divulgação38 Acabaram os privilégios no Palmeiras. A começar por Kleber e Valdivia. Belluzzo cansou dos dois anos de fracassos...
Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu o Palmeiras com o discurso que iria revolucionar o futebol mundial.

Aproveitar o potencial financeiro adormecido do principal esporte do planeta.

Intelectual renomado, seu discurso contagiou a todos.

Foi até a Suíça em uma reunião na Fifa representando os dirigentes brasileiros, com o aval de Ricardo Teixeira.

Contagiou também o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff.

Parecia que iria tirar o Palmeiras de sua estagnação como um dos mais importantes clubes do Brasil.

Acabar com as dívidas, cuidar da construção da já agendada arena multiuso.

Só que o intelecto se chocou o lado torcedor.

E Belluzzo se perdeu.

Participou de festas com torcida uniformizada, prometeu caçar 'bambis'.

Prometeu quebrar a cara, chutar 'a bunda' de Carlos Eugênio Simon.

Demitiu Luxemburgo porque teve a sua autoridade questionada.

Trouxe Vagner Love a peso de ouro e desestruturou o time pronto para ser campeão brasileiro em 2009.

Não ofereceu respaldo a Muricy Ramalho.

Pagou muito mais do que deveria para recontratar Valdivia.

Preso à síndrome de buscar ex-ídolos, foi atrás de Kleber.

Insistiu, pediu, fez chantagem emocional para buscar Luiz Felipe Scolari.

O elenco como um todo continuou limitado.

Jogadores fracos recebendo pouco e as poucas estrelas ganhando além da conta.

Perdeu a saúde com inúmeras reuniões com bancos pedindo empréstimos para o Palmeiras.

Antecipando cotas da televisão.

Tudo foi ficando pesado demais com o time perdendo títulos, a torcida cobrando.

Com Belluzzo sofrendo a cada derrota.

Acabou sendo submetido a uma grave cirurgia cardíaca.

Cedeu seu posto por dois meses a Salvador Hugo Palaia, seu vice e dono da quantidade de votos que lhe garantiram o poder no Palmeiras.

Palaia acabou com o departamento de futebol de Belluzzo.

Tinha antigo desentendimento com Gilberto Cipullo.

Seguindo a postura mais agressiva de Palaia, os jogadores passaram a ser mais cobrados.

Não importa o fraco potencial técnico.

Acabaram as longas conversas de Belluzzo.

Chegaram as broncas, os desaforos de Pescarmona.

O time sentiu a pressão.

Felipão também exigiu a reação do time.

Disse que abriria mão do restante do Brasileiro, mas era para dar o coração para ganhar a Sul-Americana.

O milionário Palaia garantia que se o Palmeiras chegasse à Libertadores de 2011, traria grandes reforços.

E que o clube seria um dos mais fortes do País.

Só que veio a imensa desilusão contra o Goiás.

Coincidiu com o restabelecimento de Belluzzo.

Mesmo contrariando familiares, ele voltou à presidência do Palmeiras.

E com outro tom.

Foi convencido por Palaia que chegou a hora de colocar os jogadores na parede.

Felipão concordou que a cobrança deveria ser mais rígida.

Foi o que aconteceu ontem.

O tom foi além do que o time esperava.

Valdivia e Kleber descobriram que não são imprescindíveis.

Se estiverem insatisfeitos é só falar que serão negociados.

Principalmente Kleber, que reclamou por jogar sozinho no ataque, o que é muito verdade.

Além de pendências financeiras que o clube mantém com ele.

Mas daqui para frente, Belluzzo e Felipão não vão tolerar cobranças pela imprensa.

Kleber ouviu sem rodeios que, se quiser ir embora, é só falar.

Ele ficou surpreso com o tom da conversa.

Seu empresário jura que não sairá do Palmeiras, mas o jogador ficou desgastado com a conversa.

Lincoln também terá de parar de cobrar o dinheiro que o clube lhe deve pela imprensa.

E Valdivia terá de seguir da maneira mais rígida possível o tratamento que os médicos lhe passarem

Acabar de vez com esse misterioso estiramento na coxa que não sara.

Scolari ganhou poder de manager, que foi negado a Luxemburgo.

Está liberado para correr atrás dos jogadores que deseja para 2011, desde que não sejam caros demais.

E confessou que já ligou para um jogador que bebe 'umas cervejinhas' a mais.

E o convidou para jogar no Palmeiras em 2011.

Jobson do Botafogo parece ser esse atacante.

E vários outros atletas serão contratados.

Não de ponta, mas jogadores competitivos, muito melhores dos que os que estão no Palestra Itália.

Vários sairão do clube.

Belluzzo está a ponto de anunciar o que garantiu que não faria: sair candidato à reeleição.

Palaia ficará de vez com o futebol.

Os dois se unirão para enfrentar Arnaldo Tirone Filho, o Pituca, candidato da oposição, 'homem de Mustafá'.

Muita coisa mudará no Palmeiras em 2011.

Mas antes, os jogos contra Fluminense e Cruzeiro.

Partidas que o time não fará força para ganhar.

Uma eventual conquista do Brasileiro por parte do Corinthians só deixaria tudo ainda pior.

Tudo já está sofrido demais no Palestra Itália.

São dois anos de administração Belluzzo sem sequer a conquista de um título...

(E como é de praxe, as organizadas foram até o CT neste sábado.

Protestaram, pediram a saída de jogadores e dirigentes.

E disseram que não suportam mais passar vergonha...)

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