1spfc 1024x576 A sutil arte de fingir desistir de uma competição. Osório e Marcelo Oliveira imitam Tite. E avisam ser impossível vencer o Brasileiro. Se conseguirem uma reviravolta, ótimo. Se não, já se livraram das cobranças...
O Corinthians havia acabado de perder para o Grêmio. 3 a 1 em Porto Alegre. O time já vinha da eliminação da Libertadores da América, diante do Guarani do Paraguai, em pleno Itaquerão. O presidente Roberto de Andrade havia avisado. O ano seria de reformulação. Pagamento do estádio. Os títulos do Brasileiro e da Copa do Brasil não seriam prioridades.

"O presidente (Roberto de Andrade) deu um passo para trás agora para dar dois à frente no ano que vem."

A frase de Tite foi categórica no dia 4 de junho. Bastava ter dois neurônios para entender. Ele estava deixando claro que a sua prioridade também era 2016. Não acreditava no Brasileiro. Faltando 33 rodadas o que o treinador fez? Conseguiu trabalhar com muito mais tranquilidade. Pode fazer os testes que desejou. Engrenar o time, buscar nova maneira de atuar sem Guerrero, Emerson, Fábio Santos. Contou com a sorte de Elias e Gil terem ficado. Fez um trabalho competente.

E três meses depois, o Corinthians é líder do Brasileiro. Com muita chance de conquista do título.

Quando um técnico alerta que já desistiu do campeonato, muitas vezes é um blefe. Tudo o que ele busca é tranquilidade. Escapar das cobranças, pressão.

Se o trabalho der certo, como está acontecendo com Tite, excelente. Ninguém toca mais no assunto. Faz de conta que não se lembra.

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Se tudo seguir ruim, ninguém tem o direito de o colocar no paredão. Afinal, ele já havia avisado.

Foi exatamente isso que Juan Carlos Osório e Marcelo Oliveira fizeram ontem. Os treinadores do São Paulo e do Palmeiras avisaram suas torcidas e a imprensa que não brigam mais pelo título brasileiro.

"Acho que podemos competir pela Copa do Brasil e por essa quarta vaga no torneio. Mas eu acho honestamente que depende de como vão assumir os atletas esse desafio", disse o colombiano. O São Paulo é quinto colocado, 13 pontos distante do líder Corinthians.

"A distância é muito grande. Acho que é irrecuperável em relação ao título. Mas lamentaria muito se o Palmeiras não fosse campeão da Copa do Brasil ou pelo menos ficasse entre os quatro do Brasileiro."

Dessa maneira, Marcelo Oliveira deixou claro aos palmeirenses. Não adianta sonhar. O clube é o sétimo do Brasileiro, 16 pontos longe do Corinthians.

Faltam 13 rodadas para serem disputadas. São 39 pontos em jogo. Matematicamente é possível uma reviravolta. Mas ela é absolutamente improvável. A começar pelo que os dois clubes paulistas estão jogando. As duas equipes são inconstantes como o apoio de Michel Temer a Dilma Rousseff.

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As campanhas não são parecidas por acaso. O São Paulo, 38 pontos, venceu 11 jogos, empatou cinco vezes e perdeu oito partidas. O Palmeiras, 37 pontos, venceu dez vezes, empatou cinco e perdeu nove.

São dois times em formação, com dois treinadores que chegaram com o Brasileiro em andamento. Foram contratados para montar um time confiável. Em plena competição é um trabalho muito árduo, complicado.

Mesmo assim, as duas diretorias apostaram alto. Carlos Miguel Aidar e Paulo Nobre chegaram a sonhar com os títulos. Só que a realidade bateu à porta. O clube do Morumbi precisou fazer um desmanche para sanear suas finanças e poder parar de atrasar salários e direitos de imagem.

O Palmeiras percebeu que faltam duas peças fundamentais nestas 25 que Alexandre Mattos trouxe. Mais um volante de grande poder de marcação. Gabriel se machucou e o clube se ressente demais de um jogador com o seu potencial. E também de um meia talentoso. De nada adianta ter três atacantes sem um atleta que abra espaço e consiga dar uma boa assistência.

Osório e Marcelo Oliveira estão classificados para as quartas de final da Copa do Brasil. Têm adversários complicados. Cada um à sua maneira.

O Vasco, último colocado no Brasileiro, dará a vida para seguir na competição que leva até a Libertadores. Seria a grande compensação pela vergonha que clube, diretoria, Jorginho e torcida estão passando no campeonato nacional. Tanto que Eurico Miranda abriu mão com todo gosto do Maracanã. No jogo do dia 30, decisivo para a disputa, será no acanhado São Januário. O estádio será um inferno para o São Paulo.

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Já o problema de Marcelo Oliveira será técnico. O time gaúcho tem potencial para brigar de igual para igual com o Palmeiras. Além da maneira aguerrida que Argel monta sua equipe. O primeiro confronto será em Porto Alegre, no dia 23. Terá de lutar muito para sair com um bom resultado no Beira-Rio. Para ter mais chance de classificação, na revanche, no Pacaembu, a decisão. Por causa dos shows na sua nova arena.

Os vaidosos e rivais Carlos Miguel Aidar e Paulo Nobre sonhavam com o título do Brasileiro. Mas sabem que as chances são remotíssimas. E já autorizaram seus técnicos a trabalhar da melhor maneira. Só que já avisaram. Não abrem mão de uma vaga na Libertadores de 2016. As finanças dos dois clubes clamam pelo dinheiro da bilheteria desses jogos.

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Evidente que Marcelo Oliveira e Osório sonham com uma reviravolta na expectativa. Que eles mesmo desmintam com vitórias o que haviam previsto. E imitar o que Tite fez Só que as chances são mínimas de conquista do Brasileiro. Se nada mudar, restará mesmo a luta por uma vaga na Libertadores como consolo.

De qualquer maneira, eles já avisaram.

Os treinadores do Palmeiras e do São Paulo anteciparam.

Os torcedores não devem esperar, não serão campeões nacionais.

É preciso muita esperteza para ser treinador de futebol...
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