E agora, a queda no torneio que era prioridade absoluta no Palestra Itália. A Libertadores. Algo muito sério precisava acontecer no Palmeiras.

Foi inadmissível, Cuca desperdiçar 45 minutos, com Dudu como articulador do time. E mais Roger Guedes, Deyverson e Keno no ataque. Simplesmente correria. Moisés entrou na etapa final e acertou o time. Guerra que, que também estava no banco, deveria ter atuado na posição de Dudu. Mesmo Moisés e Guerra não estando 100% fisicamente, teriam muito mais para render do que Dudu e suas arrancadas olhando para baixo, como um touro bravio. Esse erro custou caro demais para o Palmeiras.

"Nenhum (Moisés e Guerra) tem condições de jogar uma partida completa. O ideal era o Guerra nem estar relacionado, a gente trouxe por necessidade. O Moisés da mesma forma. O Dudu na meia tem nos ajudado muito, foi o motorzinho do time, não podemos reclamar. É que o Moisés, com a qualidade que tem, abriu muito o leque e conseguimos jogar melhor", tentava se justificar Cuca. Ele deveria fazer o óbvio, revezar a articulação entre Moisés e Guerra. Dudu já deu inúmeras demonstrações que não serve para meia. Seu lugar é no ataque, nas laterais do campo.

"Esse 11 não tinha jogado junto, não sei se tinha ou não, mas sei que eles tinham treinado muito. Não podemos pegar isso como parâmetro pela eliminação, acho que não é justo, mas se pegar não tem problema também", dizia Cuca, ciente que seu interminável rodízio não tem agradado ninguém no Palmeiras.

310 Acabou o ano para o Palmeiras. Depois de jogar mal e ganhar por 1 a 0, nos pênaltis, a derrota, por 5 a 4 para o Barcelona de Guayaquil. Egídio, o jogador mais questionado, perdeu a última cobrança.  A eliminação da Libertadores. R$ 115 milhões para formar o time eliminado nas oitavas...

Lógico que viria a defesa de Egídio.

O Egídio não foi posto entre os primeiros, mas você tem que respeitar a natureza dos fatos. Alguns jogadores não sentiam confiança para bater, não cabe aqui falar quem, mas você tem que respeitar. Dentro disso, o Egídio foi o sexto a bater. Que não venha ser o culpado, todos somos culpados."

Depois, seguindo o roteiro de Cuca, elogiar o Barcelona de Guayaquil. E avisar que não estranhará até se acontecer uma demissão.

"O planejamento é feito pela diretoria e pelo presidente. Não se pode estar contente, por mais que eu esteja orgulhoso com esses caras, que deram a vida. O adversário fez um grande jogo. Talvez no primeiro jogo não tenhamos ido tão bem, mas hoje eles fizeram tudo o que podiam e não podemos reclamar de ninguém".

"Em cima do treinador, lógico que existe pressão. Já existia antes. Agora cabe à diretoria entender o que é melhor. Se é melhor continuar com o trabalho do treinador, se é melhor fazer uma troca. De repente eles pensam nisso e a vida segue. Não é o que eu quero, mas a gente tem que entender. Ninguém pode estar contente com a gente eliminado mais uma vez."

Mas Mauricio Galiotte procurou a imprensa e avisou. Não mandará embora Alexandre Mattos e nem Cuca."Uma hora vamos ganhar a Libertadores, temos de disputá-la mais vezes. Não está bom, mas o trabalho tem de seguir. "Falei com os jogadores, todos estão chateados, magoados, mas temos de levantar a cabeça.

"No ano passado fomos eliminados na primeira fase, este ano já melhoramos um pouquinho. Vamos ganhar a Libertadores"", dizia o presidente, tentando disfarçar a tensão que o dominava. Sabe que será muito cobrado pelos conselheiros e pelos torcedores.

Não há muito o que comentar sobre o jogo. Cuca voltou a mostrar seu desprezo pelos neurônios no meio de campo. Montou seu time no 4-2-3-1. Seria fundamental ter Moisés, Guerra ou Zé Roberto como meia. Mas o treinador, teimoso, voltou a fazer a vontade de Dudu. Ele corre e participa de todas as divididas. Mas é incapaz de concatenar as ideias, organizar o ataque palmeirense.

O primeiro tempo foi um sufoco para os torcedores, bem mais do que para o Barcelona do Equador. O Palmeiras criou pouquíssimas chance. Explorou muito as bolas levantadas para a área. Os zagueiros do Barcelona se mostraram firmes, seguros. Sabiam que este seria o recurso do time brasileiro. Sua equipe no 4-1-4-1, montada pelo uruguaio Guillermo Almada, estava mais do que bem orientada.

46 Acabou o ano para o Palmeiras. Depois de jogar mal e ganhar por 1 a 0, nos pênaltis, a derrota, por 5 a 4 para o Barcelona de Guayaquil. Egídio, o jogador mais questionado, perdeu a última cobrança.  A eliminação da Libertadores. R$ 115 milhões para formar o time eliminado nas oitavas...

O Palmeiras foi facilmente anulado. No segundo tempo, Cuca fez o óbvio. Tirou Roger Guedes e colocou Moisés articulando os ataques. E Dudu foi correr pela ponta direita. A mudança melhorou o Palmeiras. E logo aos cinco minutos, o gol do Palmeiras.

Moisés deu excelente lançamento para Dudu. Os equatorianos não o acompanharam. Ele recebeu de volta e marcou um belíssimo gol, depois de driblar Caicedo. 1 a 0, Palmeiras.

A perspectiva do segundo gol e definição da vaga acabou quando Guilherme Almada reforçou a marcação em Dudu. E adiantou a marcação do seu time. Explorando o lado direito, onde estava Egídio, os equatorianos criaram várias chances. Aos 15 minutos, Álvez chutou cruzado e acertou a trave de Jaílson.

Keno descontou aos 18 minutos, dando um chute violento que foi no travessão. O time equatoriano controlava o jogo. E aos 38 minutos, Edu Dracena cometeu pênalti infantil em Álvez. O argentino Nestor Pitana, que fez péssima arbitragem, teve a coragem de não marcar. Mas o castigo aos palmeirenses viria nas penalidades.

Jonatan Álvez, Oyola, Segundo Castillo, Caicedo e Ayoví marcaram. Damián Díaz teve a cobrança defendida por Jaílson. Guerra, Tchê Tchê, Keno e Moisés marcaram. Bruno Henrique e Egídio erraram.

5 a 4 Barcelona.

Adeus do Palmeiras à mais uma Libertadores.

Saída justa da equipe decepcionante.

Galiotte precisa acordar.

Há algo muito errado no futebol do Palmeiras...

27 Acabou o ano para o Palmeiras. Depois de jogar mal e ganhar por 1 a 0, nos pênaltis, a derrota, por 5 a 4 para o Barcelona de Guayaquil. Egídio, o jogador mais questionado, perdeu a última cobrança.  A eliminação da Libertadores. R$ 115 milhões para formar o time eliminado nas oitavas...

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