Agencia Estado93 A quem servia de verdade Edilson Pereira de Carvalho? Por que nunca saberemos?
Edilson Pereira de Carvalho.

CBF.

Os dois foram condenados, em primeira instância, a pagar R$ 160 milhões por tudo o que aconteceu em 2005.

Os intermediários Paulo José Danelon e Nagib Fayad tivram seus pecados orçados em R$ 20 milhões.

Foi a Polícia Federal quem descobriu que o árbitro ganhava dinheiro para alterar resultados dos jogos.

Passou a notícia para a revista Veja.

E foi feito o escândalo.

Até hoje ninguém tem a certeza de quantas partidas ele manipulou por dinheiro.

Foram jogos da Libertadores, Paulista, Campeonato Brasileiro.

Onze partidas do Campeonato Nacional de 2005 foram disputados novamente.

O Corintians foi campeão deste amaldiçoado torneio.

Edilson virou sinônimo de árbitro desonesto.

Qualquer erro claro de um árbitro e lá vem o coro da torcida: "Edílson, Edilson, Edilson".

Banido do futebol, ele virou barman.

Não tem de onde tirar a sua metade, R$ 80 milhões.

Danelon e Nagib, que também tiveram suas vidas travadas, juram não ter como pagar.

Dentre os acusados, só a CBF pode dispor da sua parte.

Ela é acusada porque não conseguiu controlar, bloquear a ação de um juiz corrupto no seu torneio mais importante.

Mas os escritórios de advogados famosos e caros que trabalham para a entidade deverão defendê-la muito bem.

Edilson já falou várias vezes que o esquema em que se envolveu é profissional.

Deixou nas entrelinhas que já poderia estar acontecendo há muito tempo.

Quantos campeonatos não ficaram sob suspeita no Brasil ao longo dos anos?

Edilson, Danelon e Nagib foram pegos.

Por que a sensação incômoda não passa?

Por que várias explicações ainda não convencem?

Quem será que estava de verdade por trás dos três e eles se negam a revelar?

Quem?

O quanto essa Máfia se afastou de verdade do futebol brasileiro?

Por que a vergonha em acreditar em um árbitro da Fifa não passa?

Se fizeram esse acordo diabólico com um juiz da Fifa, dá medo imaginar a facilidade de acesso aos menos credenciados...

Em relação à índole do ex-arbitro fica a dúvida...

Como confiar na bebida que o barman Edilson Pereira traz na bandeja?

E ainda diz que é legítima?

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