1ae4 A populista MP de Dilma. R$ 4 bilhões dos cofres públicos para uma revolução mentirosa no futebol brasileiro. Nada demais em um país com político disposto a criar o dia do gol da Alemanha.

Os políticos brasileiros não têm limites. O país mergulhado em uma profunda recessão. A corrupção se alastra. Temos a presidente com o maior índice de rejeição da história do Brasil. Governadores, prefeitos, senadores, deputados e vereadores não têm credibilidade. Fazem o que querem com o dinheiro público. É uma farra.

Políticos se tornaram sinônimos de pessoas que vivem uma realidade paralela.

Não enxergam, ou fingem não enxergar, o sofrimento da população. Educação, Saneamento Básico, Saúde, Segurança, Transporte Público são cada vez piores. Mensalão, Petrobrás, Lava Jato. Escândalos genocidas. Políticos canalhas desviaram bilhões de reais da população carente.

Ainda há outros escândalos prontos para explodir. Como o do BNDES, o do Fundo de Pensão. Eles começam a ocupar o noticiário. São mais bilhões que esvaíram.

Em pesquisa divulgada hoje pela Folha, Dilma Rousseff tem índices piores do que Fernando Collor às vésperas do seu impeachment. Apenas 8% da população acha seu governo ótimo. 71% o considera péssimo ou ruim. É uma das maiores rejeições de governantes do mundo.

A falta de credibilidade da classe política é vergonhosa. E tem motivos profundos, lastimáveis.

No futebol, a bancada da Bola está comemorando. Só ingênuos acreditaram que Dilma sancionaria a Medida Provisória que modernizaria os clubes, revolucionaria a CBF, as Federações. A transparência chegaria às administrações incompetentes, irresponsáveis e, muitas delas, corruptas. Pura ilusão.

Dilma foi populista com o dinheiro público. Os clubes terão vinte anos para pagar as dívidas que acumularam com o governo. Deixaram de pagar impostos e cumprir suas obrigações com a Receita Federal. Cidadãos 'normais' estariam presos, processados, suas empresas estariam fechadas há muito tempo se fizessem a mesma coisa.

Mas acontece que clubes são tratados de maneira especial. Porque envolvem milhões de torcedores. E cada um deles, com mais de 16 anos, são eleitores. Com obrigação de votar em alguém a cada eleição.

Para tentar cativar esses milhões de votos, a farra dos R$ 4 bilhões. Eles deverão ser recolhidos em 20 anos. Nem Dilma, Lula, Zezé Perrella, e tantos outros que brigaram pela MP, provavelmente não serão mais políticos. Ninguém sabe se estarão vivos. A medida populista foi tomada agora. A cobrança, as consequências, ficam para depois.

Mas a MP travou, de última hora, a liberação para a transparência. Dilma vetou a emenda que possibilitaria os clubes de virarem empresas. E ter sua administração revelada ponto a ponto a cada mês. Por quê? Porque ela a opção seria voluntária. Se vários clubes seguissem por esse caminho, todos deveriam seguir. Poderiam se tornar perigosamente competentes. E independentes. Não se submetendo, portanto, à uma entidade sem função mais profunda do que organizar tabelas de campeonatos e registrar jogadores. Uma tal de CBF.

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A desculpa é que taxa de impostos seria menor ao governo. Seriam reduzidas de 9% para 5%. Pura balela. Os dirigentes querem seguir 'administrando' na escuridão. O que é excelente para a CBF. Os dois lados se merecem.

O veto é um acinte. Vergonha para quem jantou com a presidente e se sentia dono da lei. Ingênuo de ocasião.

Além disso, os clubes conseguiram o direito sagrado de ser deficitários. Um brinde à incompetência, irresponsabilidade e corrupção das administrações. O projeto inicial obrigava a responsabilidade administrativa. Ou seja, não poderiam ter mais deficit financeiro até 2021.

Só que quatro anos e mais R$ 4 bilhões de dinheiro público não bastaram. Eles conseguiram o direito de fechar seus balanços com 10% de dívida. A partir de 2019, continuarão podendo trabalhar no vermelho. Dever 5% até o fim dos tempos. Foi a glória para quem não quer administrar com responsabilidade.

Além disso, os clubes conseguiram. Estarão livres para gastar até 80% de seu orçamento com o futebol. Sobrará apenas 20% para cuidar da administração. É óbvio que está desproporciona. O futebol consumirá dinheiro demais. Ou seja, a farra da irresponsabilidade está agora autorizada com a assinatura da presidente.

Foram 36 artigos vetados. A vitórias foram pífias. E são comemoradas com entusiasmo enganador. A principal, a eleição da CBF. Em vez de apenas as federações e clubes da Série A ter direito a votos, os 20 equipes da Segunda Divisão, também poderão votar. Piada.

Os clubes da Série B são mais pobres, têm cotas de transmissão ridículas e são ainda mais fáceis de manipulação. Ou não é dando dinheiro, legalmente em forma de contribuições mensais, que a situação se mantém no poder na CBF? As equipes da Série A não enfrentam o comando da CBF com medo de retaliações.

O sonhos dos ingênuos era ampliar de verdade o número de eleitores na CBF. Com os jogadores e sindicalistas com direito a votos. Vão continuar sonhando.

 A populista MP de Dilma. R$ 4 bilhões dos cofres públicos para uma revolução mentirosa no futebol brasileiro. Nada demais em um país com político disposto a criar o dia do gol da Alemanha.

Os mandatos foram limitados a 'apenas' uma eleição com direito à reeleição. Ou seja, oito anos no poder na CBF e Federações. Qualquer presidente poderá passar a ser vice e continuar mandando. Melhorou, mas quem acreditar em revolução política beira à estupidez.

Dilma não foi absurda o suficiente para autorizar que os jogadores dispensados pelos clubes recebessem apenas 50% do combinado. Terão direito aos 100% do salário que combinaram. Medida mais óbvia, impossível. E também proibiu uma loteria pela Internet que os clubes desejavam criar. Que iria render mais dinheiro a eles, óbvio. O medo de manipulação de resultados veio à tona.

Mas a Medida Provisória 671 foi publicada no Diário Oficial e está valendo. Os clubes que desejarem ter suas dívidas com o governo parcelas em 20 anos, terão de se adaptar. E não será assim tão sacrificante. A medida foi populista e mantém, como a CBF queria, o atraso administrativo no futebol.

Político misturado com futebol é sempre sinônimo de vexame neste país. O mundo está comentando uma iniciativa brasileira. Não a MP 671. Mas um projeto que foi apresentado em Campinas.

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O vereador Jota Silva, do PSB, queria que criar tornar ainda mais inesquecível o dia 8 de julho. Seria o "Dia do Gol da Alemanha".

"Longe de ser um motivo para piadas e gozações. Seria um dia para refletir e pensar na construção de um futebol sem corrupção, sem batalhas entre torcidas organizadas. Ou seja, um futebol para o povo", teve a coragem de justificar Jota Silva.

Ele protocolou seu projeto, em homenagem à vergonhosa derrota por 7 a 1 na Copa para a Alemanha, na segunda-feira. "Guardadas todas as proporções, as tragédias mundiais são sempre lembradas. Por que essa tragédia no futebol brasileiro não poderia ser lembrada?", pergunta. Na sua avaliação, as bombas nucleares em Hiroshima e Nagasaki se comparam aos 7 a 1. Ou talvez o Holocausto? O 11 de setembro de 2001?

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Talvez não por acaso, o vereador, já no terceiro mandato, seja responsável por projetos de relevância capital para Campinas. Como o "Dia do Instrutor de Auto-Escola", a "Semana da Música Sertaneja" ou o "Dia do Policial".

O projeto "Gol da Alemanha" virou piada no mundo todo. O Brasil e seu futebol virou motivo de chacota. Foi ridicularizado como deveria ter sido. E Jota Silva decidiu desistir, pedir ele mesmo o arquivamento do ridículo projeto.

Vale lembrar que no dia 10 de junho, os vereadores de Campinas votaram um aumento de remuneração. Adivinhe para quem? Para eles mesmos. Se esqueceram da recessão do país e passam a ganhar R$ 9,2 mil. E mais. A verba de gabinete pulou para R$ 52 mil mensais. Um aumento de 8,36%.

Carlão do PT e Pedro Tourinho, além de Paulo Búfalo, do PSOL. Votaram contra. Estiveram ausentes Ângelo Barreto (PT), Luis Yabiku (PDT), Paulo Galterio (PSB), Professor Alberto (PR) e Zé Carlos (SD).

Vinte e quatro vereadores votaram a favor do aumento.

E olhe quem era um deles...

Sim, ele mesmo.

Jota Silva.

Esses são os nossos políticos.

Talvez não seja tão difícil entender o Brasil...
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